Eis aqui uma mulher que sente
Cada gota de vida que pulsa e entorpece
Seja por adrenalina, anfetamina
ou por qualquer voô que a mente faça...
Eis aqui uma menina inocente
Que ainda acredita na palavra
Que confia nas pessoas sempre
E enxerga a essência das mesmas
Eis aqui uma árvore imóvel
Que sente em sua seiva a vida
De todas as outras árvores
E fere quando ferem suas irmãs
Eis aqui uma mosca morta
Que tanto voôu e zuniu por aí
O se grito de revelia à agressão
Que acabou nas mãos de um agressor
Eis aqui um homem lógico
Que segue sua vida em disciplina
E escuta a razão antes de tudo
Mesmo quando sente, espera e pensa
Eis aqui uma variável constante
Que de louca nada possui...
Mas quem não enxerga a vida
Pensa que variar é idiotice...
Eis aqui tanta coisa admirável
E também tanta coisa abominável
Eis-me aqui completamente desnuda
Mas será que você consegue mesmo me ver?
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