sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Esconde - esconde

Eu estudo e canto
Trabalho e danço
Cuido de tudo e descanso
Em meu mundo de cores

Você estuda, trabalha
Se estica, se explica
Cuida de coisas diversas
Tanto úteis como inúteis

Eu procuro, não acho
Eu saio e escolho
Vivo os detalhes do mundo
Que a sensibilidades consegue ver

Você espera e relaxa
Não sai, mas acha
E vive o prazer do momento
Seja eterno ou dispensável

Eu sinto, e choro
Converso e rio
Se não consigo o que quero
Volto e tento de novo

Você sente e vive
Conversa e faz
Promete o que não cumpre
Para ter alguém do lado

Fico só então
Desisto de pronto
Porque se a luta é desprezível
Para que algo ruim?

Você volta e chama
Não-me deixa ir embora
Mas não ousa ir além
E enfim me ignora

Nesse jogo interminável
De amizade e ofensas
De pessoas variadas
E de coisas semelhantes

Um encaixe é feito
Na medida do equilíbrio
Se é visível a alma
Porque negar o corpo?

Enfim, também cansa
Brincar o tempo todo
Eu sei do combate final
Mas será que o quero?

Depois de bater na parede
a cabeça de teimosia
Talvez perceba a burrada
E faça a vida por outra via

Mas talvez eu resolva
Me esconder de verdade
E não mais apareçer
Na tua face outra vez

E talvez um dia perceba
Que não sou uma mulher
Igual a tantas iguais
Sou fibra e vida e sonho

E apareço para acordar
Quem esteja defronte a mim
Função, dom meio q isso
Mas você ainda vai saber...

Que a vida trava, quando precisa-se aprender algo e nega-se o caminho.

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