Fazendo a diculgação das músicas dessa linda moça...que começou a carreira colocando um vídeo no youtube, que fez sucesso e começou a se espalhar pelo mundo...
vejam, ouçam, apreciem, vale a pena...
http://www.terranaomi.com/
http://www.myspace.com/terranaomi
http://www.youtube.com/watch?v=9qo8-NlgRa4
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
domingo, 21 de outubro de 2007
COMENTÁRIOS
Nossa q viagem isso do my heritage né? Tava me divertindo aqui c os resultados...Bom se vc quiser se divertir ao descobrir q se parece c a Jennifer Lopoes, Brad Pitt, ou Giselle Bundchen, venha p esse site...huahuahauhauahuahua...
http://www.myheritage.com/FP/Company/tryFaceRecognition.php?lang=PB
http://www.myheritage.com/FP/Company/tryFaceRecognition.php?lang=PB
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Um pouco de Chico p traduzir meu sentimento à Lavras
A Banda
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Pra ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Rita
A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
E o que me é de direito
Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!
Uma imagem de são Francisco
E um bom disco de Noel
A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meus pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão
Ai, se eles me pegam agora
Ai, se mamãe me pega agora
De anágua e de combinação
Será que ela me leva embora
Ou não
Será que vai ficar sentida
Será que vai me dar razão
Chorar sua vida vivida
Em vão
Será que faz mil caras feias
Será que vai passar carão
Será que calça as minhas meias
E sai deslizando
Pelo salão
Eu quero que mamãe me veja
Pintando a boca em coração
Será que vai morrer de inveja
Ou não
Ai, se papai me pega agora
Abrindo o último botão
Será que ele me leva embora
Ou não
Será que fica enfurecido
Será que vai me dar razão
Chorar o seu tempo vivido
Em vão
Será que ele me trata à tapa
E me sapeca um pecoção
Ou abre um cabaré na Lapa
E aí me contrata
Como atração
Será que me põe de castigo
Será que ele me estende a mão
Será que o pai dança comigo
Ou não
Amanhã, Ninguém Sabe
Hoje, eu quero
Fazer o meu carnaval
Se o tempo passou, espero
Que ninguém me leve a mal
Mas se o samba quer que eu prossiga
Eu não contrario não
Com o samba eu não compro briga
Do samba eu não abro mão
Amanhã, ninguém sabe
Traga-me um violão
Antes que o amor acabe
Traga-me um violão
Traga-me um violão
Antes que o amor acabe
Hoje, nada
Me cala este violão
Eu faço uma batucada
Eu faço uma evoluçao
Quero ver a tristeza de parte
Quero ver o samba ferver
No corpo da porta-estandarte
Que o meu violão vai trazer
Amanhã ninguém sabe
Traga-me a morena
Antes que o amor acabe
Traga-me uma morena
Traga-me uma morena
Antes que o amor acabe
Hoje, pena
Seria esperar em vão
Eu já tenho uma morena
Eu já tenho um violão
Se o violão insistir, na certa
A morena ainda vem dançar
A roda fica aberta
E a banda vai passar
Amanhã, ninguém sabe
No peito de um cantador
Mais um canto sempre cabe
Eu quero cantar o amor
Eu quero cantar o amor
Antes que o amor acabe
Até Pensei
Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caia
Toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade
Morava tão vizinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Junto a mim morava a minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dono dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a a enganar nuca me via
Eu andava pobre
Tão pobre de carinho
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Toda a dor da vida
Me ensinou essa modinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Atras da Porta
(com Francis Hime)
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o seu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei, me debrucei
Sobre o teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
Só pra provar que ainda sou tua.
Basta um dia
Pra mim
Basta um dia
Não mais que um dia
Um meio dia
Me dá
Só um dia
E eu faço desatar
A minha fantasia
Só umBelo dia
Pois se jura, se esconjura
Se ama e se tortura
Se tritura, se atura e se cura
A dorNa orgiaDa luz do dia
É sóO que eu pedia
Um dia pra aplacar
Minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno
De um pequeno dia
Só umSanto dia
Pois se beija, se maltrata
Se como e se mata
Se arremata, se acata e se trata
A dor
Na orgia
Da luz do dia
É só
O que eu pedia, viu
Um dia pra aplacar
Minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno
De um pequeno dia
Boi Voador Não Pode
(com Ruy Guerra)
Quem foi, quem foi
Que falou no boi voador
Manda prender esse boi
Seja esse boi o que for
O boi ainda dá bode
Qual é a do boi que revoa
Boi realmente não pode
Voar à toa
É fora, é fora, é fora
É fora da lei, é fora do ar
É fora, é fora, é fora
Segura esse boi
Proibido voar
Desencontro
(com Toquinho)
A sua lembrança me dói tanto
Eu canto pra ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer
Um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual
Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem porto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis
Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu
Meu Caro Amigo
(com Francis Hime)
Meu caro amigo me perdoe por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso, de pirraça
Que a gente vai tomando, que também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha pão
Que a gente vai cavando, só de birra, só de sarro
Que a gente vai fumando, que também sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando, que também sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus
Minha Canção
(com Enriquez e Bardotti / versão de Chico Buarque)
Dorme a cidade
Resta um coração
Misterioso
Faz uma ilusão
Soletra um verso
Lavra a melodia
Singelamente
Dolorosamente
Doce a música
Silenciosa
Larga o meu peito
Solta-se no espaço
Faz-se a certeza
Minha canção
Réstia de luz onde
Dorme o meu irmão
Na Carreira
(com Edu Lobo)
Pintar, vestir
Virar uma aguardente
Para a próxima função
Rezar, cuspir
Surgir repentinamente
Na frente do telão
Mais um dia, mais uma cidade
Pra se apaixonar
Querer casar
Pedir a mão
Saltar, sair
Partir pé ante pé
Antes do povo despertar
Pular, zunir
Como um furtivo amante
Antes do dia clarear
Apagar as pistas de que um dia
Ali já foi feliz
Criar raiz
E se arrancar
Hora de ir embora
Quando o corpo quer ficar
Toda alma de artista quer partir
Arte de deixar algum lugar
Quando não se tem pra onde ir
Chegar, sorrir
Mentir feito um mascate
Quando desce na estação
Parar, ouvir
Sentir que tatibitati
Que bate o coração
Mais um dia, mais uma cidade
Para enlouquecer
O bem-querer
O turbilhão
Bocas, quantas bocas
A cidade vai abrir
Pruma alma de artista se entregar
Palmas pro artista confundir
Pernas pro artista tropeçar
Voar, fugir
Como o rei dos ciganos
Quando junta os cobres seus
Chorar, ganir
Como o mais pobre dos pobres
Dos pobres dos plebeus
Ir deixando a pele em cada palco
E não olhar pra trás
E nem jamais
Jamais dizer
Adeus
O Que Será (A Flor da Pele)
O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces, e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receitaO que será que será
Que dá dentro da gente, que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem juízo.
Palavra de Mulher
Vou voltar
Haja o que houver
Eu vou voltar
Já te deixei jurando
Nunca mais olhar pra trás
Palavra de mulher
Eu vou voltar
Posso até
Sair de bar em bar
Em bar, em bar
Falar besteira
E me enganar
Com qualquer um deitar
A noite inteira
Eu vou te amar
Vou chegar
A qualquer hora
Ao meu lugar
E se uma outra pretendia
Um dia te roubar
Dispensa essa vadia
Eu vou voltar
Vou subir a nossa escada
Escada
Escada
Escada
Meu amor eu vou partir
De novo e sempre
Feito vigiada eu vou voltar
Pode ser
Que a nossa história
Seja mais uma quimera
E pode nosso teto
A lapa, o rio desabar
Pode ser
Que passe o nosso tempo
Como qualquer primavera
Me espera, e espera
Eu vou voltar
Pedaço de Mim
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mimLeva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
Sonho Impossível
(J. Darion e M. Leigh / versão de Chico Buarque e Ruy Guerra)
Sonhar
Mais um sonho impossívelLutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
Tanto Mar
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim
Vai Levando
(com Caetano Veloso)
Mesmo com toda a fama
Com toda a brahma
Com toda a cama
Com toda a lama
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema
Todo o problema
Todo o sistema
Toda Ipanema
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito
Com a sala escura
Com um nó no peito
Com a cara dura
Não tem mais jeito
A gente não tem cura
Mesmo com o todavia
Com todo dia
Com todo ia
Todo não ia
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Volta do Malandro
Eis o malandro na praça outra vez
Caminhando na ponta dos pés
Como quem pisa nos corações
Que rolaram dos cabarés
Entre deusas e bofetões
Entre dados e coronéis
Entre parangolés e patrões
O malandro anda assim de viés
Deixa balançar a maré
E a poeira assentar no chão
Deixa a praça virar um salão
Que o malandro é o barão da ralé
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Pra ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Rita
A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
E o que me é de direito
Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!
Uma imagem de são Francisco
E um bom disco de Noel
A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meus pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão
Ai, se eles me pegam agora
Ai, se mamãe me pega agora
De anágua e de combinação
Será que ela me leva embora
Ou não
Será que vai ficar sentida
Será que vai me dar razão
Chorar sua vida vivida
Em vão
Será que faz mil caras feias
Será que vai passar carão
Será que calça as minhas meias
E sai deslizando
Pelo salão
Eu quero que mamãe me veja
Pintando a boca em coração
Será que vai morrer de inveja
Ou não
Ai, se papai me pega agora
Abrindo o último botão
Será que ele me leva embora
Ou não
Será que fica enfurecido
Será que vai me dar razão
Chorar o seu tempo vivido
Em vão
Será que ele me trata à tapa
E me sapeca um pecoção
Ou abre um cabaré na Lapa
E aí me contrata
Como atração
Será que me põe de castigo
Será que ele me estende a mão
Será que o pai dança comigo
Ou não
Amanhã, Ninguém Sabe
Hoje, eu quero
Fazer o meu carnaval
Se o tempo passou, espero
Que ninguém me leve a mal
Mas se o samba quer que eu prossiga
Eu não contrario não
Com o samba eu não compro briga
Do samba eu não abro mão
Amanhã, ninguém sabe
Traga-me um violão
Antes que o amor acabe
Traga-me um violão
Traga-me um violão
Antes que o amor acabe
Hoje, nada
Me cala este violão
Eu faço uma batucada
Eu faço uma evoluçao
Quero ver a tristeza de parte
Quero ver o samba ferver
No corpo da porta-estandarte
Que o meu violão vai trazer
Amanhã ninguém sabe
Traga-me a morena
Antes que o amor acabe
Traga-me uma morena
Traga-me uma morena
Antes que o amor acabe
Hoje, pena
Seria esperar em vão
Eu já tenho uma morena
Eu já tenho um violão
Se o violão insistir, na certa
A morena ainda vem dançar
A roda fica aberta
E a banda vai passar
Amanhã, ninguém sabe
No peito de um cantador
Mais um canto sempre cabe
Eu quero cantar o amor
Eu quero cantar o amor
Antes que o amor acabe
Até Pensei
Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caia
Toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade
Morava tão vizinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Junto a mim morava a minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dono dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a a enganar nuca me via
Eu andava pobre
Tão pobre de carinho
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Toda a dor da vida
Me ensinou essa modinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Atras da Porta
(com Francis Hime)
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o seu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei, me debrucei
Sobre o teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
Só pra provar que ainda sou tua.
Basta um dia
Pra mim
Basta um dia
Não mais que um dia
Um meio dia
Me dá
Só um dia
E eu faço desatar
A minha fantasia
Só umBelo dia
Pois se jura, se esconjura
Se ama e se tortura
Se tritura, se atura e se cura
A dorNa orgiaDa luz do dia
É sóO que eu pedia
Um dia pra aplacar
Minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno
De um pequeno dia
Só umSanto dia
Pois se beija, se maltrata
Se como e se mata
Se arremata, se acata e se trata
A dor
Na orgia
Da luz do dia
É só
O que eu pedia, viu
Um dia pra aplacar
Minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno
De um pequeno dia
Boi Voador Não Pode
(com Ruy Guerra)
Quem foi, quem foi
Que falou no boi voador
Manda prender esse boi
Seja esse boi o que for
O boi ainda dá bode
Qual é a do boi que revoa
Boi realmente não pode
Voar à toa
É fora, é fora, é fora
É fora da lei, é fora do ar
É fora, é fora, é fora
Segura esse boi
Proibido voar
Desencontro
(com Toquinho)
A sua lembrança me dói tanto
Eu canto pra ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer
Um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual
Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem porto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis
Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu
Meu Caro Amigo
(com Francis Hime)
Meu caro amigo me perdoe por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso, de pirraça
Que a gente vai tomando, que também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha pão
Que a gente vai cavando, só de birra, só de sarro
Que a gente vai fumando, que também sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando, que também sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus
Minha Canção
(com Enriquez e Bardotti / versão de Chico Buarque)
Dorme a cidade
Resta um coração
Misterioso
Faz uma ilusão
Soletra um verso
Lavra a melodia
Singelamente
Dolorosamente
Doce a música
Silenciosa
Larga o meu peito
Solta-se no espaço
Faz-se a certeza
Minha canção
Réstia de luz onde
Dorme o meu irmão
Na Carreira
(com Edu Lobo)
Pintar, vestir
Virar uma aguardente
Para a próxima função
Rezar, cuspir
Surgir repentinamente
Na frente do telão
Mais um dia, mais uma cidade
Pra se apaixonar
Querer casar
Pedir a mão
Saltar, sair
Partir pé ante pé
Antes do povo despertar
Pular, zunir
Como um furtivo amante
Antes do dia clarear
Apagar as pistas de que um dia
Ali já foi feliz
Criar raiz
E se arrancar
Hora de ir embora
Quando o corpo quer ficar
Toda alma de artista quer partir
Arte de deixar algum lugar
Quando não se tem pra onde ir
Chegar, sorrir
Mentir feito um mascate
Quando desce na estação
Parar, ouvir
Sentir que tatibitati
Que bate o coração
Mais um dia, mais uma cidade
Para enlouquecer
O bem-querer
O turbilhão
Bocas, quantas bocas
A cidade vai abrir
Pruma alma de artista se entregar
Palmas pro artista confundir
Pernas pro artista tropeçar
Voar, fugir
Como o rei dos ciganos
Quando junta os cobres seus
Chorar, ganir
Como o mais pobre dos pobres
Dos pobres dos plebeus
Ir deixando a pele em cada palco
E não olhar pra trás
E nem jamais
Jamais dizer
Adeus
O Que Será (A Flor da Pele)
O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces, e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receitaO que será que será
Que dá dentro da gente, que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem juízo.
Palavra de Mulher
Vou voltar
Haja o que houver
Eu vou voltar
Já te deixei jurando
Nunca mais olhar pra trás
Palavra de mulher
Eu vou voltar
Posso até
Sair de bar em bar
Em bar, em bar
Falar besteira
E me enganar
Com qualquer um deitar
A noite inteira
Eu vou te amar
Vou chegar
A qualquer hora
Ao meu lugar
E se uma outra pretendia
Um dia te roubar
Dispensa essa vadia
Eu vou voltar
Vou subir a nossa escada
Escada
Escada
Escada
Meu amor eu vou partir
De novo e sempre
Feito vigiada eu vou voltar
Pode ser
Que a nossa história
Seja mais uma quimera
E pode nosso teto
A lapa, o rio desabar
Pode ser
Que passe o nosso tempo
Como qualquer primavera
Me espera, e espera
Eu vou voltar
Pedaço de Mim
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mimLeva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
Sonho Impossível
(J. Darion e M. Leigh / versão de Chico Buarque e Ruy Guerra)
Sonhar
Mais um sonho impossívelLutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
Tanto Mar
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim
Vai Levando
(com Caetano Veloso)
Mesmo com toda a fama
Com toda a brahma
Com toda a cama
Com toda a lama
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema
Todo o problema
Todo o sistema
Toda Ipanema
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito
Com a sala escura
Com um nó no peito
Com a cara dura
Não tem mais jeito
A gente não tem cura
Mesmo com o todavia
Com todo dia
Com todo ia
Todo não ia
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Volta do Malandro
Eis o malandro na praça outra vez
Caminhando na ponta dos pés
Como quem pisa nos corações
Que rolaram dos cabarés
Entre deusas e bofetões
Entre dados e coronéis
Entre parangolés e patrões
O malandro anda assim de viés
Deixa balançar a maré
E a poeira assentar no chão
Deixa a praça virar um salão
Que o malandro é o barão da ralé
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Frases para o dia que passou
Não sejamos tão detalhistas: é melhor ter diamantes de segunda mão do que não ter nenhum. Mark Twain (Samuel Langhorne Clemens Twain)
Eu sempre consigo o que quero porque sempre quero o que consigo. Tim Bischoff
Mais! Mais! É o grito da alma confusa: Menos que o Todo não pode satisfazer o homem. William Blake
Melhor ter amado um homem pequeno, do que nunca ter amado um grande. David Chambless
A felicidade não está na satisfação dos desejos, e sim em não os ter. Rico é aquele que possui, mas feliz é aquele que nada deseja. Sta. Teresa do Menino Jesus
O espetáculo de um homem a criticar outro me faria estourar em risos, se não me causasse pena. Dino Segre Pitigrilli
Aqueles que tem coragem de lutar por seus sonhos, sempre serão criticados por aqueles que são covardes e que não têm coragem de fazê-lo. Pedro Lisard
A crueldade continuará existindo sobre a face da Terra, enquanto não tenhamos aprendido a nos colocar no lugar dos outros. Samael Aum Weor
Cada qual sente seu mal. Adágio Popular
Grandes espíritos sempre encontraram oposições violentas de mentes medíocres. Albert Einstein
É curioso que tantos homens acreditem que viver bem não dá nenhum trabalho. Erich Fromm
Rir de alguém é sinal de pobreza de espírito. Deve-se rir com alguém, não de alguém. Gilberto Amado
Você vê as pingas que eu bebo, mas não vê os tombos que eu levo. Adágio Popular (huahuahauhauahua)
As pessoas que dizem que alguma coisa não pode ser feita não deveriam interromper os que a estão fazendo. Provérbio Chinês
O poder de observação aguda é comumente chamado de cinismo por aqueles que não o têm. George Bernard Shaw
A fadiga é o melhor travesseiro Benjamin Franklin
Decore o seu poema favorito. Dalai Lama (Tenzin Gyatno)
Quase todos os problemas psicológicos - da ansiedade à auto-sabotagem no trabalho e no amor, do medo da intimidade à escravidão das drogas - têm a sua raiz no amor insuficiente do indivíduo por si mesmo. Nathaniel Brande
Amar a si próprio é o começo de um amor sem fim. Oscar Wilde
O maior erro? - Abandonar-se. Madre Teresa de Calcutá
Eu sempre consigo o que quero porque sempre quero o que consigo. Tim Bischoff
Mais! Mais! É o grito da alma confusa: Menos que o Todo não pode satisfazer o homem. William Blake
Melhor ter amado um homem pequeno, do que nunca ter amado um grande. David Chambless
A felicidade não está na satisfação dos desejos, e sim em não os ter. Rico é aquele que possui, mas feliz é aquele que nada deseja. Sta. Teresa do Menino Jesus
O espetáculo de um homem a criticar outro me faria estourar em risos, se não me causasse pena. Dino Segre Pitigrilli
Aqueles que tem coragem de lutar por seus sonhos, sempre serão criticados por aqueles que são covardes e que não têm coragem de fazê-lo. Pedro Lisard
A crueldade continuará existindo sobre a face da Terra, enquanto não tenhamos aprendido a nos colocar no lugar dos outros. Samael Aum Weor
Cada qual sente seu mal. Adágio Popular
Grandes espíritos sempre encontraram oposições violentas de mentes medíocres. Albert Einstein
É curioso que tantos homens acreditem que viver bem não dá nenhum trabalho. Erich Fromm
Rir de alguém é sinal de pobreza de espírito. Deve-se rir com alguém, não de alguém. Gilberto Amado
Você vê as pingas que eu bebo, mas não vê os tombos que eu levo. Adágio Popular (huahuahauhauahua)
As pessoas que dizem que alguma coisa não pode ser feita não deveriam interromper os que a estão fazendo. Provérbio Chinês
O poder de observação aguda é comumente chamado de cinismo por aqueles que não o têm. George Bernard Shaw
A fadiga é o melhor travesseiro Benjamin Franklin
Decore o seu poema favorito. Dalai Lama (Tenzin Gyatno)
Quase todos os problemas psicológicos - da ansiedade à auto-sabotagem no trabalho e no amor, do medo da intimidade à escravidão das drogas - têm a sua raiz no amor insuficiente do indivíduo por si mesmo. Nathaniel Brande
Amar a si próprio é o começo de um amor sem fim. Oscar Wilde
O maior erro? - Abandonar-se. Madre Teresa de Calcutá
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Partir...
Tem uma hora que finda, que o sonho acaba que a vontade finda, que o palhaço tira a maquiagem, que a bailarina chora. Tem uma hora que o olhar não é o suficiente, que a fuga é necessária e as palavras são soltas em vão. A hora de partir sempre chega, seja por neces´sidade, seja por intermédio de outros, seja por qualquer coisa, ela chega. E essa hora é uma estranha companheira, um horizonte de domingo solitário, que se chega a conclusão que é preciso partir. E pronto faz assim os capítulos tão belos e intensos, mas que precisam terminar. Não sei bem a explicação desse fato, mas é necessário, é tudo o que sei.
Quando chega dói, mas passa também. E as coisas vão sendo cristalizadas de maneira mais pura e bela na memória do que nos reais fatos. Porque não dá p percber o valor de algo quando se está perto, é preciso partir. Pode até voltar, mas o que passou basta paar captar a essência e seguir mais forte, mas feliz porque viveu aquilo e é fantástico poder prceber isso. Perceber a vida dos fatos e de todos os envolvidos nele.
Minha trilha eu faço como uma anciã, que vive, passa deixa rastro, observa e vai embora. Porque é assim que deve ser. É so dessa maneira que consigo desapegar das coisas mundanas e guardar o essencial, aquilo que move o mundo.
Quando chega dói, mas passa também. E as coisas vão sendo cristalizadas de maneira mais pura e bela na memória do que nos reais fatos. Porque não dá p percber o valor de algo quando se está perto, é preciso partir. Pode até voltar, mas o que passou basta paar captar a essência e seguir mais forte, mas feliz porque viveu aquilo e é fantástico poder prceber isso. Perceber a vida dos fatos e de todos os envolvidos nele.
Minha trilha eu faço como uma anciã, que vive, passa deixa rastro, observa e vai embora. Porque é assim que deve ser. É so dessa maneira que consigo desapegar das coisas mundanas e guardar o essencial, aquilo que move o mundo.
sábado, 6 de outubro de 2007
So Pure
http://www.youtube.com/watch?v=2jcgjiGE_Ng
So Pure
Alanis Morissette
Composição: Indisponível
You from New York
,You are so relevant.
You reduce me to cosmic tears.
Luminous moreso than most anyone.
Unapologetically alive.
Knot in my stomach,
And lump in my throat.
I love you when you dance,
When you freestyle in trance,
So pure, such an expression.
(x2)
Supposed former infatuation junkie.
I sink three pointers,
And you wax poetically.
I love you when you dance,
When you freestyle in trance,
So pure, such an expression.
(x2)
Let's grease the wheel over tea.
Let's discuss things in confidence.
Let's be outspoken, let's be ridiculous,
Let's solve all the worlds problems.
I love you when you dance,
When you freestyle in trace,
So pure, such an expression.
(x2)
So pure
So Pure
Alanis Morissette
Composição: Indisponível
You from New York
,You are so relevant.
You reduce me to cosmic tears.
Luminous moreso than most anyone.
Unapologetically alive.
Knot in my stomach,
And lump in my throat.
I love you when you dance,
When you freestyle in trance,
So pure, such an expression.
(x2)
Supposed former infatuation junkie.
I sink three pointers,
And you wax poetically.
I love you when you dance,
When you freestyle in trance,
So pure, such an expression.
(x2)
Let's grease the wheel over tea.
Let's discuss things in confidence.
Let's be outspoken, let's be ridiculous,
Let's solve all the worlds problems.
I love you when you dance,
When you freestyle in trace,
So pure, such an expression.
(x2)
So pure
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
PARA A TRISTEZA
"Companheira, sei que você vai chorar quando ler esta carta, mas quero deixar de ver você por uns tempos. Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas. Não nego sua importância; em diversos momentos difíceis da minha vida você permaneceu comigo, mesmo quando todos seafastaram. Só que, com você, sinto que não ando para a frente. Esse seu pessimismo me atrapalha.
Tenho tentado evitar você de todas as maneiras, e isso não é legal. Ainda mais porque sei que se magoa por qualquer coisinha. Mas basta você chegar e lá se vai minha alegria. Não agüento mais os seus assuntos mórbidos, a sua cara desanimada. Até sexo, com você, ficou sem graça. Nada mais broxante do que gente que chora durante a transa.
Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, acreditando em tudo que você dizia. Que o amor não existe e o mundo não tem jeito. Você é péssima conselheira para suas parceiras - que o digam a Marilyn e a Sylvia*. Agora, chegou a hora de dar chance à alegria, que há muito tem mostrado interesse em passar uns tempos comigo. Ela me elogia, sabe? Você? O único elogio que eu lembro de ter ouvido de você foi que eu fico bem de olheiras.
Veja bem: não estou dizendo que quero acabar com você para sempre. Sei que estou presa a você, de uma forma ou de outra, pelo resto da vida. E podemos muito bem ter os nossos momentinhos juntas, aos domingos ou em longas tardes de poesia. Só não posso é continuar à mercê dos seus péssimos humores, dia após dia, sabendo que você nunca irá mudar. Chega de fornecer moradia à sua pesada existência.
Desde pequena, abro mão de muita coisa pela sua companhia. Festas a que não fui porque você não me deixou ir, paisagens lindas nas quais não reparei porque você exigiu de mim total atenção, amigas que perdi porque insisti em levar você comigo a todos os lugares. Ora, tristeza, tente ao menos ser mais leve. Sorria de vez em quando, pare um pouco de se lamentar. Ou vai continuar sendo assim: ninguém querendo ficar com você. Não vou cobrar o que deixei de ganhar por sua má influência, pois sei que tristezas não pagam dívidas. Mas quero de volta meus discos de dance music, que você tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que você se instalou aqui.
Por favor, não tente entrar em contato comigo com as mesmas velhas razões de sempre. Não é a fria lógica dos seus argumentos que irá guiar meu coração daqui por diante. Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim. Cansei da sua falta de senso de humor, do seu excesso de zelo. Vá resolver as suas carências em outro endereço.
Como me disse o Lulu, hoje de manhã, no carro, a caminho do trabalho: "Não te quero mal, apenas não te quero mais".Bye-bye,".
* A autora refere-se à morte da atriz Marilyn Monroe e da poetisa Sylvia Plath.Por Fernanda Young.
Tenho tentado evitar você de todas as maneiras, e isso não é legal. Ainda mais porque sei que se magoa por qualquer coisinha. Mas basta você chegar e lá se vai minha alegria. Não agüento mais os seus assuntos mórbidos, a sua cara desanimada. Até sexo, com você, ficou sem graça. Nada mais broxante do que gente que chora durante a transa.
Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, acreditando em tudo que você dizia. Que o amor não existe e o mundo não tem jeito. Você é péssima conselheira para suas parceiras - que o digam a Marilyn e a Sylvia*. Agora, chegou a hora de dar chance à alegria, que há muito tem mostrado interesse em passar uns tempos comigo. Ela me elogia, sabe? Você? O único elogio que eu lembro de ter ouvido de você foi que eu fico bem de olheiras.
Veja bem: não estou dizendo que quero acabar com você para sempre. Sei que estou presa a você, de uma forma ou de outra, pelo resto da vida. E podemos muito bem ter os nossos momentinhos juntas, aos domingos ou em longas tardes de poesia. Só não posso é continuar à mercê dos seus péssimos humores, dia após dia, sabendo que você nunca irá mudar. Chega de fornecer moradia à sua pesada existência.
Desde pequena, abro mão de muita coisa pela sua companhia. Festas a que não fui porque você não me deixou ir, paisagens lindas nas quais não reparei porque você exigiu de mim total atenção, amigas que perdi porque insisti em levar você comigo a todos os lugares. Ora, tristeza, tente ao menos ser mais leve. Sorria de vez em quando, pare um pouco de se lamentar. Ou vai continuar sendo assim: ninguém querendo ficar com você. Não vou cobrar o que deixei de ganhar por sua má influência, pois sei que tristezas não pagam dívidas. Mas quero de volta meus discos de dance music, que você tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que você se instalou aqui.
Por favor, não tente entrar em contato comigo com as mesmas velhas razões de sempre. Não é a fria lógica dos seus argumentos que irá guiar meu coração daqui por diante. Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim. Cansei da sua falta de senso de humor, do seu excesso de zelo. Vá resolver as suas carências em outro endereço.
Como me disse o Lulu, hoje de manhã, no carro, a caminho do trabalho: "Não te quero mal, apenas não te quero mais".Bye-bye,".
* A autora refere-se à morte da atriz Marilyn Monroe e da poetisa Sylvia Plath.Por Fernanda Young.
sábado, 29 de setembro de 2007
Divulgação
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre :)
mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente: ·
Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade; ·
Ler obras de Machado de Assis
Ou a Divina Comédia;· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA · e muito maisEsse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno.
Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!
mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente: ·
Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade; ·
Ler obras de Machado de Assis
Ou a Divina Comédia;· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA · e muito maisEsse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno.
Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
tema - Rosas
Depois coloco mais...
4º Motivo Da Rosa (Cecília Meireles)
Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzidas,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Canção do Dia de Sempre (Mário Quintana)
Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas
4º Motivo Da Rosa (Cecília Meireles)
Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzidas,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Canção do Dia de Sempre (Mário Quintana)
Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
nonsense II
Bom agora, nessa hora trão sublime para os pensamentos nonsense chegarem escrevo aqui, coisas que costumo escrever em cadernos, mas como p motivos obrigacionais estava no PC assim registro algumas palavras...
Hoje matei uma aula, sem o intuito de matá-la. Apenas mexendo e remexondo papéis, meu Deus são toneladas deles. Pois sim, mãos à obra que as aulas começaram e essa bagunça continua. Papeís de balas, recados, contas (que coisa encontrar contas num caderno do curso de letras), desenhos, rabiscos, mensagens, matérias, sátiras, e poemas. Que estranho!
Ler poemas antigos é tão estranho quanto ver uma girafa no quintal. Aquilo não tá no lugar certo. Os versos que fiz para você meu bem, para você minha alma gêmea, ah e p vc tb amigo, coisas quee ficam gravadas no coração. O legal é conseguir registrar a alegria, a tristeza, qualquer coisa qualquer uma que saia dessa rotina maldita!
Lis não falava palavrões, não bebia uma gota de alcool, mas tb não recebia tantas falsas amizades como as que encontrou em Brasília. Triste fim, matou a outra a Elis que gostavas tanto de abraçar os amigos e tinha coragem de qualquer coisa para vê-los com covinhas no rosto e os dentes à mostra. Hoje ela não faz questão disso, mas está com eles e estará até que a eternidade decida por tirar-lhe o corpo físico.
Que dramatica! Afe! Bom simplificando tô puta da vida!Me deram o bolo! Tô no fim da linha! Tá fodá! E a vida é bela a gente é que impipoca ela! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...ah e isso é não é coisa de doida não....não me venham com explicações fáceis porque elas absolutamente nunca existiram , ao menos nunca couberam na minha vida.
Quero deixar claro que isso aí é estar emputecida, mas não é ter dor de cotovelo, porque uma coisa é estar carente, a outra completamnete diferente é perder a confiança em um querido(a) que além de doer muito mais, não tem volta, n~~ao mesmo...
Bom mas como ia dizendo a vida é bela, a primevara chegou e a mãe magra daquela menina de amarelo desbotado que estava sentada na parada de ônibus me contou isso. Me contou pelos olhos, chorei. É por isso que a minha vontade ganhe vida está aumentando e quando o projeto estiver em ordem eu conto...ora...mas que curiosa, querer saber do indefinido, se é no mistério que as coisas desabrocham. tsc tsc...
O bom de ficar com sono é quando os braços e pernas formigam de leve os olhos fecham aos poucos e cjnhfk...caí...rsss...pois sim...
Bon nuit
Hoje matei uma aula, sem o intuito de matá-la. Apenas mexendo e remexondo papéis, meu Deus são toneladas deles. Pois sim, mãos à obra que as aulas começaram e essa bagunça continua. Papeís de balas, recados, contas (que coisa encontrar contas num caderno do curso de letras), desenhos, rabiscos, mensagens, matérias, sátiras, e poemas. Que estranho!
Ler poemas antigos é tão estranho quanto ver uma girafa no quintal. Aquilo não tá no lugar certo. Os versos que fiz para você meu bem, para você minha alma gêmea, ah e p vc tb amigo, coisas quee ficam gravadas no coração. O legal é conseguir registrar a alegria, a tristeza, qualquer coisa qualquer uma que saia dessa rotina maldita!
Lis não falava palavrões, não bebia uma gota de alcool, mas tb não recebia tantas falsas amizades como as que encontrou em Brasília. Triste fim, matou a outra a Elis que gostavas tanto de abraçar os amigos e tinha coragem de qualquer coisa para vê-los com covinhas no rosto e os dentes à mostra. Hoje ela não faz questão disso, mas está com eles e estará até que a eternidade decida por tirar-lhe o corpo físico.
Que dramatica! Afe! Bom simplificando tô puta da vida!Me deram o bolo! Tô no fim da linha! Tá fodá! E a vida é bela a gente é que impipoca ela! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...ah e isso é não é coisa de doida não....não me venham com explicações fáceis porque elas absolutamente nunca existiram , ao menos nunca couberam na minha vida.
Quero deixar claro que isso aí é estar emputecida, mas não é ter dor de cotovelo, porque uma coisa é estar carente, a outra completamnete diferente é perder a confiança em um querido(a) que além de doer muito mais, não tem volta, n~~ao mesmo...
Bom mas como ia dizendo a vida é bela, a primevara chegou e a mãe magra daquela menina de amarelo desbotado que estava sentada na parada de ônibus me contou isso. Me contou pelos olhos, chorei. É por isso que a minha vontade ganhe vida está aumentando e quando o projeto estiver em ordem eu conto...ora...mas que curiosa, querer saber do indefinido, se é no mistério que as coisas desabrocham. tsc tsc...
O bom de ficar com sono é quando os braços e pernas formigam de leve os olhos fecham aos poucos e cjnhfk...caí...rsss...pois sim...
Bon nuit
domingo, 23 de setembro de 2007
Primavera
Ola meus caríssimos como viram o último depoimento foi uma poesia de um amigo q achei bonita...rs
Primavera chegou e com ela meu amor...pela vida que floresce nessa época...a criatividade fica aguçada e os projetos voam de tanta rapidez com que a vontade de realizá-los traz...Pois sim começo novos e interessantíssimos projetos que deixarei aqui alguns resquicios brevemente...Na luta das palavras por causas que não lhe dizem respeito mas que influem em tudo...
tema de hoje flres flores flores, aidna que sejam flores tristes
Flores (Genildo Mota Nunes)
Não quero que a vida
Me pegue na estrada
Qual folha caída,
Perdida no vento.
Nem quero que o tempo
A correr lá fora
Nas asas da tarde
Me faça partir.
Há um desejo estranho
De sonho e de luzes
Nos olhos da face
De quem quer viver.
E a flor despetala
Nas mãos de quem perde
Por força dos fatos
A vez de sorrir.
Por isso é que tento
Compondo meus versos
Ouvir nos espaços
As vozes do ser...
Vagar pelas tardes
E pelos canteiros
No pólen das almas
Que podem sentir.
Primavera (Olavo Bilac)
Ah! quem nos dera que isso, como outrora,
inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
que inda juntos pudessemos agora
ver o desabrochar da primavera!
Saíamos com os passaros e a aurora,
e, no chão, sobre os troncos cheios de hera,
sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"
E esse corpo de rosa recendia,e
aos meus beijos de fogo palpitava,
alquebrado de amor e de cansaco....
A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera...E eu te levava,
primavera de carne, pelo braço!
Nos Bosques, Perdido (Pablo Neruda)
Nos bosques, perdido, cortei um ramo escuro
E aos labios, sedento, levante seu sussurro
:era talvez a voz da chuva chorando,
um sino quebrado ou um coração partido.
Algo que de tão longe me parecia
oculto gravemente, coberto pela terra,
um gruto ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
E seu odor errante subiu para o meu entendimento
como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amada
.Para que nada nos prenda
para que não nos una nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos
nem teus soluços junto à janela...
A Rosa de Hiroshima (Vinícius de Morais)
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
Primavera chegou e com ela meu amor...pela vida que floresce nessa época...a criatividade fica aguçada e os projetos voam de tanta rapidez com que a vontade de realizá-los traz...Pois sim começo novos e interessantíssimos projetos que deixarei aqui alguns resquicios brevemente...Na luta das palavras por causas que não lhe dizem respeito mas que influem em tudo...
tema de hoje flres flores flores, aidna que sejam flores tristes
Flores (Genildo Mota Nunes)
Não quero que a vida
Me pegue na estrada
Qual folha caída,
Perdida no vento.
Nem quero que o tempo
A correr lá fora
Nas asas da tarde
Me faça partir.
Há um desejo estranho
De sonho e de luzes
Nos olhos da face
De quem quer viver.
E a flor despetala
Nas mãos de quem perde
Por força dos fatos
A vez de sorrir.
Por isso é que tento
Compondo meus versos
Ouvir nos espaços
As vozes do ser...
Vagar pelas tardes
E pelos canteiros
No pólen das almas
Que podem sentir.
Primavera (Olavo Bilac)
Ah! quem nos dera que isso, como outrora,
inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
que inda juntos pudessemos agora
ver o desabrochar da primavera!
Saíamos com os passaros e a aurora,
e, no chão, sobre os troncos cheios de hera,
sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"
E esse corpo de rosa recendia,e
aos meus beijos de fogo palpitava,
alquebrado de amor e de cansaco....
A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera...E eu te levava,
primavera de carne, pelo braço!
Nos Bosques, Perdido (Pablo Neruda)
Nos bosques, perdido, cortei um ramo escuro
E aos labios, sedento, levante seu sussurro
:era talvez a voz da chuva chorando,
um sino quebrado ou um coração partido.
Algo que de tão longe me parecia
oculto gravemente, coberto pela terra,
um gruto ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
E seu odor errante subiu para o meu entendimento
como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amada
.Para que nada nos prenda
para que não nos una nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos
nem teus soluços junto à janela...
A Rosa de Hiroshima (Vinícius de Morais)
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
terça-feira, 18 de setembro de 2007
...sem título...
O arrependimento carrega a saudade,
como arduo fardo que não se desfaz
O unico modo de deixa-lo
seria ve-la, nada mais.
Quanto mais tempo espero,
Só de pensar me desespero.
Tê-la em meus braços novamente,
matando a saudade de repente.
Luis Guilherme
como arduo fardo que não se desfaz
O unico modo de deixa-lo
seria ve-la, nada mais.
Quanto mais tempo espero,
Só de pensar me desespero.
Tê-la em meus braços novamente,
matando a saudade de repente.
Luis Guilherme
Poesias - Cecilia Meireles
Meu Sonho (Cecília Meireles)
Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar
,vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar ?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.
Canção (Cecília Meireles)
Não te fies do tempo nem da eternidade,
que as nuvens me puxam pelos vestidos
que os ventos me arrastam contra o meu desejo!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te vejo!
Não demores tão longe, em lugar tão secreto,
nácar de silêncio que o mar comprime,
o lábio, limite do instante absoluto!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te escuto!
Aparece-me agora, que ainda reconheço
a anêmona aberta na tua face
e em redor dos muros o vento inimigo...
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te digo
Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar
,vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar ?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.
Canção (Cecília Meireles)
Não te fies do tempo nem da eternidade,
que as nuvens me puxam pelos vestidos
que os ventos me arrastam contra o meu desejo!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te vejo!
Não demores tão longe, em lugar tão secreto,
nácar de silêncio que o mar comprime,
o lábio, limite do instante absoluto!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te escuto!
Aparece-me agora, que ainda reconheço
a anêmona aberta na tua face
e em redor dos muros o vento inimigo...
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te digo
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Vai te ou fica
Não, não fasça meu coração bater!
Pare, de invadir meus sonhos!
Solte as minhas pernas, por favor!
Preciso delas firmes para andar!
Ah, como dói sentir a vida...
Vezes leve como uma gaivota,
Vezes pesada como uma cruz
Mas meu coração palpita...
E isso prenuncia eu sei...
Quantas vezes terei que morrer,
Para nascer mais viva?
Que tormento é lembrar...
Renunviar ao que nem tenho
Entregar os velhos tesouros
Chorar o orvalho infantil
Em razão de que? De que?
Vai te embora ou fica
Mas promete não partir
Que sou cristal quebrado
Com utopias valiosas
E se ficar me perdoa...
Porque preciso de colo
E tua imensa alegria
Ainda não vive em mim
EVF
Pare, de invadir meus sonhos!
Solte as minhas pernas, por favor!
Preciso delas firmes para andar!
Ah, como dói sentir a vida...
Vezes leve como uma gaivota,
Vezes pesada como uma cruz
Mas meu coração palpita...
E isso prenuncia eu sei...
Quantas vezes terei que morrer,
Para nascer mais viva?
Que tormento é lembrar...
Renunviar ao que nem tenho
Entregar os velhos tesouros
Chorar o orvalho infantil
Em razão de que? De que?
Vai te embora ou fica
Mas promete não partir
Que sou cristal quebrado
Com utopias valiosas
E se ficar me perdoa...
Porque preciso de colo
E tua imensa alegria
Ainda não vive em mim
EVF
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Radio de Outono
Descobri essa banda e adorei, principalemente por essa música:
http://www.esnips.com//doc/4bbbba91-127c-42e3-9fff-7060b6f91707/Espelhos-Quebrados---Radio-de-Outono.mp3
Banda já consolidada no cenário pop recifense e nordestino, tendo já participado de festivais de peso como o Rec Beat 2005, Abril pro Rock 2005 (quando foi selecionada como um das finalistas para a etapa nordestina do “Claro que é Rock”) e MADA (Natal), a Rádio de Outono finalmente lança seu disco de estréia, que leva o nome do grupo. E nele encontramos algo raro no circuito nacional: uma banda que consegue aliar repertório com potencial radiofônico e de extrema qualidade artística. Tendo como referência nomes como Mutantes, Beach Boys, Pato Fu e Gang 90, a Rádio de Outono bebe na fonte dos anos 60 e, ao mesmo tempo, obtém um resultado extremamente criativo, delineando uma identidade forte, uma sonoridade bem resolvida e um apuro e capricho nas letras difíceis de encontrar por aí.
Um bom exemplo do cuidado textual pode ser verificado em “Eu Sou o Tao”, música que contém versos aprimorados como “Minha bússola se chama intuição/ É lógico que a lógica vive em contradição/ Sem me preocupar com o que vier depois/ Vivo minha história, sem glamour nem glória/ vela içada ao mundo de nós dois”.Outra peculiaridade que acentua a inventividade da Rádio de Outono é a ausência de guitarra em seu trabalho, o que acaba ressaltando seu potencial pop, provando que é possível fazer rock sem tal instrumento.
Gravado no estúdio Mr. Mouse, no Recife, todas as músicas deste disco poderiam facilmente entrar na programação das rádios. E todas são inteligentes, líricas e sinceras. Num mundo perverso e cínico como o da indústria cultural do setor da música, a Rádio de Outono vem fornecer um combustível essencial e em falta nessa área: a sinceridade. Eis um trabalho sincero em sua essência. Marcado pelos teclados de Dídimo Vieira, pela voz doce de Bárbara Jones - que por vezes faz dueto com a do baterista Gleisson Jones - é um trabalho que cativa e emociona, como no lirismo das faixas “Velha Página” (baseada em poema de Olavo Bilac) e na doçura escancarada de “Fim”. Um “Mutantes” em formato absolutamente desconstruído abre o disco com “Além da Razão”. “Sabe Tudo” possui uma letra que prima pela inteligência e ironia, tudo bem embalado num balanço totalmente anos 60. “Lady Básbara” prova que o lírico e o popular não são antagônicos, e “Só o Pó” é um desabafo que mostra uma faceta mais pesada do grupo.Temos um disco de estréia que consegue registrar todas as saudáveis dualidades que a Rádio de Outono costuma transmitir em suas apresentações: suavidade/agressividade, pop/inteligência, relaxamento/comprometimento, simplicidade/complexidade. Eis uma banda que, em seu primeiro trabalho, revela todo o seu potencial estético/artístico ao quebrar a fronteira entre o entretenimento e a arte.
http://www.esnips.com//doc/4bbbba91-127c-42e3-9fff-7060b6f91707/Espelhos-Quebrados---Radio-de-Outono.mp3
Banda já consolidada no cenário pop recifense e nordestino, tendo já participado de festivais de peso como o Rec Beat 2005, Abril pro Rock 2005 (quando foi selecionada como um das finalistas para a etapa nordestina do “Claro que é Rock”) e MADA (Natal), a Rádio de Outono finalmente lança seu disco de estréia, que leva o nome do grupo. E nele encontramos algo raro no circuito nacional: uma banda que consegue aliar repertório com potencial radiofônico e de extrema qualidade artística. Tendo como referência nomes como Mutantes, Beach Boys, Pato Fu e Gang 90, a Rádio de Outono bebe na fonte dos anos 60 e, ao mesmo tempo, obtém um resultado extremamente criativo, delineando uma identidade forte, uma sonoridade bem resolvida e um apuro e capricho nas letras difíceis de encontrar por aí.
Um bom exemplo do cuidado textual pode ser verificado em “Eu Sou o Tao”, música que contém versos aprimorados como “Minha bússola se chama intuição/ É lógico que a lógica vive em contradição/ Sem me preocupar com o que vier depois/ Vivo minha história, sem glamour nem glória/ vela içada ao mundo de nós dois”.Outra peculiaridade que acentua a inventividade da Rádio de Outono é a ausência de guitarra em seu trabalho, o que acaba ressaltando seu potencial pop, provando que é possível fazer rock sem tal instrumento.
Gravado no estúdio Mr. Mouse, no Recife, todas as músicas deste disco poderiam facilmente entrar na programação das rádios. E todas são inteligentes, líricas e sinceras. Num mundo perverso e cínico como o da indústria cultural do setor da música, a Rádio de Outono vem fornecer um combustível essencial e em falta nessa área: a sinceridade. Eis um trabalho sincero em sua essência. Marcado pelos teclados de Dídimo Vieira, pela voz doce de Bárbara Jones - que por vezes faz dueto com a do baterista Gleisson Jones - é um trabalho que cativa e emociona, como no lirismo das faixas “Velha Página” (baseada em poema de Olavo Bilac) e na doçura escancarada de “Fim”. Um “Mutantes” em formato absolutamente desconstruído abre o disco com “Além da Razão”. “Sabe Tudo” possui uma letra que prima pela inteligência e ironia, tudo bem embalado num balanço totalmente anos 60. “Lady Básbara” prova que o lírico e o popular não são antagônicos, e “Só o Pó” é um desabafo que mostra uma faceta mais pesada do grupo.Temos um disco de estréia que consegue registrar todas as saudáveis dualidades que a Rádio de Outono costuma transmitir em suas apresentações: suavidade/agressividade, pop/inteligência, relaxamento/comprometimento, simplicidade/complexidade. Eis uma banda que, em seu primeiro trabalho, revela todo o seu potencial estético/artístico ao quebrar a fronteira entre o entretenimento e a arte.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
domingo, 9 de setembro de 2007
Mario Quintana
Ah! Os Relógios (Mário Quintana)
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vida
sem seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...
Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha…
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha…
E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada…
Arde um toco de vela, amarelada…
Como o único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! Desta mão, avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!
Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!
Data e Dedicatória (Mário Quintana)
Teus poemas, não os dates nunca...
Um poemaNão pertence ao Tempo... Em seu país estranho,
Se existe hora, é sempre a hora estrema
Quando o anjo Azrael nos estende ao sedento
Lábio o cálice inextinguível...
Um poema é de sempre, Poeta:
O que tu fazes hoje é o mesmo poema
Que fizeste em menino,
É o mesmo que,
Depois que tu te fores,
Alguém lerá baixinho e comovidamente,
A vivê-lo de novo...
A esse alguém,
Que talvez ainda nem tenha nascido,
Dedica, pois, os teus poemas.
Não os dates, porém:
As almas não entendem disso...
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vida
sem seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...
Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha…
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha…
E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada…
Arde um toco de vela, amarelada…
Como o único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! Desta mão, avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!
Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!
Data e Dedicatória (Mário Quintana)
Teus poemas, não os dates nunca...
Um poemaNão pertence ao Tempo... Em seu país estranho,
Se existe hora, é sempre a hora estrema
Quando o anjo Azrael nos estende ao sedento
Lábio o cálice inextinguível...
Um poema é de sempre, Poeta:
O que tu fazes hoje é o mesmo poema
Que fizeste em menino,
É o mesmo que,
Depois que tu te fores,
Alguém lerá baixinho e comovidamente,
A vivê-lo de novo...
A esse alguém,
Que talvez ainda nem tenha nascido,
Dedica, pois, os teus poemas.
Não os dates, porém:
As almas não entendem disso...
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Caboclo roceiro - Patativa do Assaré
Caboclo Roceiro, das plaga do Norte
Que vive sem sorte, sem terra e sem lar,
A tua desdita é tristonho que canto,
Se escuto o meu pranto me ponho a chorar
Ninguém te oferece um feliz lenitivo
És rude e cativo, não tens liberdade.
A roça é teu mundo e também tua escola.
Teu braço é a mola que move a cidade
De noite tu vives na tua palhoça
De dia na roça de enxada na mão
Julgando que Deus é um pai vingativo,
Não vês o motivo da tua opressão
Tu pensas, amigo, que a vida que levas
De dores e trevas debaixo da cruz
E as crides constantes, quais sinas e espadas
São penas mandadas por nosso Jesus
Tu és nesta vida o fiel penitente
Um pobre inocente no banco do réu.
Caboclo não guarda contigo esta crença
A tua sentença não parte do céu.
O mestre divino que é sábio profundo
Não faz neste mundo teu fardo infeliz
As tuas desgraças com tua desordem
Não nascem das ordens do eterno juiz
A lua se apaga sem ter empecilho,
O sol do seu brilho jamais te negou
Porém os ingratos, com ódio e com guerra,
Tomaram-te a terra que Deus te entregou
De noite tu vives na tua palhoça
De dia na roça , de enxada na mão
Caboclo roceiro, sem lar , sem abrigo,
Tu és meu amigo, tu és meu irmão.
Que vive sem sorte, sem terra e sem lar,
A tua desdita é tristonho que canto,
Se escuto o meu pranto me ponho a chorar
Ninguém te oferece um feliz lenitivo
És rude e cativo, não tens liberdade.
A roça é teu mundo e também tua escola.
Teu braço é a mola que move a cidade
De noite tu vives na tua palhoça
De dia na roça de enxada na mão
Julgando que Deus é um pai vingativo,
Não vês o motivo da tua opressão
Tu pensas, amigo, que a vida que levas
De dores e trevas debaixo da cruz
E as crides constantes, quais sinas e espadas
São penas mandadas por nosso Jesus
Tu és nesta vida o fiel penitente
Um pobre inocente no banco do réu.
Caboclo não guarda contigo esta crença
A tua sentença não parte do céu.
O mestre divino que é sábio profundo
Não faz neste mundo teu fardo infeliz
As tuas desgraças com tua desordem
Não nascem das ordens do eterno juiz
A lua se apaga sem ter empecilho,
O sol do seu brilho jamais te negou
Porém os ingratos, com ódio e com guerra,
Tomaram-te a terra que Deus te entregou
De noite tu vives na tua palhoça
De dia na roça , de enxada na mão
Caboclo roceiro, sem lar , sem abrigo,
Tu és meu amigo, tu és meu irmão.
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