sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Fragmentos - Romance

Pouco sei de minha infância primeira. Diz-se por aí que criança apronta e se lembra quando cresce. Mas penso que meus olhos mais viam do que saltitavam num pequeno corpo. Porém, dentre algumas cores que restaram estampadas nas fotografias de memórias lembro-me de luzes...
Sim, luzes em todos os lugares, as da cidade na hora de deitar e as do céu da hora em que já deveria estar dormindo. todas tinham muita beleza mas faltava vida. Essa, a da vida eu via pouco no grandes, a maioria não sabia mais do que trocar palavrões ou discursos iguais e vivendo dias iguais, mas aqueles outros que sabiam sorrir de verdade, e viam mesmo. Nesses poucos os olhos fulminavam como brasas em fogueira de festa...
Paola é um desses grandes. Ela era tia, cabelos escuros avermelhados pelo sol, pele morena clara, rosto jovem de sorriso largo e marcas de natureza imperceptível. Marcas misteriosas...

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