Tem uma hora que finda, que o sonho acaba que a vontade finda, que o palhaço tira a maquiagem, que a bailarina chora. Tem uma hora que o olhar não é o suficiente, que a fuga é necessária e as palavras são soltas em vão. A hora de partir sempre chega, seja por neces´sidade, seja por intermédio de outros, seja por qualquer coisa, ela chega. E essa hora é uma estranha companheira, um horizonte de domingo solitário, que se chega a conclusão que é preciso partir. E pronto faz assim os capítulos tão belos e intensos, mas que precisam terminar. Não sei bem a explicação desse fato, mas é necessário, é tudo o que sei.
Quando chega dói, mas passa também. E as coisas vão sendo cristalizadas de maneira mais pura e bela na memória do que nos reais fatos. Porque não dá p percber o valor de algo quando se está perto, é preciso partir. Pode até voltar, mas o que passou basta paar captar a essência e seguir mais forte, mas feliz porque viveu aquilo e é fantástico poder prceber isso. Perceber a vida dos fatos e de todos os envolvidos nele.
Minha trilha eu faço como uma anciã, que vive, passa deixa rastro, observa e vai embora. Porque é assim que deve ser. É so dessa maneira que consigo desapegar das coisas mundanas e guardar o essencial, aquilo que move o mundo.
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