segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O verdadeiro final de Caverna de Dragão


História

O desenho Caverna do Dragão (Dungeons & Dragons) foi inspirado no famoso jogo de RPG "Dungeons & Dragons" e produzido pela Marvel Comics em associação à Dungeons e Dragons Corporation. Imitando o estilo japonês de animação (com olhos grandes e boas cenas de ação), o seriado animado trouxe para a televisão um estilo dark e sóbrio, pouco comum aos programas infantis da época. O primeiro episódio foi ao ar no dia 17 de setembro de 1983, na CBS. O episódio era "Night of No Tomorrow" traduzido no Brasil como "Merlin, o mago". A partir daí a TSR e a Marvel Productions produziria mais 26 episódios. O produtor do desenho foi Gary Gygax, um dos autores originais do jogo Dungeons & Dragons.
O desenho possui várias referências ao universo do jogo Dungeons & Dragons, e da sua fonte de inspiração, os romances e contos de J.R.R. Tolkien. Apesar do enorme sucesso do desenho, especialmente no Brasil, a série foi cancelada, fato explicado pelo produtor Gary Gyrax:

"Em 1985, a equipe responsável pelo desenho se reuniu com os executivos da temporada seguinte. Os seis jovens - mais velhos e mais experientes - seriam chamados de volta ao mundo da Caverna do Dragão pelo Mestre dos Magos. Foram concebidos três scripts do desenho, e eu até aprovei um deles. Mas algumas dificuldades surgiram. A D&D Corp. fechou e a CBS com a Marvel decidiram não continuar mais com o desenho. A nova série foi cancelada antes mesmo de ser produzida."

Como o último episódio da terceira temporada não deu resolução à história da série, há muita curiosidade e especulação em torno do motivo pelo qual não era exibido o episódio final, o que gerou um famoso e bizarro boato.

O último episódio

Em meados dos anos 90, circulou na internet um rumor de que o último episódio da série teria sido vetado por sua assombrosa revelação: na verdade, os personagens do desenho já estariam mortos desde o primeiro episódio, devido a um acidente no carrinho de montanha russa no qual embarcaram. Os meninos teriam sido mandados ao Inferno, sendo o Mestre dos Magos e o Vingador, as duas faces de um mesmo ser demoníaco, capaz de oferecer esperança e temor em um processo de crescente agonia psicológica. O boato ainda afirma que o dócil unicórnio Uni seria um agente espião, eventualmente responsável por impedir os meninos de regressar ao seu mundo. De tão famoso, o boato pôs em evidência os criadores da série, entre eles o roteirista Mark Evanier:

"Isto é totalmente falso! Apesar de vários possíveis finais terem sido discutidos, nenhum último episódio foi produzido de fato."

Outro escritor, Michael Reaves, roteirista de sete episódios, complementa:

"Caverna do Dragão foi um desenho altamente sombrio para a sua época - tanto quanto é Gárgulas nos anos 90. Nós o levamos o mais distante que era possível para um programa infantil". (...) "Os garotos não ficaram presos no inferno, nem o Mestre dos Magos é o demônio ou coisa parecida. Essa história toda é absurda."

Michael Reaves foi o escritor daquele que, ao menos em script, é o final oficial das aventuras de Caverna do Dragão, tendo sido concebido antes mesmo do cancelamento da série.Esse final revela que o Vingador é o filho do Mestre dos Magos.


O verdadeiro final

Requiem
O Final que Ninguém Viu

Requiem pode ser considerado o verdadeiro final de Caverna do Dragão. Escrito há quase 25 anos, a história traz algumas revelações surpreendentes e um desfecho que certamente agradaria os fãs. “Eu gostaria que o episódio se chamasse Redemption (Redenção), mas a emissora achou que este nome dava muito na cara”, diz Michael Reaves. Com a série cancelada, o roteiro nem chegou a virardesenho.

Ato 1 - Plano dos Sonhos

Um platô surreal, árido e monótono, envolvido em neblina. Ao fundo, indistintamente, vislumbram-se monolitos de basalto entre a névoa, que sugerem enormes dolmens e menires, como os de Stonehenge. Não se pode dizer se é dia ou noite, a própria névoa cinzenta parece luminosa. Ouvem-se ventos, distantes.

Mestre dos Magos: - Vingador?

De outro ângulo, vê-se que o Mestre dos Magos encontra-se no meio daquela desolação, olhando em volta. Ele não está com medo, no entanto não parece entusiasmado em estar ali.

Vingador: - Velho, estou aqui.

O Mestre dos Magos se vira a tempo de ver um raio mágico atingir um monolito. Ele racha de um lado ao outro, revelando o Vingador em meio à névoa rodopiante. Ele baixa os olhos até o Mestre dos Magos.

Vingador: - Você é um idiota, Mestre dos Magos.

O Mestre dos Magos levanta uma sobrancelha educadamente, mas não responde.

Vingador: - Seus pupilos estão condenados a falhar. Eles são bravos, mas apenas porque sabem que você os apóia.

Mestre dos Magos: - Não. Eles podem triunfar sobre qualquer coisa no Reino, como você bem sabe. Eles não vão falhar.

O Vingador faz uma carranca, então sorri astuciosamente, como se uma idéia acabasse de lhe ocorrer.

Vingador: - Bem, então... talvez você não oporia a um teste de sua coragem?

O Mestre dos Magos mostra prudência.

Vingador: - Vamos ver quão bravos eles são quando você for embora. Se eles tiverem sucesso, eles acharão a Chave.

Mestre dos Magos: - E se eles falharem... o que perdem?

O Vingador ergue um punho estalando com poder.

Vingador: - Tudo. As armas... e as vidas.

O Mestre dos Magos balança a cabeça e junta as mãos.

Mestre dos Magos: - Então, que assim seja.

CORTE PARA: CHARNECAS - DIA

Sibilando, as sete cabeças da enorme Hydra chicoteiam em nossa direção. Bobby, Hank, Eric, Diana, Sheila, Uni e Presto correm por suas vidas através de uma vastidão lamacenta de charnecas pantanosas com a Hydra em perseguição.

Garotos: - Cuidado! Corram! Lá vem ela! (etc..)

A Hydra ruge, avançando pesadamente, grande o bastante para esmagar pequenas árvores sob seus pés, com suas cabeças estalando e sibilando para os garotos

Eric: - Faça alguma coisa, Hank! Você é o líder!

Hank pára e dispara uma flecha de energia em direção à Hydra. A flecha se enrosca nos pescoços da Hydra, enlaçando-os por um instante. Mas a Hydra quebra os laços brilhantes e continua vindo.

Hank: - É muito forte!

Enquanto Eric corre, uma das cabeças o alcança e o agarra pela capa, erguendo-o.

Eric: - Socorroooo!!!!

Bobby pára e atinge uma árvore morta com seu tacape, soltando suas raízes. A árvore começa a balançar.

Bobby: - Madeiraaaa!!!

A Hydra continua segurando Eric com uma de suas mandíbulas. A árvore cai e a cabeça se afasta, libertando Eric, que cai. A Hydra sibila, enquanto no chão, Eric se debate na lama. Ele rola e arrasta-se para fora do caminho de outra cabeça na hora certa, escapando.

Eric: - Essa coisa tem mais cabeças que Tiamat!

Diana se esquiva de uma cabeça e salta sobre outra.

Diana: - Não há lugar para se esconder! Ela vai nos pegar, cedo ou tarde!

Presto, Sheila e Uni são encurralados contra uma pequena afloração de rocha por duas cabeças sibilantes e serpenteantes. Presto não tem espaço para usar seu chapéu.

Presto: - Ela nos encurralou!

Uni bala com medo. Bobby levanta seu tacape sobre sua cabeça.

Bobby: - Eu já estou indo mana!

Uma cabeça investe e agarra o tacape de Bobby, erguendo-o do chão. Ele balança, indefeso.

Bobby: - Ahhh!!

Eric se arrasta de quatro pelo chão pantanoso. Não há nada engraçado nisso, ele está rastejando pela sua vida. Então ele olha para cima e sorri com alívio repentino.

Eric: - Tudo bem! Tudo vai ficar bem agora!

Eric aponta. Hank e Diana recuam cautelosamente perante outra cabeça serpenteante. Diana a mantém longe com sua vara. Hank tem uma flecha preparada. Eles arriscam um olhar para cima e também sorriem com alívio.

Hank: - Mestre dos Magos!

O Mestre dos Magos se encontra sobre uma saliência de rocha, olhando para baixo, para seus pupilos, os quais estão arranjados em um semicírculo com a Hydra no meio, suas cabeças balançando na ponta de seus pescoços serpenteantes.

Garotos: - Mestre dos Magos, nos ajude! Tire-nos dessa! O senhor vai dar um jeito, não vai?

O Mestre dos Magos olha para baixo com uma expressão carrancuda.

Mestre dos Magos: - Vocês entraram nisso sozinhos, meus jovens amigos...

A expressão do Mestre dos Magos está mais do que carrancuda agora, está dura, impiedosa.

Mestre dos Magos: - Agora, saiam sozinhos!

Ele se vira e pula da saliência, saindo da vista dos jovens. Eric olha perplexo para cima, sem crer e se desespera.

Eric: - O quê?!

Eric dá um pulo de medo quando ouve o rugido da Hydra, que se aproxima rapidamente dele. Hank mergulha, jogando Eric no chão, fora do caminho de mais uma cabeça. Hank levanta Eric, que tem uma expressão de quem se sente profundamente traído.

Eric: - Eu não acredito! Ele nos desertou!

A Hydra ruge novamente.

Hank: - Nós vamos nos preocupar com isso mais tarde, se houver um mais tarde!

Ele dispara três flechas de energia em rápida sucessão. Enquanto isso, Presto, Sheila e Uni continuam acuados pelas cabeças da Hydra. Uma flecha acerta a rocha que está ao lado deles, criando uma fissura através da qual eles se arrastam. Uni bala de medo.A segunda flecha atinge o tacape de Bobby, ainda pendurado por uma das cabeças da Hydra. O impacto o liberta, ele cai e corre. Diana repele com esforço outra cabeça com sua vara. A terceira flecha explode com um clarão diante dos olhos da Hydra, fazendo-a recuar, com surpresa.Diana salta sobre uma pequena rocha e corre. Os garotos se reagrupam, armas prontas diante dos movimentos ameaçadores que a Hydra faz novamente em direção a eles. Uni se aperta junto a Bobby.

Sheila: - Ela continua vindo! O que vamos fazer?

Hank olha em volta em desespero, então aponta para algo ao longe.

Hank: - Por esse lado! Vamos!

Hank começa a correr. Numa visão geral, vêem-se os garotos correndo, tropeçando em raízes e em trechos de lama, chapinhando através de poças doentias, ficando com suas roupas presas em arbustos. Seus rostos estão amedrontados. Uni galopa com eles. A Hydra está nos seus calcanhares enquanto eles correm por suas vidas. Os olhos de Hank estão fixados em algo à frente. Por trás dele uma das cabeças quase o alcança.
Logo à frente, um brejo com aparência repulsiva surge com uma grande poça de água verde e viscosa que parece capaz de matar bacilos da peste bubônica. Os garotos correm direto em sua direção.

Hank: - Preparem-se...

Os garotos e Uni chegam na borda do brejo.

Hank: - Agora! Espalhem-se!

Eles correm cada um para um lado, correndo ao longo das bordas do brejo, ao mesmo tempo em que a inércia da hydra a leva direto para o atoleiro.Sibilando, a hydra cai no brejo com um grande "splash"! Lama e limo são arremessados pra todos os lados. A hydra afunda no brejo, debatendo-se inutilmente, suas cabeças arremetendo e se torcendo futilmente enquanto ruge e sibila raivosamente.Os garotos se reagrupam na borda do brejo, fora do alcance da hydra. Eles estão exaustos, sujos de lama, sem fôlego. Presto cai de joelhos. Bobby segura o manto de Sheila. Diana se apóia cansada em sua vara. Uni se estica na lama. Hank se inclina, também sem fôlego, as mãos nos joelhos.

Hank: - Conseguimos. Ainda estamos vivos.

Eric tem uma expressão carrancuda.

Eric: - É, e não foi graças ao Mestre dos Magos.

CORTE PARA: PLANÍCIES DE SAL - ENCRUZILHADA - TARDE

Os dois sóis estão baixos no horizonte, deixando as planícies de sal avermelhadas. Os garotos, parecendo ainda pior do que cansados, estão em uma bifurcação da estrada através dos campos, nenhuma das duas é particularmente atraente, apesar de que a que vai a direção ao leste parecer mais usada.Um poste de velha madeira cinzenta está colocado na bifurcação. Uma das placas está caída, a outra balança de um prego enferrujado, apontando para o céu. Presto olha pra ela.

Presto: - De acordo com esta placa, as Montanhas de Fogo são.... nesta direção.

Ele aponta para cima, imitando a placa. Bobby pega a outra placa, esfrega um pouco da geada que há nela e lê.

Bobby: - Esta direção para o Mar das Tristezas.

Sheila olha para as duas estradas.

Sheila: - Que ótimo. Qual estrada vai para onde?

Eric parece muito deprimido.

Eric: - Quem se importa? Isso não significa nada (pausa). Eu não posso acreditar que ele nos abandonou daquela maneira.

Eric se encaminha para a estrada do leste. Hank se dá conta de que é sua responsabilidade tomar uma decisão. Ele olha de uma estrada para a outra e então aponta para a estrada do oeste.

Hank: - Nós vamos para o oeste, Eric.

Eric apenas olha para ele. Ele não faz nenhum movimento para retornar.

Eric: - Por quê?

Hank: - É descida. É mais provável que achemos água.

Eric volta para a bifurcação, olhando para Hank. Ele franze o cenho. Os outros assistem apreensivos, sentindo a tensão.

Eric: - O outro caminho tem uma estrada melhor, deve levar a uma cidade.

Hank, algo impaciente, mas tentando se manter calmo.

Hank: - Eu sou o líder, Eric. Você mesmo disse isso antes, lembra?

Eric fica de frente para Hank, encarando-o.

Eric: - Eu estava sob um bocado de pressão naquela hora. Talvez eu veja as coisas mais claramente agora (pausa). Talvez seja a hora de termos uma pequena votação. O que você diz, Presto?

Eric se vira para Presto em busca de apoio. Presto olha para os outros nervosamente.

Presto: - Ah, bem, a estrada do leste realmente parece melhor.

Bobby fica ao lado de Hank, assim como Uni. Diana já está ao lado dele.

Bobby: - Ah, é? Bem, eu penso que a estrada do oeste parece melhor.

Uni olha para Eric desdenhosamente. Sheila parece incerta e, como sempre, ela tenta mediar.

Sheila: - Agora espere um minuto, Bobby...

Bobby a interrompe.

Bobby: - Fica fora disso, mana!

Sheila, atordoada, dá um passo para trás, o que a põe mais perto de Eric. Uma discussão violenta começa, os garotos gritam, apontando dedos uns para os outros acusadoramente. Hank é o único que não toma parte nisso. Ele olha de um lado para o outro chocado e incrédulo.

Garotos: - Você não sabe sobre o que está falando! Ah, cala a boca! Você está sempre se metendo! (etc.)

Hank fica entre as duas facções e levanta as duas mãos, gritando.

Hank: - Parem, PAREM!

Os outros param e olham para ele.

Hank: - Vamos lá, nós todos sabemos o que é isto. Não estamos zangados uns com os outros, estamos zangados com o Mestre dos Magos.

Os outros sabem que ele está certo, parecem embaraçados, evitando o olhar dos outros. Hank faz um gesto de desamparo.

Hank: - Eu não sei o que lhes dizer... exceto que está ficando escuro, e é melhor acharmos um lugar para acampar (pausa, e então para o Eric). Você faz questão, Eric? Então está bem. Lidere o caminho.

Eric parece um tanto ofendido com Hank, então se vira e toma a estrada do leste. Os outros o seguem. Hank assiste. Bobby e Uni são os últimos. Bobby se vira e olha para Hank. Hank começa a andar, com um olhar impassível.

CORTE PARA: MAR DAS TRISTEZAS - NOITE - PRÓXIMO AO BOSQUE

Uma pilha de galhos secos está na areia. Uma flecha de energia os atinge, ateando-lhes fogo e transformando-os em uma fogueira. Os garotos e Uni estão sentados em pedras e troncos em volta do fogo. Hank larga o arco e senta com eles. Ao fundo podemos ver os reflexos da lua brilhando na superfície do mar. Ouve-se o som de ondas batendo.

Diana: - Talvez não fosse realmente o Mestre dos Magos...

Eric mexe na fogueira com um graveto. Fagulhas se espalham.

Eric: - Era ele. Você acha que eu não o reconheceria? (pausa, e num tom revoltado) Todo esse reino é uma prisão, sabiam? E nós somos todos prisioneiros. Nós pensamos que o Mestre dos Magos era nosso amigo, mas agora sabemos que ele não passa de outro guarda.

Sheila se aproxima do fogo, tremendo mais de medo do que de frio.

Sheila: - O que vamos fazer agora? Se o Mestre dos Magos nos abandonou, quem vai nos ajudar?

Vingador: - Eu vou ajudá-los.

Todos eles conhecem aquela voz. Em um instante todos estão de pé, armas prontas, encarando a escuridão que cerca a fogueira. O Vingador dá um passo para fora da escuridão entrando no círculo de luz da fogueira. Uni se esconde atrás de Bobby. O Vingador ergue as mãos em sinal de paz.

Vingador: - Fiquem calmos, meus jovens inimigos. Eu não vou feri-los.

Hank olha cheio de suspeita por trás de uma flecha de energia pronta para disparar.

Hank: - Mexa-se bem devagar, Vingador.

Um dos cantos da boca do Vingador ergue-se suavemente ao ouvir o aviso de Hank. Ele olha para os garotos.

Vingador: - Então, o Mestre dos Magos finalmente mostrou sua real face. Vocês nunca se perguntaram porque os conselhos dele sempre os levaram para batalhas, e nunca de volta para seu próprio mundo?

Eric, Sheila e Presto parecem indecisos. Bobby, Diana e Hank continuam mantendo suas armas prontas. Apenas as ondas quebram o tenso silêncio.

Vingador: - Tem sido conveniente para vocês encarar o Mestre dos Magos como bom, e a mim como mal. Mas as coisas não são tão simples.

O Vingador olha fixamente para as chamas.

Vingador: - Eu lhes permiti viver antes. Ajudem-me agora, e eu lhes concederei o seu maior desejo. Eu os mandarei de volta para seu mundo.

Ele faz um gesto para as chamas. Elas aumentam, formando um portal miniatura no qual é possível ver o parque de diversões. Eric, Sheila e Presto olham esperançosamente para a imagem tremeluzente.

Vingador: - Longe, ao sul, situa-se a Fronteira do Reino. Lá vocês encontrarão um cenotáfio. Uma tumba vazia. Dentro está uma chave, a qual vocês devem lançar dentro do Abismo.

O Vingador faz outro gesto e a imagem desaparece ao mesmo tempo em que uma onda quebra particularmente alta.

Vingador: - Façam isso, e vocês voltarão para casa. Vocês têm a minha palavra.

A chama aumenta novamente, mais alta que nunca. Quando diminui, o Vingador desapareceu. Eles olham uns para os outros, sem fala. Repentinamente Hank dispara para o céu a flecha que estava preparada em um gesto de desafio. Ela explode acima das suas cabeças com um clarão, fornecendo uma luz sinistra.

Hank: - Esqueça Vingador! De jeito nenhum nós vamos trabalhar para você!

Eric dá um passo a frente.

Eric: - Espere um minuto, Hank. Que opção nós temos? O Mestre dos Magos nos abandonou. O Vingador pode ser nossa única passagem de volta.

Presto se junta a Eric.

Presto: - Eu acho que o Eric tem razão, Hank. O Vingador é cruel, mas tem um código. Eu acredito nele.

Sheila se junta a eles.

Sheila: - Eu também. Tudo que eu quero é voltar para casa, e não me importo com quem será o responsável por nos mandar de volta.

Hank, Bobby, Uni e Diana olham para os outros incrédulos.


Diana: - Vocês não podem estar falando sério. Vocês sabem que o Vingador significa encrenca.

Hank se dirige a Eric e estende uma mão a ele.

Hank: - Nós temos ficado junto, Eric...

Eric afasta a mão, com raiva.

Eric: - E daí, Hank? Nós temos ficado sempre juntos, e isso não nos levou para casa (pausa). Vocês podem fazer o que quiserem, mas nós vamos atrás daquela chave.

Ele se vira e vai embora. Presto hesita e então o segue. Sheila se vira e olha para Bobby.
Sheila: - Bobby, você não vai mudar de idéia?

Bobby parece muito jovem e indeciso, mas ele sacode a cabeça e se aproxima de Hank.

Bobby: - Eu acho que você está cometendo um erro, Sheila.

Sheila se vira e corre em direção à escuridão atrás dos outros. Hank, Bobby, Diana e Uni assistem a partida deles. Ouve-se o som das ondas.

CORTE PARA PRAIA - NOITE

As ondas, espumantes com o sal, quebram na praia. Um velho galeão está encalhado lá, as velas estão balançando em farrapos, salpicos de sal brilham ao luar. Eric, Presto e Sheila sobem ao convés destroçado.

Eric: - Você acha que pode fazer essa coisa voar, Presto?

Presto tira o chapéu e faz um passe mágico sobre ele, franzindo o rosto em concentração.

Presto: - A mágica no chapéu libertamos, deixe-nos voar pelo céu, como no mar navegamos.

Um arco de luz mágica cintilante surge do chapéu, envolvendo o galeão e o erguendo, com muitos rangeres de madeira velha, livre da areia. O galeão levanta vôo, o restante das velas voa inutilmente. Eric está na proa, olhando seriamente para frente. Sheila está logo atrás dele.

Sheila: - Nós estamos fazendo a coisa certa, Eric?

Eric não olha para ela.

Eric: - Eu não sei. Mas nós não vamos desistir.

CORTE PARA: ACAMPAMENTO

Hank, Bobby, Uni e Diana estão junto aos restos do fogo que vai se apagando, observando a silhueta do galeão passar pelas três luas.

Hank: - Nós temos que alcançar a Fronteira do Reino primeiro, de alguma maneira...

Um rugido o interrompe; todos olham para longe e reagem. Um enorme Dragão de Bronze ruge e pousa na beira d'água, suas asas espalhando espuma e areia. Bobby dá um passo atrás com precaução, erguendo sua clava.

Bobby: - Exatamente o que precisávamos, mais problemas!

Uni se manifesta. Diana dá um passo a frente.

Diana: - Espere, Bobby. Este é um dragão de bronze, ele pode nos ajudar.

O Dragão de Bronze observa Diana enquanto ela se aproxima com sua vara erguida. Ela dá leves pancadinhas em seus chifres com sua vara, como um guia indiano tranqüilizando um elefante. Com uma bufada, o dragão abaixa sua cabeça. Diana olha triunfante para os outros.

Diana: - A bordo!

Bobby, Uni e Hank se juntam a Diana nas costas largas do dragão. Há espaço suficiente para Uni se aconchegar no meio de duas das enormes placas que o dragão apresenta nas costas. Diana senta logo atrás dos chifres da fera.

Hank: - Espero que você saiba o que está fazendo, Diana.

Diana: - Eu também.

Ela dá uma leve batida nos chifres do dragão novamente. Com um rufar de asas, a grande criatura ergue-se no céu noturno. O dragão de bronze voa atrás da forma do galeão que vai sumindo na distância...

CORTE PARA: REINO - VISTA AÉREA - AMANHECER

Assim como a cena anterior, o dragão de bronze continua perseguindo o navio voador. Eles estão voando para o sul sobre uma terra pedregosa e árida que vai subindo em direção às distantes. No oeste, os dois sóis estão nascendo.Diana, Bobby e Uni estão adormecidos, enroscados nas cavidades entre as placas à frente das asas que batem. Hank está em outra cavidade, olhando seriamente para frente, o vento batendo em seus cabelos. Ele olha para o galeão. Diana toca seu ombro. Ele se volta para vê-la atrás dele, esfregando os olhos sonolentamente.

Diana: - Você devia dormir um pouco.

Hank olha para a distância, franzindo o cenho.

Hank: - Por que você acha que estamos aqui, Diana?

Diana: - No Reino? (pausa) Eu sempre pensei que fosse para derrotar o Vingador.

Hank olha para frente novamente.

Hank: - Eu também, mas estou começando a imaginar. Talvez o Vingador esteja certo sobre uma coisa... talvez as coisas não sejam tão simples.

Bobby: - Ei, olhem!

Bobby e Uni estão acordados agora. Ele está em cima de uma das placas, apontando para frente agitadamente. As Montanhas de Fogo estão se aproximando e pode-se ver que elas são vulcões, na verdade. Cortinas de fumaça e cinza flutuam sobre caldeirões de lava borbulhante. Fontes incandescentes espirram. Nenhum dos picos está a ponto de entrar em erupção, mas todos juntos se apresentam como um desafio perigoso.O galeão serpenteia no seu caminho através dos picos mortais. Eric olha para cima e engole em seco ao passar próximo a um lago de fogo.

Eric: - Ei, nós estamos indo mais devagar, Presto!

Presto tira seu chapéu e o sacode tentando tirar mais mágica dele. Nada acontece.

Presto: - Acho que o meu feitiço está ficando sem combustível.

Sheila olha para trás.

Sheila: - Eles estão nos alcançando.

O Dragão de Bronze voa através das nuvens de cinza. Hank está encostado a uma das placas, olhando para baixo.

Hank: - Parem! Por favor!

Eric olha para cima desafiadoramente.

Eric: - De jeito nenhum! Esta é a nossa última chance de ir para casa!

Hank fica zangado. Ele pega o arco.

Hank: - Então que seja como vocês querem!

Diana agarra a sua mão.

Diana: - Hank! O que você está fazendo?

Hank: - Eu vou forçá-los a descer!

Ele se livra do braço de Diana e dispara uma flecha para baixo. Eric ergue o seu escudo; a flecha ricocheteia e atinge direto uma das rochas derretidas e ferventes, causando uma tremenda erupção. Uma chuva de fragmentos ardentes cai no convés, ateando fogo ao restante das velas em trapos. Nuvens brilhantes envolvem o barco. Sheila e Presto se juntam sob o escudo de Eric assim que pedaços de enxofre os atingem. Fumaça obscurece a cena enquanto Sheila, Eric e Presto gritam com medo.No dragão, Hank, Bobby, Uni e Diana olham horrorizados.

Bobby: - Hank! O que foi que você fez?

Enquanto isso, pedaços em chamas são lançados da cratera em atividade, para dentro das crateras próximas. Um lado inteiro da montanha explode, enviando um vento queimante de rocha, uma nuvem mortal de gás incandescente e pedra em pó.À medida que o vento mortal vem em sua direção, Hank, Diana, Bobby e Uni gritam apavorados. O dragão de bronze vira em uma tentativa de escapar da nuvem de pedra super aquecida.

ATO II: A REVELAÇÃO

MONTANHAS DE FOGO - DIA

Erupções explodem com força total, e o vento de rocha vem se aproximando do dragão de bronze, que se esforça para ultrapassá-lo. Hank, Diana, Bobby e Uni se agarram por suas vidas. Hank olha para trás para o vento que se aproxima, vindo como uma onda negra.

Hank: - É muito rápido para nós!

Uni bale apavorada. Diana se aproxima com sua vara e dá pancadinhas no dragão debaixo do focinho.

Diana: - Suba! Suba!

O dragão de bronze sobe assim que o vento de rocha vaporizada passa, não os atingindo.

CORTE PARA: PLANÍCIE DE LAVA - DIA

O céu está avermelhado, com as Montanhas de Fogo ao fundo. Rios de lava brilham ao longo do horizonte. O exausto dragão de bronze pousa. Hank, Diana, Bobby e Uni descem, e o dragão de bronze parte. Os quatros, deprimidos, viram-se para olhar a fileira de fogo na distância. Bobby está chorando.

Bobby: - Eles não conseguiram, né?!?

Diana: (com falso ânimo) - Claro que eles conseguiram! Eles já passaram por coisas piores que isso!

Bobby a ignora, olhando para Hank.

Bobby: - Hank?

Hank olha fixamente para a pira funerária dos amigos. Seus ombros estão caídos, ele abaixa sua cabeça.

Hank: - Sinto muito Bobby. O erro foi meu.

Bobby se vira e vai embora. Diana se aproxima e coloca sua mão no ombro de Hank

Diana: - O que nós fazemos agora, Hank?

Hank se endireita. A vida continua.

Hank: - Os vulcões não vão permitir que voltemos. Nós temos que continuar... para a Fronteira do Reino.

Hank se vira e olha na outra direção, assim como Diana. A planície continua por uma longa distância, e ao seu final, uma colina que se estende nas duas direções, tão longe quanto eles podem ver. No topo, vagamente visível, está o cenotáfio, uma torre solitária, em ruínas, no topo do mundo.

CORTE PARA: OUTRA PARTE DA PLANÍCIE - DIA

Eric, Sheila e Presto estão achando o caminho através da planície de lava negra. O galeão naufragado e queimado é visível ao fundo. Sheila sobe com dificuldade até o topo de um pedregulho anguloso e olha de um lado para o outro.

Sheila: - Bobby? Bobby?!

Eric olha para ela.

Eric: - Algum sinal deles?

O vento faz o manto de Sheila mexer. Ela dá uma olhada final ao redor e baixa a cabeça.

Sheila: - Nenhum. Eles devem ter....

Ela esconde o rosto nas mãos e cai de joelhos no pedregulho. Eric também baixa a cabeça. Presto olha para ele com simpatia.

Presto: - Não foi sua culpa, Eric.

Eric: - É, ta certo. Alguém mais usou meu escudo para desviar a flecha de energia para dentro do vulcão (pausa). Se não fosse você usar seu chapéu mágico para nos libertar, seríamos carvão agora.

Sheila desce para se juntar a eles.

Eric: - Vamos. O mínimo que eu posso fazer é achar a chave do Vingador e levar vocês dois para casa.

Ele se volta e caminha penosamente. Presto, preocupado com seu amigo, o segue. Após um momento, Sheila fecha a retaguarda. Há lágrimas em sua face.

CORTE PARA: FRONTEIRA DO REINO - DIA

O cenotáfio surge, alto como um arranha-céu, na borda do penhasco. Em uma sacada próximo ao topo, estão duas figuras: o Vingador e o Mestre dos Magos. Eles olham para baixo.

Vingador: - Você vai perder, velho. O desejo deles de voltar para casa é mais forte do que qualquer outra coisa. Sem o seu apoio eles vão desmoronar.

O Mestre dos Magos parece preocupado, mas está determinado a não permitir que o Vingador o atinja.

Mestre dos Magos: - A coragem deles não vai lhes falhar. Eles farão o que deve ser feito.

É possível ver os dois grupos de garotos seguindo vagarosamente seu caminho em direção à torre de lados opostos. O terreno irregular oculta um grupo do outro.

Vingador: - Veremos. O que há no cenotáfio vai testar a coragem deles.

CORTE PARA: ENTRADA DO CENOTÁFIO - DIA

A porta é gigantesca e no formato estilizado de uma cabeça de dragão. Suas mandíbulas são as molduras da entrada. Hank, Diana, Bobby e Uni param em frente a ela.

Diana: - Aqui estamos nós. E agora, o que fazemos?

Hank se apóia desanimado contra a porta.

Hank: - Eu não sei, Diana. Acho que chegamos tão longe quanto podemos ir (pausa). Parece que guiei a gente direto para o desastre.

Eles olham uns para os outros, sem saber o que dizer. Uni se aproxima de Hank, que descansa sua cabeça na mão em atitude de desespero, quando...

Eric: - Ei, veja o lado bom das coisas - vocês nos chegaram antes da gente.

Todos pulam e olham na direção da voz, reagindo com alegria.

Hank: - Eric (alegria incrédula)!

Eric está sobre uma pequena afloração, sua capa flutuando por trás dele, parecendo atrevido. Sheila e Presto sobem e entram em cena por trás dele.

Sheila: - Bobby (em êxtase)!

Ela desce correndo. Sheila e Bobby correm um para o outro e se abraçam. Os outros se abraçam uns aos outros. Uni salta em volta deles balindo de alegria.

Garotos: - Cara, estou contente em te ver! Nós pensamos que vocês já eram! Como vocês escaparam daquilo! Nunca mais vamos nos separar!

Hank e Eric estão com as mãos nos ombros um do outro.

Eric: - Estou muito contente que vocês estejam bem. Agora tudo que temos a fazer é conseguir aquela chave e ir para casa.

Hank se afasta de Eric parecendo surpreso.

Hank: - Vocês não continuam pensando em fazer isso, não é?

Vemos, que conscientemente ou não, eles se dividem novamente em dois grupos.

Eric: - Pode apostar que estamos. Eu quero dormir na minha própria cama esta noite.

Diana: - Eric, você ainda está dormindo, e sonhando, se pensa que o Vingador vai cumprir sua promessa.

Sheila: - Se houver a menor chance, nós temos que tentar.

Hank fica diante da porta.

Hank: - Esqueça Eric! Ninguém abre essa porta!

Eric: - Isto é o que você pensa! Presto, mostre a ele! (em desafio)

Presto: - Bem... tá certo... (em dúvida)

Presto tira o chapéu e o aponta para a porta. Um raio de força mágica explode de dentro do chapéu, surpreendendo o jovem mágico tanto quanto os outros.Hank tenta se esquivar quando o raio se aproxima, mas uma projeção dele o ergue e gentilmente o põe de lado, enquanto a força principal do raio atinge a porta do cenotáfio, rachando-a.Eric, Presto e Sheila correm para dentro do cenotáfio.

Eric: - Com essa são três, Presto. Você está no topo da lista.

Hank, Diana, Bobby e Uni estão presos pelo restante do feitiço de Presto.No momento em que eles conseguem se livrar, já não há sinal dos outros.

Hank: - Nós temos que impedi-los, eles estão caindo direitinho nas mãos do Vingador.

Eles também correm para o cenotáfio e entram em uma câmara enorme e vazia, com uma porta lateral dirigindo a uma escadaria. Eric, Presto e Sheila já estão subindo quando uma flecha de energia atravessa o ar acima das suas cabeças, parando-os.Eric olha para trás, Hank, Bobby, Uni e Diana estão na entrada. Hank tem outra flecha pronta para disparar.

Hank: - Não faça isso, Eric!

Eric: - Como você vai me impedir, Hank? (calmamente)




Hank tem uma flecha pronta, mas não apontada. Agora ele a aponta. Diana e Bobby olham para ele ansiosamente.

Hank: - Eu não sei, mas nenhum de nós quer saber como.

Todos estão na tensão da espera quando o chão treme repentinamente, acompanhado por um estrondo. Todos olham em volta com apreensão.

Sheila: - O que foi isso?

O estrondo começa novamente, muito mais forte agora. Enormes pedras racham. As rachaduras surgem de um centro, tornando-se fissuras. Das fissuras começam a fluir jorros de um protoplasma viscoso e translúcido, parecendo geléia. Os jorros começam a fluir na direção de Diana, Hank, Bobby e Uni, pseudópodes erguem-se e procuram cegamente por eles. Hank empurra Diana e Bobby em direção às escadas.

Hank: - Saiam do chão! Rápido!

Eles sobem rapidamente as escadas. O chão agora está coberto com a massa semi-sólida, a qual começa a fluir atrás deles. Ela se ergue em um formato de ameba gigante fazendo sons repugnantes.Hank, Diana, Bobby e Uni se juntam aos outros e todos começam a subir de costas a escadaria. A criatura amebóide os persegue, quase alcançando as patas de Uni. Ele pula selvagemente para evitá-la. Os garotos recuam novamente, armas prontas. A criatura amebóide faminta começa a segui-los.

Diana: - O que é isso?

Presto: - O que quer que seja, ela sabe o que nós somos: almoço!

Hank aponta a flecha que estava preparada anteriormente para baixo.

Hank: - Ah, é? Vamos ver se ela gosta do nosso tempero.

Ele dispara a flecha. A criatura está quase preenchendo toda a escadaria por trás deles. A flecha se aproxima. Um pseudópode ergue-se e envolve a flecha sem nenhum efeito visível, salvo por uma ondulação luminosa que desce pelo pseudópode abaixo. Então toda a massa se avoluma em frente novamente.

Eric: - Parece que ele gostou mesmo! (engolindo em seco)

Presto dá um passo à frente, uma mão agitando o ar sobre o chapéu.

Presto: - Deixa eu tentar!

Ele enfia a mão no chapéu e retira uma esfera brilhante de mágica, a qual ele lança para baixo. A criatura absorve a esfera mágica do mesmo modo que fez com a flecha e com o mesmo resultado. Ela começa a se apressar na direção deles. Presto parece desanimado. O grupo continua recuando escadas acima. A criatura está se aproximando.

Presto: - Onde está Steve McQueen quando a gente precisa dele?

Diana: - É melhor pensarmos em alguma coisa. Esse pote de geléia significa problemas.

Bobby ergue seu tacape com determinação.

Bobby: - Ah é? Eu também!

Bobby corre. Sheila tenta segurá-lo, mas não consegue.

Sheila: - Bobby! Cuidado!

O horror Lovecraftiano (n.t.: de H.P. Lovecraft, autor de contos de horror) ergue-se ameaçadoramente acima de Bobby assim que ele se aproxima. Bobby bate com seu tacape em uma das paredes da escadaria, e em seguida, na parede oposta. As paredes racham e desabam, enterrando a criatura debaixo de toneladas de pedra enquanto Bobby corre de volta.Os garotos saem do meio da poeira e dos fragmentos de rocha.

Sheila: - Bobby? Tudo bem com você?

Depois de um momento, Bobby corre para fora da nuvem de poeira.

Bobby: - Boas e más notícias... aquela coisa está soterrada.

A nuvem de poeira começa a baixar, revelando a escadaria bloqueada.

Bobby: - Mas nós não podemos voltar pela escada.

Eric olha para Hank com satisfação.

Eric: - Isto significa que nós temos que subir.

Hank olha para ele e concorda lentamente.

Hank: - Você ganhou, por enquanto.

Todos se viram e continuam subindo.

CORTE PARA INTERIOR DO SANTUÁRIO - DIA

A parte mais alta do cenotáfio é o santuário, um câmara enorme, como uma catedral, com uma abóbada gigante em uma parede e um sarcófago ornamentado no meio do chão, a tampa esculpida no formato de uma figura em repouso. A parede oposta à abóbada ruiu, revelando o abismo além do Reino. A escadaria termina em outra parede. O Vingador e o Mestre dos Magos estão ao lado do sarcófago.

Mestre dos Magos: - Eles estão vindo, Vingador, duvidando e suspeitando uns dos outros e da sua jornada, mas ainda vindo.

Vingador: - Bah! Eles ainda podem falhar, e falharão!

O Vingador olha para a figura esculpida na tampa do sarcófago com uma expressão indecifrável, e então se vira. Não é possível ver os traços da figura deste ângulo.

Vingador: - Não cante vitória ainda, velho.

O Mestre dos Magos se aproxima da tampa do sarcófago e olha para ela. Não é possível ainda ver o que há nela claramente.

Mestre dos Magos: - Não serei eu o vencedor, Vingador, será você. (criticamente)

Ele se volta ao som de passos.

Mestre dos Magos: - Eles estão aqui.

Da escada, surge Eric, seguido pelo resto. Ele para e olha em volta.

Eric: - Então é isso? Não parece lá grande coisa.

O santuário agora está vazio, exceto pelo sarcófago e pelos garotos. Diana aponta para a parede desmoronada e o abismo além.

Diana: - Vejam... (perplexa)

Os garotos se aproximam cautelosamente da parede ruída e olham através dela para o abismo derradeiro.

Bobby: - Continua para sempre...! (perplexo)

Na Fronteira do Reino, um desfiladeiro infinito mergulha na noite nevoenta milhares de milhas abaixo. Estrelas piscam nas profundezas. Vagamente visível é a sugestão de pilares titânicos, do tamanho de continentes, que apóiam o Reino.Sheila se aproxima da abóbada. Quase oculto entre o entalhe da ornamentação está o buraco de uma fechadura.

Sheila: - Há uma fechadura aqui. Isso é uma porta.

Presto se aproxima do sarcófago e olha para o rosto da figura esculpida ali. Ele reage com espanto.

Presto: - Vejam... na tampa. É o...

Finalmente é possível ver claramente a figura esculpida. É um homem em roupagem de guerreiro, braços cruzados sobre o peito. Sua face, apesar de nobre e serena e sem as presas, chifre e asas e outras características do mal, é, sem dúvida, a do Vingador.

Presto: - Vingador!

Os outros se juntam ao redor, fitando a figura.

Bobby: - Eu não entendo. Quem iria querer fazer o velho cabeça de chifre parecer bom?

Eric olha para a figura.

Eric: - Só há uma maneira da gente descobrir (pausa). Abrindo.

Os garotos se alinham de um lado do sarcófago e empurram a pesada tampa de pedra. Com um som de atrito de pedra com pedra, ela escorrega de cima. Ao mover-se lentamente, a tampa revela o interior do sarcófago. Está vazio, salvo por uma chave comum que está no fundo. Eric alcança e agarra a chave.

Eric: - Conseguimos a chave! Agora, tudo o que temos a fazer é jogá-la no abismo.

Ele se volta para o abismo. Hank se coloca na frente dele.

Hank: - Você ainda não entendeu? Nós jamais voltaremos para casa confiando no Vingador.

Os outros olham para os dois, que estão cara a cara.

Eric: - Saia do meu caminho, Hank.

Hank sacode a cabeça.

Hank: - Não! Eu estou certo sobre isso... eu sei!

Eric ergue o seu escudo, e então, de repente, todos são derrubados por um tremor próximo ao sarcófago. Eles gritam de surpresa. A criatura amebóide surge e se ergue do chão, pseudópodes se lançando em todas as direções. Os garotos se espalham para evitá-la.

Garotos: - Vejam! A coisa voltou! Cuidado com os tentáculos. (etc..)

Eric está segurando a chave. Um pseudópode vai na sua direção, agarrando seu escudo e jogando-o longe. Eric cai próximo ao abismo. Ele olha para a chave e então ergue sua mão para jogá-la lá.A mão de Hank surge e segura o punho de Eric.

Hank: - Não!

Eric tenta se libertar de Hank.

Eric: - Me larga!

Diana recua ante uma onda da criatura, a vara estendida em sua frente. Um pseudópode se projeta da massa principal e agarra a vara, puxando Diana em sua direção. Diana se apóia com força sobre seus pés, mas a coisa é muito forte para ela.Presto está segurando seu chapéu à medida que vai recuando do horror que se aproxima. O chapéu brilha, mas antes que qualquer coisa possa emergir, um pseudópode agarra-o, fechando-o e prendendo as mãos de Presto.A coisa ergue Presto do chão. Ele balança indefeso na garra do pseudópodo.

Presto: - Ei!

Eric e Hank estão de pé agora, ambos agarrando a chave. Hank está de costas para o abismo.

Eric: - Me deixa jogar a chave! Você quer ser um prisioneiro para sempre?

Os olhos de Hank se arregalam com uma idéia repentina.

Hank: - Eric! Lembra quando você falou que todo o Reino é uma prisão?

Eric continua segurando a chave enquanto Hank fala.

Hank: - Acho que você está certo! Todos nós somos prisioneiros aqui... incluindo o Vingador! E essa é a chave!

Uni está encurralada em um canto. Um pseudópode agarra-a e a ergue. Uni bale de medo.Sheila abaixa seu capuz sobre sua cabeça quando outro pseudópode a alcança. Ela se torna invisível, mas a criatura evidentemente usa outros sentidos além da visão para agarrar sua presa. Ela se enrosca em torno da forma invisível de Sheila, que grita. O capuz cai e ela se torna visível de novo à medida que também é erguida, esperneando.Bobby está de costas em outro canto, balançando seu tacape para manter um pseudópode à distância. Ele está vendo o que está acontecendo.

Bobby: - Sheila! Uni!

Ele ergue seu tacape sobre sua cabeça e bate no chão com ela. A onda de choque ondula pela forma protoplasmática, fazendo com que largue Sheila, Uni, Diana e Presto, que caem no chão. A onda de choque derruba Hank e Eric. Hank larga a chave, deixa o arco cair e tropeça para trás. Ele paira por um momento, os braços se sacudindo, na fronteira do infinito, e então cai, com um grito. Eric tenta segurá-lo, mas é muito tarde.. ele se foi.

Eric: - Hank!

A criatura se recupera dos efeitos da pancada de Bobby. Os garotos estão reunidos juntos agora. A criatura se aproxima deles como uma onda sensitiva, cercando-os. Eles tentam se libertar, mas é como correr através de óleo grosso. O protoplasma flui ao redor deles, mais um momento e ela vai envolvê-los completamente. Os garotos resistem.Eric olha para seus amigos e então para o abismo. Ele olha para a chave em sua mão.Repentinamente, o Vingador se materializa em sua frente. Ele aponta para o abismo.

Vingador: - A chave, Cavaleiro! Lance-a no abismo... ou você não vai ver sua casa nunca mais!

Eric olha para o abismo e depois na direção oposta. Há um "close" na fechadura. Eric toma uma decisão... ele se volta e corre em direção a abóbada. O Vingador abre suas asas em ira.

Vingador: - Pare! (rugindo)

Ele lança um raio mágico em direção a Eric, que usa o escudo para apará-lo, fazendo com que cambaleie, mas ele continua correndo. O Vingador ergue sua mão para arremessar outro raio, mas neste momento um pseudópode surge, envolvendo-o, segurando suas mãos. Ele resiste. Sob a abóbada, Eric faz uma pausa.

Eric: - Hank, é melhor você estar certo.

Ele enfia a chave na fechadura e a gira. O Vingador se liberta do pseudópode com um estouro de magia. Seus olhos se arregalam ao se dar conta de que é muito tarde.

Vingador: - Não!

Sob a abóbada, a porta se escancara. Uma cascada de luz cintilante sai, momentaneamente revelando a silhueta de Eric, que tropeça para trás. As forças pirotécnicas varrem tudo à frente com muito barulho.As cabeças dos garotos já estão quase cobertas pela massa da criatura, quando a força da luz os atinge. A criatura diminuem e desaparece em um clarão de luz. Os garotos caem no chão. O Vingador dá um passo para trás, erguendo as mãos em uma tentativa inútil de evitar a magia, a qual o envolve. Ele grita com horror.

CORTE PARA CENOTÁFIO VISTO DE FORA E DE LONGE

Jorros de mágica irrompem da torre, se espalhando por toda a Fronteira do Reino e além.

CAMPOS - DIA

Diversos servos estão trabalhando na lavoura. Um raio mágico da abóbada se espatifa próximo a eles como um meteorito incandescente e um portal abre, mostrando o sol solitário da Terra brilhando sobre uma cidade medieval. Os servos largam suas ferramentas e correm em direção ao portal com gritos de alegria.

PLANÍCIES - NOITE

Outro raio mágico rasga um portal próximo a um grupo de Homens Lagarto. O mundo que aparece para eles é um com uma selva tropical, com três sóis vermelhos brilhando. Os homens lagarto correm em direção ao portal com sibilos de alegria.

REINO - VISTA GERAL

Uma visão geral mostra que raios provenientes do cenotáfio estão caindo em todas as partes do Reino, criando portais assim que atingem o solo.

CIDADELA DO VINGADOR - DIA

Orcs, Bulliwogs e outros servos do Vingador correm com gritos de terror à medida que um raio vem em direção da cidadela. O Demônio das Sombras surge, reagindo à destruição que se aproxima, levantando suas garras. Um momento depois a cidadela é atingida e destruída pelo raio.

CORTE PARA INTERIOR DO CENOTÁFIO - ABÓBADA

Assim que o último dos jorros mágicos sai, deixando Eric sentado, perplexo perante uma abóbada enorme e vazia, Diana, Sheila, Presto, Bobby e Uni correm em sua direção. Presto ajuda Eric a se levantar.

Eric: - Vocês viram aquilo? (com um sussurro)

Presto: - Você está brincando? Nós estávamos todos por aqui.

Diana: - Parece que Hank tinha razão...

Eric reage com um choque.

Eric: - Hank!!

Ele corre. Os outros o seguem. À beira do Abismo os garotos se juntam e olham para baixo, temendo o pior. Então eles sorriem com alívio.

Hank: - Bem, não fiquem simplesmente aí...

Hank está se segurando em uma ponta rochosa sobre o abismo.

Hank: - Me tirem daqui!

Diana estende sua vara para Hank. Ela brilha enquanto ele se puxa, uma mão à frente da outra até ficar ao lado do grupo. Ele pega seu arco e olha em volta.

Hank: - Ei! O que está acontecendo ao Vingador?

Todos olham e reagem à medida que uma luz tremeluzente começa a brilhar. O Vingador continua seguro pelo feitiço luminoso. Ele começa a se transfigurar, tornando-se aquela figura nobre e majestosa cuja semelhança está esculpida no sarcófago. Ele olha para si mesmo incrédulo. Quando fala, sua voz é aquela do Vingador, mas sem o tom sinistro. Os garotos assistem com espanto. Hank ergue seu arco em um gesto de triunfo.

Hank: - Eu estava certo! Nossa missão no Reino não era derrotar o Vingador... era redimi-lo!

O novo Vingador se aproxima dos garotos. Então, na frente deles, um clarão de luz prismática aparece e toma a forma do Mestre dos Magos. Ele olha para o Vingador e sorri. O Vingador se ajoelha perante ele.

Vingador: - Pai... eu retornei.

Uni lambe a mão do Vingador enquanto o Mestre dos Magos, com lágrimas nos olhos se volta para os garotos.

Mestre dos Magos: (com muita emoção) - Obrigado, meus jovens pupilos. Vocês fizeram a única coisa que não estava em meu poder fazer... vocês trouxeram de volta meu filho para mim.

Os garotos olham uns para os outros confusos.

Eric: (para o Mestre dos Magos) - Você é o pai do Vingador?

Presto: - Não há muita semelhança familiar...

O Vingador sorri.

Vingador: - Milhares de anos atrás, eu escolhi seguir outro Mestre, um do mal. Eu aprisionei neste cenotáfio tudo aquilo que o Mestre dos Magos havia me concedido. E agora vocês me libertaram.

O Mestre dos Magos ergue suas mãos e um raio final sai da abóbada, atingindo o chão próximo aos garotos, formando um portal. Dentro dele é possível ver o parque de diversões. Os garotos suspiram.

Mestre dos Magos: - E vocês deram àqueles presos neste Reino a sua liberdade. Eu não posso fazer menos. Vocês estão livres para retornar ao seu mundo agora, se vocês quiserem.

Os garotos olham uns para os outros em alegria incrédula à medida que o Mestre dos Magos prossegue.

Mestre dos Magos: - Ou vocês podem permanecer aqui, no Reino. Ainda há muito mal a combater e muitas aventuras a ter.

Os garotos e Uni ficam de frente para a porta, com o Mestre dos Magos de um lado e o Vingador do outro.
Mestre dos Magos: - A escolha, meus jovens, é de vocês.

Os garotos olham uns para os outros, sorrindo, lágrimas de felicidade em seus olhos, prontos para tomar a maior de todas as decisões.A câmera se afasta, através da parede desmoronada do cenotáfio, recuando e subindo pela Fronteira do Reino, passando sobre montanhas e através de nuvens, até que finalmente têm-se uma vista inacreditável: todo o Reino, com suas miríades de terras e formas de vida, seus perigos e alegrias; um novo Reino agora, mas ainda, e sempre: o Reino da Caverna do Dragão.

Fim

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Terra Naomi

Fazendo a diculgação das músicas dessa linda moça...que começou a carreira colocando um vídeo no youtube, que fez sucesso e começou a se espalhar pelo mundo...

vejam, ouçam, apreciem, vale a pena...

http://www.terranaomi.com/

http://www.myspace.com/terranaomi

http://www.youtube.com/watch?v=9qo8-NlgRa4

domingo, 21 de outubro de 2007

COMENTÁRIOS

Nossa q viagem isso do my heritage né? Tava me divertindo aqui c os resultados...Bom se vc quiser se divertir ao descobrir q se parece c a Jennifer Lopoes, Brad Pitt, ou Giselle Bundchen, venha p esse site...huahuahauhauahuahua...

http://www.myheritage.com/FP/Company/tryFaceRecognition.php?lang=PB

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Um pouco de Chico p traduzir meu sentimento à Lavras

A Banda

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Pra ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor

Rita

A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
E o que me é de direito
Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!
Uma imagem de são Francisco
E um bom disco de Noel

A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meus pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão


Ai, se eles me pegam agora

Ai, se mamãe me pega agora
De anágua e de combinação
Será que ela me leva embora
Ou não

Será que vai ficar sentida
Será que vai me dar razão
Chorar sua vida vivida
Em vão

Será que faz mil caras feias
Será que vai passar carão
Será que calça as minhas meias
E sai deslizando
Pelo salão

Eu quero que mamãe me veja
Pintando a boca em coração
Será que vai morrer de inveja
Ou não

Ai, se papai me pega agora
Abrindo o último botão
Será que ele me leva embora
Ou não

Será que fica enfurecido
Será que vai me dar razão
Chorar o seu tempo vivido
Em vão

Será que ele me trata à tapa
E me sapeca um pecoção
Ou abre um cabaré na Lapa
E aí me contrata
Como atração

Será que me põe de castigo
Será que ele me estende a mão
Será que o pai dança comigo
Ou não


Amanhã, Ninguém Sabe

Hoje, eu quero
Fazer o meu carnaval
Se o tempo passou, espero
Que ninguém me leve a mal
Mas se o samba quer que eu prossiga
Eu não contrario não
Com o samba eu não compro briga
Do samba eu não abro mão

Amanhã, ninguém sabe
Traga-me um violão
Antes que o amor acabe
Traga-me um violão
Traga-me um violão
Antes que o amor acabe

Hoje, nada
Me cala este violão
Eu faço uma batucada
Eu faço uma evoluçao
Quero ver a tristeza de parte
Quero ver o samba ferver
No corpo da porta-estandarte
Que o meu violão vai trazer

Amanhã ninguém sabe
Traga-me a morena
Antes que o amor acabe
Traga-me uma morena
Traga-me uma morena
Antes que o amor acabe

Hoje, pena
Seria esperar em vão
Eu já tenho uma morena
Eu já tenho um violão
Se o violão insistir, na certa
A morena ainda vem dançar
A roda fica aberta
E a banda vai passar

Amanhã, ninguém sabe
No peito de um cantador
Mais um canto sempre cabe
Eu quero cantar o amor
Eu quero cantar o amor
Antes que o amor acabe


Até Pensei

Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caia
Toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade
Morava tão vizinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha

Junto a mim morava a minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dono dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a a enganar nuca me via
Eu andava pobre
Tão pobre de carinho
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha

Toda a dor da vida
Me ensinou essa modinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha


Atras da Porta
(com Francis Hime)

Quando olhaste bem nos olhos meus
E o seu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei, me debrucei
Sobre o teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
Só pra provar que ainda sou tua.


Basta um dia

Pra mim
Basta um dia
Não mais que um dia
Um meio dia
Me dá
Só um dia
E eu faço desatar
A minha fantasia
Só umBelo dia
Pois se jura, se esconjura
Se ama e se tortura
Se tritura, se atura e se cura
A dorNa orgiaDa luz do dia
É sóO que eu pedia
Um dia pra aplacar
Minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno
De um pequeno dia

Só umSanto dia
Pois se beija, se maltrata
Se como e se mata
Se arremata, se acata e se trata
A dor
Na orgia
Da luz do dia
É só
O que eu pedia, viu
Um dia pra aplacar
Minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno
De um pequeno dia


Boi Voador Não Pode
(com Ruy Guerra)

Quem foi, quem foi
Que falou no boi voador
Manda prender esse boi
Seja esse boi o que for

O boi ainda dá bode
Qual é a do boi que revoa
Boi realmente não pode
Voar à toa

É fora, é fora, é fora
É fora da lei, é fora do ar
É fora, é fora, é fora
Segura esse boi
Proibido voar


Desencontro
(com Toquinho)

A sua lembrança me dói tanto
Eu canto pra ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer
Um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual

Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem porto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis

Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu


Meu Caro Amigo
(com Francis Hime)

Meu caro amigo me perdoe por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso, de pirraça
Que a gente vai tomando, que também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha pão
Que a gente vai cavando, só de birra, só de sarro
Que a gente vai fumando, que também sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando, que também sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus


Minha Canção
(com Enriquez e Bardotti / versão de Chico Buarque)

Dorme a cidade
Resta um coração
Misterioso
Faz uma ilusão
Soletra um verso
Lavra a melodia
Singelamente
Dolorosamente
Doce a música
Silenciosa
Larga o meu peito
Solta-se no espaço
Faz-se a certeza
Minha canção
Réstia de luz onde
Dorme o meu irmão


Na Carreira
(com Edu Lobo)

Pintar, vestir
Virar uma aguardente
Para a próxima função
Rezar, cuspir
Surgir repentinamente
Na frente do telão
Mais um dia, mais uma cidade
Pra se apaixonar
Querer casar
Pedir a mão

Saltar, sair
Partir pé ante pé
Antes do povo despertar
Pular, zunir
Como um furtivo amante
Antes do dia clarear
Apagar as pistas de que um dia
Ali já foi feliz
Criar raiz
E se arrancar

Hora de ir embora
Quando o corpo quer ficar
Toda alma de artista quer partir
Arte de deixar algum lugar
Quando não se tem pra onde ir

Chegar, sorrir
Mentir feito um mascate
Quando desce na estação
Parar, ouvir
Sentir que tatibitati
Que bate o coração
Mais um dia, mais uma cidade
Para enlouquecer
O bem-querer
O turbilhão

Bocas, quantas bocas
A cidade vai abrir
Pruma alma de artista se entregar
Palmas pro artista confundir
Pernas pro artista tropeçar

Voar, fugir
Como o rei dos ciganos
Quando junta os cobres seus
Chorar, ganir
Como o mais pobre dos pobres
Dos pobres dos plebeus
Ir deixando a pele em cada palco
E não olhar pra trás
E nem jamais
Jamais dizer
Adeus

O Que Será (A Flor da Pele)

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces, e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receitaO que será que será
Que dá dentro da gente, que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem juízo.


Palavra de Mulher

Vou voltar
Haja o que houver
Eu vou voltar
Já te deixei jurando
Nunca mais olhar pra trás
Palavra de mulher
Eu vou voltar
Posso até
Sair de bar em bar
Em bar, em bar
Falar besteira
E me enganar
Com qualquer um deitar
A noite inteira
Eu vou te amar
Vou chegar
A qualquer hora
Ao meu lugar
E se uma outra pretendia
Um dia te roubar
Dispensa essa vadia
Eu vou voltar
Vou subir a nossa escada
Escada
Escada
Escada
Meu amor eu vou partir
De novo e sempre
Feito vigiada eu vou voltar
Pode ser
Que a nossa história
Seja mais uma quimera
E pode nosso teto
A lapa, o rio desabar
Pode ser
Que passe o nosso tempo
Como qualquer primavera
Me espera, e espera
Eu vou voltar


Pedaço de Mim

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mimLeva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus


Sonho Impossível
(J. Darion e M. Leigh / versão de Chico Buarque e Ruy Guerra)

Sonhar
Mais um sonho impossívelLutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão


Tanto Mar

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim


Vai Levando
(com Caetano Veloso)

Mesmo com toda a fama
Com toda a brahma
Com toda a cama
Com toda a lama
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa chama

Mesmo com todo o emblema
Todo o problema
Todo o sistema
Toda Ipanema
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa gema

Mesmo com o nada feito
Com a sala escura
Com um nó no peito
Com a cara dura
Não tem mais jeito
A gente não tem cura
Mesmo com o todavia
Com todo dia
Com todo ia
Todo não ia
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa guia


Volta do Malandro

Eis o malandro na praça outra vez
Caminhando na ponta dos pés
Como quem pisa nos corações
Que rolaram dos cabarés
Entre deusas e bofetões
Entre dados e coronéis
Entre parangolés e patrões
O malandro anda assim de viés
Deixa balançar a maré
E a poeira assentar no chão
Deixa a praça virar um salão
Que o malandro é o barão da ralé

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Frases para o dia que passou

Não sejamos tão detalhistas: é melhor ter diamantes de segunda mão do que não ter nenhum. Mark Twain (Samuel Langhorne Clemens Twain)


Eu sempre consigo o que quero porque sempre quero o que consigo. Tim Bischoff


Mais! Mais! É o grito da alma confusa: Menos que o Todo não pode satisfazer o homem. William Blake


Melhor ter amado um homem pequeno, do que nunca ter amado um grande. David Chambless


A felicidade não está na satisfação dos desejos, e sim em não os ter. Rico é aquele que possui, mas feliz é aquele que nada deseja. Sta. Teresa do Menino Jesus


O espetáculo de um homem a criticar outro me faria estourar em risos, se não me causasse pena. Dino Segre Pitigrilli


Aqueles que tem coragem de lutar por seus sonhos, sempre serão criticados por aqueles que são covardes e que não têm coragem de fazê-lo. Pedro Lisard


A crueldade continuará existindo sobre a face da Terra, enquanto não tenhamos aprendido a nos colocar no lugar dos outros. Samael Aum Weor


Cada qual sente seu mal. Adágio Popular


Grandes espíritos sempre encontraram oposições violentas de mentes medíocres. Albert Einstein


É curioso que tantos homens acreditem que viver bem não dá nenhum trabalho. Erich Fromm


Rir de alguém é sinal de pobreza de espírito. Deve-se rir com alguém, não de alguém. Gilberto Amado


Você vê as pingas que eu bebo, mas não vê os tombos que eu levo. Adágio Popular (huahuahauhauahua)


As pessoas que dizem que alguma coisa não pode ser feita não deveriam interromper os que a estão fazendo. Provérbio Chinês


O poder de observação aguda é comumente chamado de cinismo por aqueles que não o têm. George Bernard Shaw


A fadiga é o melhor travesseiro Benjamin Franklin


Decore o seu poema favorito. Dalai Lama (Tenzin Gyatno)


Quase todos os problemas psicológicos - da ansiedade à auto-sabotagem no trabalho e no amor, do medo da intimidade à escravidão das drogas - têm a sua raiz no amor insuficiente do indivíduo por si mesmo. Nathaniel Brande


Amar a si próprio é o começo de um amor sem fim. Oscar Wilde


O maior erro? - Abandonar-se. Madre Teresa de Calcutá

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Partir...

Tem uma hora que finda, que o sonho acaba que a vontade finda, que o palhaço tira a maquiagem, que a bailarina chora. Tem uma hora que o olhar não é o suficiente, que a fuga é necessária e as palavras são soltas em vão. A hora de partir sempre chega, seja por neces´sidade, seja por intermédio de outros, seja por qualquer coisa, ela chega. E essa hora é uma estranha companheira, um horizonte de domingo solitário, que se chega a conclusão que é preciso partir. E pronto faz assim os capítulos tão belos e intensos, mas que precisam terminar. Não sei bem a explicação desse fato, mas é necessário, é tudo o que sei.
Quando chega dói, mas passa também. E as coisas vão sendo cristalizadas de maneira mais pura e bela na memória do que nos reais fatos. Porque não dá p percber o valor de algo quando se está perto, é preciso partir. Pode até voltar, mas o que passou basta paar captar a essência e seguir mais forte, mas feliz porque viveu aquilo e é fantástico poder prceber isso. Perceber a vida dos fatos e de todos os envolvidos nele.
Minha trilha eu faço como uma anciã, que vive, passa deixa rastro, observa e vai embora. Porque é assim que deve ser. É so dessa maneira que consigo desapegar das coisas mundanas e guardar o essencial, aquilo que move o mundo.

sábado, 6 de outubro de 2007

So Pure

http://www.youtube.com/watch?v=2jcgjiGE_Ng

So Pure
Alanis Morissette

Composição: Indisponível

You from New York
,You are so relevant.
You reduce me to cosmic tears.

Luminous moreso than most anyone.
Unapologetically alive.
Knot in my stomach,
And lump in my throat.

I love you when you dance,
When you freestyle in trance,
So pure, such an expression.
(x2)

Supposed former infatuation junkie.
I sink three pointers,
And you wax poetically.

I love you when you dance,
When you freestyle in trance,
So pure, such an expression.
(x2)

Let's grease the wheel over tea.
Let's discuss things in confidence.
Let's be outspoken, let's be ridiculous,
Let's solve all the worlds problems.

I love you when you dance,
When you freestyle in trace,
So pure, such an expression.
(x2)

So pure

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

PARA A TRISTEZA

"Companheira, sei que você vai chorar quando ler esta carta, mas quero deixar de ver você por uns tempos. Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas. Não nego sua importância; em diversos momentos difíceis da minha vida você permaneceu comigo, mesmo quando todos seafastaram. Só que, com você, sinto que não ando para a frente. Esse seu pessimismo me atrapalha.

Tenho tentado evitar você de todas as maneiras, e isso não é legal. Ainda mais porque sei que se magoa por qualquer coisinha. Mas basta você chegar e lá se vai minha alegria. Não agüento mais os seus assuntos mórbidos, a sua cara desanimada. Até sexo, com você, ficou sem graça. Nada mais broxante do que gente que chora durante a transa.

Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, acreditando em tudo que você dizia. Que o amor não existe e o mundo não tem jeito. Você é péssima conselheira para suas parceiras - que o digam a Marilyn e a Sylvia*. Agora, chegou a hora de dar chance à alegria, que há muito tem mostrado interesse em passar uns tempos comigo. Ela me elogia, sabe? Você? O único elogio que eu lembro de ter ouvido de você foi que eu fico bem de olheiras.

Veja bem: não estou dizendo que quero acabar com você para sempre. Sei que estou presa a você, de uma forma ou de outra, pelo resto da vida. E podemos muito bem ter os nossos momentinhos juntas, aos domingos ou em longas tardes de poesia. Só não posso é continuar à mercê dos seus péssimos humores, dia após dia, sabendo que você nunca irá mudar. Chega de fornecer moradia à sua pesada existência.

Desde pequena, abro mão de muita coisa pela sua companhia. Festas a que não fui porque você não me deixou ir, paisagens lindas nas quais não reparei porque você exigiu de mim total atenção, amigas que perdi porque insisti em levar você comigo a todos os lugares. Ora, tristeza, tente ao menos ser mais leve. Sorria de vez em quando, pare um pouco de se lamentar. Ou vai continuar sendo assim: ninguém querendo ficar com você. Não vou cobrar o que deixei de ganhar por sua má influência, pois sei que tristezas não pagam dívidas. Mas quero de volta meus discos de dance music, que você tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que você se instalou aqui.

Por favor, não tente entrar em contato comigo com as mesmas velhas razões de sempre. Não é a fria lógica dos seus argumentos que irá guiar meu coração daqui por diante. Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim. Cansei da sua falta de senso de humor, do seu excesso de zelo. Vá resolver as suas carências em outro endereço.

Como me disse o Lulu, hoje de manhã, no carro, a caminho do trabalho: "Não te quero mal, apenas não te quero mais".Bye-bye,".

* A autora refere-se à morte da atriz Marilyn Monroe e da poetisa Sylvia Plath.Por Fernanda Young.

sábado, 29 de setembro de 2007

Divulgação

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre :)
mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente: ·
Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade; ·
Ler obras de Machado de Assis
Ou a Divina Comédia;· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA · e muito maisEsse lugar existe!

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:

www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno.
Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

tema - Rosas

Depois coloco mais...

4º Motivo Da Rosa (Cecília Meireles)

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzidas,
mortas, intactas pelo teu jardim.

Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

Canção do Dia de Sempre (Mário Quintana)

Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

nonsense II

Bom agora, nessa hora trão sublime para os pensamentos nonsense chegarem escrevo aqui, coisas que costumo escrever em cadernos, mas como p motivos obrigacionais estava no PC assim registro algumas palavras...

Hoje matei uma aula, sem o intuito de matá-la. Apenas mexendo e remexondo papéis, meu Deus são toneladas deles. Pois sim, mãos à obra que as aulas começaram e essa bagunça continua. Papeís de balas, recados, contas (que coisa encontrar contas num caderno do curso de letras), desenhos, rabiscos, mensagens, matérias, sátiras, e poemas. Que estranho!

Ler poemas antigos é tão estranho quanto ver uma girafa no quintal. Aquilo não tá no lugar certo. Os versos que fiz para você meu bem, para você minha alma gêmea, ah e p vc tb amigo, coisas quee ficam gravadas no coração. O legal é conseguir registrar a alegria, a tristeza, qualquer coisa qualquer uma que saia dessa rotina maldita!

Lis não falava palavrões, não bebia uma gota de alcool, mas tb não recebia tantas falsas amizades como as que encontrou em Brasília. Triste fim, matou a outra a Elis que gostavas tanto de abraçar os amigos e tinha coragem de qualquer coisa para vê-los com covinhas no rosto e os dentes à mostra. Hoje ela não faz questão disso, mas está com eles e estará até que a eternidade decida por tirar-lhe o corpo físico.

Que dramatica! Afe! Bom simplificando tô puta da vida!Me deram o bolo! Tô no fim da linha! Tá fodá! E a vida é bela a gente é que impipoca ela! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...ah e isso é não é coisa de doida não....não me venham com explicações fáceis porque elas absolutamente nunca existiram , ao menos nunca couberam na minha vida.

Quero deixar claro que isso aí é estar emputecida, mas não é ter dor de cotovelo, porque uma coisa é estar carente, a outra completamnete diferente é perder a confiança em um querido(a) que além de doer muito mais, não tem volta, n~~ao mesmo...

Bom mas como ia dizendo a vida é bela, a primevara chegou e a mãe magra daquela menina de amarelo desbotado que estava sentada na parada de ônibus me contou isso. Me contou pelos olhos, chorei. É por isso que a minha vontade ganhe vida está aumentando e quando o projeto estiver em ordem eu conto...ora...mas que curiosa, querer saber do indefinido, se é no mistério que as coisas desabrocham. tsc tsc...

O bom de ficar com sono é quando os braços e pernas formigam de leve os olhos fecham aos poucos e cjnhfk...caí...rsss...pois sim...

Bon nuit

domingo, 23 de setembro de 2007

conselhos de orkut

Sorte de hoje: Quem se apaixona por si mesmo não tem rivais

Primavera

Ola meus caríssimos como viram o último depoimento foi uma poesia de um amigo q achei bonita...rs

Primavera chegou e com ela meu amor...pela vida que floresce nessa época...a criatividade fica aguçada e os projetos voam de tanta rapidez com que a vontade de realizá-los traz...Pois sim começo novos e interessantíssimos projetos que deixarei aqui alguns resquicios brevemente...Na luta das palavras por causas que não lhe dizem respeito mas que influem em tudo...

tema de hoje flres flores flores, aidna que sejam flores tristes

Flores (Genildo Mota Nunes)

Não quero que a vida
Me pegue na estrada
Qual folha caída,
Perdida no vento.

Nem quero que o tempo
A correr lá fora
Nas asas da tarde
Me faça partir.

Há um desejo estranho
De sonho e de luzes
Nos olhos da face
De quem quer viver.

E a flor despetala
Nas mãos de quem perde
Por força dos fatos
A vez de sorrir.

Por isso é que tento
Compondo meus versos
Ouvir nos espaços
As vozes do ser...

Vagar pelas tardes
E pelos canteiros
No pólen das almas
Que podem sentir.

Primavera (Olavo Bilac)

Ah! quem nos dera que isso, como outrora,
inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
que inda juntos pudessemos agora
ver o desabrochar da primavera!

Saíamos com os passaros e a aurora,
e, no chão, sobre os troncos cheios de hera,
sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"

E esse corpo de rosa recendia,e
aos meus beijos de fogo palpitava,
alquebrado de amor e de cansaco....

A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera...E eu te levava,
primavera de carne, pelo braço!

Nos Bosques, Perdido (Pablo Neruda)

Nos bosques, perdido, cortei um ramo escuro
E aos labios, sedento, levante seu sussurro
:era talvez a voz da chuva chorando,
um sino quebrado ou um coração partido.
Algo que de tão longe me parecia
oculto gravemente, coberto pela terra,
um gruto ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
E seu odor errante subiu para o meu entendimento
como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e parei ferido pelo aroma errante.

Não o quero, amada
.Para que nada nos prenda
para que não nos una nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos
nem teus soluços junto à janela...

A Rosa de Hiroshima (Vinícius de Morais)

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

terça-feira, 18 de setembro de 2007

...sem título...

O arrependimento carrega a saudade,
como arduo fardo que não se desfaz
O unico modo de deixa-lo
seria ve-la, nada mais.

Quanto mais tempo espero,
Só de pensar me desespero.
Tê-la em meus braços novamente,
matando a saudade de repente.

Luis Guilherme

Piadinha...


Poesias - Cecilia Meireles

Meu Sonho (Cecília Meireles)

Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...

Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar
,vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.

Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar ?

Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.

Canção (Cecília Meireles)
Não te fies do tempo nem da eternidade,
que as nuvens me puxam pelos vestidos
que os ventos me arrastam contra o meu desejo!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te vejo!

Não demores tão longe, em lugar tão secreto,
nácar de silêncio que o mar comprime,
o lábio, limite do instante absoluto!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te escuto!

Aparece-me agora, que ainda reconheço
a anêmona aberta na tua face
e em redor dos muros o vento inimigo...
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te digo

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Vai te ou fica

Não, não fasça meu coração bater!
Pare, de invadir meus sonhos!
Solte as minhas pernas, por favor!
Preciso delas firmes para andar!

Ah, como dói sentir a vida...
Vezes leve como uma gaivota,
Vezes pesada como uma cruz
Mas meu coração palpita...

E isso prenuncia eu sei...
Quantas vezes terei que morrer,
Para nascer mais viva?
Que tormento é lembrar...

Renunviar ao que nem tenho
Entregar os velhos tesouros
Chorar o orvalho infantil
Em razão de que? De que?

Vai te embora ou fica
Mas promete não partir
Que sou cristal quebrado
Com utopias valiosas

E se ficar me perdoa...
Porque preciso de colo
E tua imensa alegria
Ainda não vive em mim

EVF

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Radio de Outono

Descobri essa banda e adorei, principalemente por essa música:

http://www.esnips.com//doc/4bbbba91-127c-42e3-9fff-7060b6f91707/Espelhos-Quebrados---Radio-de-Outono.mp3



Banda já consolidada no cenário pop recifense e nordestino, tendo já participado de festivais de peso como o Rec Beat 2005, Abril pro Rock 2005 (quando foi selecionada como um das finalistas para a etapa nordestina do “Claro que é Rock”) e MADA (Natal), a Rádio de Outono finalmente lança seu disco de estréia, que leva o nome do grupo. E nele encontramos algo raro no circuito nacional: uma banda que consegue aliar repertório com potencial radiofônico e de extrema qualidade artística. Tendo como referência nomes como Mutantes, Beach Boys, Pato Fu e Gang 90, a Rádio de Outono bebe na fonte dos anos 60 e, ao mesmo tempo, obtém um resultado extremamente criativo, delineando uma identidade forte, uma sonoridade bem resolvida e um apuro e capricho nas letras difíceis de encontrar por aí.

Um bom exemplo do cuidado textual pode ser verificado em “Eu Sou o Tao”, música que contém versos aprimorados como “Minha bússola se chama intuição/ É lógico que a lógica vive em contradição/ Sem me preocupar com o que vier depois/ Vivo minha história, sem glamour nem glória/ vela içada ao mundo de nós dois”.Outra peculiaridade que acentua a inventividade da Rádio de Outono é a ausência de guitarra em seu trabalho, o que acaba ressaltando seu potencial pop, provando que é possível fazer rock sem tal instrumento.

Gravado no estúdio Mr. Mouse, no Recife, todas as músicas deste disco poderiam facilmente entrar na programação das rádios. E todas são inteligentes, líricas e sinceras. Num mundo perverso e cínico como o da indústria cultural do setor da música, a Rádio de Outono vem fornecer um combustível essencial e em falta nessa área: a sinceridade. Eis um trabalho sincero em sua essência. Marcado pelos teclados de Dídimo Vieira, pela voz doce de Bárbara Jones - que por vezes faz dueto com a do baterista Gleisson Jones - é um trabalho que cativa e emociona, como no lirismo das faixas “Velha Página” (baseada em poema de Olavo Bilac) e na doçura escancarada de “Fim”. Um “Mutantes” em formato absolutamente desconstruído abre o disco com “Além da Razão”. “Sabe Tudo” possui uma letra que prima pela inteligência e ironia, tudo bem embalado num balanço totalmente anos 60. “Lady Básbara” prova que o lírico e o popular não são antagônicos, e “Só o Pó” é um desabafo que mostra uma faceta mais pesada do grupo.Temos um disco de estréia que consegue registrar todas as saudáveis dualidades que a Rádio de Outono costuma transmitir em suas apresentações: suavidade/agressividade, pop/inteligência, relaxamento/comprometimento, simplicidade/complexidade. Eis uma banda que, em seu primeiro trabalho, revela todo o seu potencial estético/artístico ao quebrar a fronteira entre o entretenimento e a arte.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

domingo, 9 de setembro de 2007

Mario Quintana

Ah! Os Relógios (Mário Quintana)

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vida
sem seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha…
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha…

E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada…
Arde um toco de vela, amarelada…
Como o único bem que me ficou!

Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! Desta mão, avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!
Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!

Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!

Data e Dedicatória (Mário Quintana)

Teus poemas, não os dates nunca...
Um poemaNão pertence ao Tempo... Em seu país estranho,
Se existe hora, é sempre a hora estrema
Quando o anjo Azrael nos estende ao sedento
Lábio o cálice inextinguível...
Um poema é de sempre, Poeta:
O que tu fazes hoje é o mesmo poema
Que fizeste em menino,
É o mesmo que,
Depois que tu te fores,
Alguém lerá baixinho e comovidamente,
A vivê-lo de novo...
A esse alguém,
Que talvez ainda nem tenha nascido,
Dedica, pois, os teus poemas.
Não os dates, porém:
As almas não entendem disso...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Caboclo roceiro - Patativa do Assaré

Caboclo Roceiro, das plaga do Norte
Que vive sem sorte, sem terra e sem lar,
A tua desdita é tristonho que canto,
Se escuto o meu pranto me ponho a chorar

Ninguém te oferece um feliz lenitivo
És rude e cativo, não tens liberdade.
A roça é teu mundo e também tua escola.
Teu braço é a mola que move a cidade

De noite tu vives na tua palhoça
De dia na roça de enxada na mão
Julgando que Deus é um pai vingativo,
Não vês o motivo da tua opressão

Tu pensas, amigo, que a vida que levas
De dores e trevas debaixo da cruz
E as crides constantes, quais sinas e espadas
São penas mandadas por nosso Jesus

Tu és nesta vida o fiel penitente
Um pobre inocente no banco do réu.
Caboclo não guarda contigo esta crença
A tua sentença não parte do céu.

O mestre divino que é sábio profundo
Não faz neste mundo teu fardo infeliz
As tuas desgraças com tua desordem
Não nascem das ordens do eterno juiz

A lua se apaga sem ter empecilho,
O sol do seu brilho jamais te negou
Porém os ingratos, com ódio e com guerra,
Tomaram-te a terra que Deus te entregou

De noite tu vives na tua palhoça
De dia na roça , de enxada na mão
Caboclo roceiro, sem lar , sem abrigo,
Tu és meu amigo, tu és meu irmão.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Setembro começou e um novo ciclo tb...tantos ciclos aconteceram esse ano, a cada dia q passa fico mais certa de q o tempo em um lógica não existe, ele aparece de formas diferentes para cada pessoa esse ano já se passarm uns cinco anos, incrível, como as coisas acontecem rápido em minha vida! aprendizados, pessoas, decisões, mudanças de conceitos, imagem, tantas coisas aceleradas que me sinto sendo levada com o vento do sul, que é forte e leva as coisas frágeis para onde bem entendem...
Bom jornalismo está trancado temporariamente devido a outras atividades mais importantes como minha música a UNB, e todas as atividades que a envolvem, e é claro meu psicológico que está tão confuso quanto a poeira do universo e cada vez mais claro, muitas erspostas vêm com a solidão, coma as experiências, e principalemente com a natureza. É aó olhar para as rosas, ou os pássaros, ou o musgo que insiste e nascer e sobreviver nos lugares mais escuros, todos os seres, trazem a sabedoria natural, a sabedoria do ciclo eterno. A sabedoria da dosagem da luz e escuridão, do alimento que é necessário, e da beleza da vida, onde quer que seja.
E os humanos em geral insistem em viver correndo em busca disso, ou daquilo. Mas nada disso importa, importa sim sentir o sol, o vento, a chuva, o abraço, o sorriso, o toque, importa sim, sobreviver, comer e beber, e amar, ah como importa. Ainda que em pensamento, ele alimenta a alma, o corpo, é o que move a vida. Bom, vou me despedindo então de agosto, do gosto e desgosto que esse tempo passado me trouxe até aqui, porque chegou setembro e a primavera está chegando, tempo de desabrochar.
Feliz dia, feliz momento para os que lêm, feliz primavera, feliz natal...huahuahuahuahuahua...o moça apressada, mas sim sim, vamos em frente, porque tenho q pegar esse segundo, esse que tá fugindo de mim nesse exato instante, esse que passará quando você se esquecer dele.É melhor correr, afinal é preciso desabrochar brevemente e preciso me preparar afinal, os frutos da primavera são feitos de longo caminho, ao longo do ano e ele surgirão mais belos do que nunca, mais grandes que o infinito e tudo isso porque sim, nada mais...rsss...
Bateu esses dias uma crise de saudade dos meus amigos queridos. e quero declar ela aqui!rsss...tá declarada...hahahaha...amo vcs meus queridos amigos e parentes longíquos...
bjokitas

sábado, 25 de agosto de 2007

Zélia Duncan - Preferidas - A mais bela expressão atual na MPB

Eu Me Acerto
Zélia Duncan
Composição: Zelia Duncan

Não pensa mais nada
No final dá tudo certo de algum jeito
Eu me acerto, eu tropeço
E não passo do chão

Pode ir que eu aguento
Eu suporto a colisão
Da verdade na contra-mão
Eu sobrevivo

E atinjo algum ponto
Eu me apronto pro dia seguinte
Escovo os dentes
Abro a porta da frente

Evito a foto sobre a mesa
E ninguém aqui vai notar
Que eu jamais serei a mesma.
Escovo os dentes

Abro a porta da frente
Evito a foto sobre a mesa
E ninguém aqui vai notar
Que eu jamais serei a mesma.

Naturalmente
Zélia Duncan
Composição: Indisponível

Ter nada, nada para Ter
Ter cada estrada para andar
Andar em cada para ser
Ter cada é nada para dar
Ser gargalhada para rir
Ser a palavra para dar
Ser serenata para ouvir
Se ser é nada para amar
Saber a calma para ir
Perder a pressa para estar
Perder o verbo para si
Saber o sonho para lá
Ouvir a rima para dor
Cantar a nota para o céu
Achar a forma para a flor
Naturalmente para Deus

Saber a calma para ir
Perder a pressa para estar
Perder o verbo para si
Saber o sonho para lá
Ouvir a rima para dor
Cantar a nota para o céu
Achar a forma para a flor
Naturalmente para Deus

Viva Belém do Tucupi
Belém, Belém do Tacacá
Belém, Belém da Açaí
Belém, Belém do Grão Pará
Viva Belém do Tucupi
Tum Tum Batuntum Cacacá
Belém, Belém do Açaí
Belém... a luar
Viva Belém do Tucupi
Tum Tum Batuntum Cacacá
Belém, Belém do Açai
Belém... a luar
Viva Belém do Tucupi
Tum Tum Batuntum Cacacá
Belém, Belém do Açaí
Belém... a luar
Viva Belém do Buriti
Belém, Tum Tum Cacacá
Belém, Belém ...Grão Pará

Sentidos
Zélia Duncan
Composição: (christian Oyens/zélia Duncan)

Não quero seu sorriso
Quero sua boca
No meu rosto
Sorrindo pra mim
Não quero seus olhares
Quero seus cílios
Nos meus olhos
Piscando pra mim
Transfere pro meu corpo
Seus sentidos
Pra eu sentir
A sua dor, os seus gemidos
E entender porque
Quero você !
Não quero seu suor
Quero seus poros
Na minha pele
Explodindo de calor.

Enquanto Durmo
Zélia Duncan
Composição: C. Oyens e Zelia Duncan
Enquanto DurmoZélia Duncan

Muitas perguntas que afundas de respostas
Não afastam minhas duvidas
Me afogo longe de mim
Não me salvo porque nao me acho
Não me acalmo porque nao me vejo
Percebo até, mas desaconselho

Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo,
Enquanto durmo, enquanto durmo...

De longe parece mais fácil,
Fragil é se aproximar
Mas eu chego, eu cobro
Eu dobro teus conselhos
Não me salvo porque nao me acho
Não me acalmo porque nao me vejo
Percebo até, mas desaconselho

Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo,
Enquanto durmo, enquanto durmo...

Tô
Zélia Duncan
Composição: (Tom Zé/ Elton Medeiros)

Tô bem debaixo pra poder subir
Tô bem de cima pra poder cair
Tô dividindo pra poder sobrar
Desperdiçando pra poder faltar
Devagarinho pra poder caber
Bem de leve pra não perdoar
Tô estudando pra saber ignorar
Eu tô aqui comendo para vomitar
Eu tô te explicando pra te confundir
Tô te confundindo pra te esclarecer
Tô iluminado pra poder cegar
Tô ficando cego pra poder guiar
Suavemente pra poder rasgar
Olho fechado pra te ver melhor
Com alegria pra poder chorar
Desesperado pra ter paciência
Carinhoso pra poder ferir
Lentamente pra não atrasar
Atrás da vida pra poder morrer
Eu tô me despedindo pra poder voltar

Expressão Livre de pensamentos diversos

Vezes sem conta me vejo num mar de coisas, onde as coisas vão e vêm junto com as ondas da vida e eu fico lá, olhando aquilo, meio que sem entender o porque...daí paro e começo admirar o mar, e vejo como é belo, ah como é belo, tenho vontade de me afogar nele...
Mas daí me lembro que não quero a morte e que as coisas que vão e vêm com as ondas ou estão mortas ou estão morrendo por vontade própia. Mas por que escolher o mar como caminho, se existe o infinito para ser descoberto se existe o suor para ser derramado, se existe o pulsar? Não quero ir junto com o mar não...quero o infinito...
Mas de repente começo a enxergar além do mar, além das coisas frias, além da beleza igual. Percebo que há outros aprendendo a voar como eu para alcançar o infinito! Ah como é bom ver minha constelação se formando enfim! Na verdade não sei ao certo quando ela vai finalmente se constituir, mas está aí sendo formada de pouco em pouco e é bonita!Sim também estão aprendendo a voar, e brilhar, tmabém estão aprendendo a serem futuras estrelas do infinito. Essas são mais belas, bem mais belas e duram tanto, e quando partem as estrelas, ainda fica o brilho na memória dos que a viram.
Também tem as estrelas do mar é claro! Elas são interessantes, mas só brilham no mar, daí não tem muita graça, melhor brilhar no infinito do que no mar de coisas, mar de coisas e pessoas...mar do esquecimento...
Venha fuja das ondas, venha dê-me sua mão! você também tem asas só que ainda não descobriu. Vamos! Também estou aprendendo a voar, mas acredite, vamos alcançar! Acredite, vamos, vamos! Preciso de você estrelinha que faz meus olhos brilharem! Preciso de vocês estrelas todas, que fazem esse brilho sobreviver, e ainda quer sobrem muitos vãos no céu, é melhor do que se afogar. Vamos!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Festival dos Signos - Libra (esqueci, desculpa)

Libra (23/9 - 22/10):
1. Frase: "A justiça tarda mas não falha, pois está sempre COMIGO".
2. O que o libriano espera de seu parceiro: Busca apreciação mútua e igualdade de compromissos e obrigações entre as partes. Seu objetivo maior é a cooperação, ter alguém para partilhar e para admirar. Detesta pessoas rudes, agressivas ou deselegantes a seu lado.
3. O que o libriano diz depois do sexo: "Eu gostei se você também gostou"
4. Como irritar um libriano: Diga bastante - "Isso é com você, decida logo!". Leve-os a locais feios. Aja de forma grosseira em público, tire melecas, arrote, fale palavrões, vire cerveja na mesa, chame o garçom pelo nome.
5. Como o libriano reza antes de dormir: "Querido Deus, eu sei que eu deveria tomar minhas decisões sozinho, mas, por outro lado, o que VOCÊ acha?"
6. Por que o libriano atravessou a rua? Ele nem precisou atravessar. Alguém acabou oferecendo carona para ele.
7. Você foi assaltado e o libriano.... "Ah, gente, não foi nada, só um assaltozinho à toa... eu mesmo já passei por cinco"..
8. Adesivo para o vidro do carro do libriano: "Não tenho tudo que amo, mas vou ficar conhecendo no sábado à noite"
9. Quantos librianos são necessários para trocar uma lâmpada? Bom, na realidade eu não sei. Acho que depende de quando a lâmpada foi queimada. Talvez só um, se for uma lâmpada comum, mas talvez dois se a pessoa não souber onde encontrar a lâmpada, ou...

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Festival de Signos - Sessão Humor

Festival de Signos - Peixes

Peixes (19/2 - 20/3):
1. Frase: "Ontem tinha DÚVIDAS, hoje... NÃO SEI!"
2. O que o pisciano espera de seu parceiro: Busca um protetor amoroso, uma alma irmã, uma pessoa espiritualizada, que saiba aceitar seu humor sempre mutável e sua necessidade de solidão e de privacidade. Ah! E que goste de bichos..
3. O que o pisciano diz depois do sexo: "Qual você disse que era o seu nome mesmo?"
4. Como irritar um pisciano: Diga para agarrarem-se a si mesmos e esquecerem dos outros. Marque encontro com eles em locais brilhantes, barulhentos, superpovoados, como o metrô da Sé. Deixe-os falando sem parar e no fim diga que não entendeu nada.
5. Como o pisciano reza antes de dormir: "Pai Celestial, enquanto eu me preparo para consumir este último quinto de scotch para esquecer minha dor e meu sofrimento, possa minha embriaguez servir para aumentar sua Honra e Glória."
6. Por que o pisciano atravessou a rua? Que rua? Ih, é...
7. Você foi assaltado e o pisciano.... "Toma esse amuleto, guarda com você... protege contra assaltos.."
8. Adesivo para o vidro do carro do pisciano: "Não me siga. Também não me lembro pra onde eu estava indo"
9. Quantos piscianos são necessários para trocar uma lâmpada? O quê? A luz está apagada?

Festival dos Signos - Aquario

Aquário (20/1 - 18/2):
1. Frase: "Já estou guardando grana, para construir a NOSSA bela casa lá na LUA".
2. O que o aquariano espera de seu parceiro: Busca um amigo e amante que seja socialmente adaptável, tenha preocupações sociais, goste de seus amigos, e não seja pegajoso. Dá muito valor à liberdade e à afinidade intelectual dentro de um relacionamento.
3. O que o aquariano diz depois do sexo: "Agora vamos tentar sem roupas"
4. Como irritar um aquariano: Torne-se pessoal e íntimo. Ao encontrá-los, dê um longo abraço e fique apertando-o contra o peito, emocionado, lacrimejante. Insista para que eles liguem várias vezes por dia para posicioná-los de seus movimentos.
5. Como o aquariano reza antes de dormir: "Oi, Deus! Alguns dizem que você é homem. Outros dizem que você é mulher. Eu digo que todos nós somos DEUS. Então, por que rezar? Vamos fazer uma festa!"
6. Por que o aquariano atravessou a rua? Porque isso faz parte de uma experiência que trará incontáveis avanços tecnológicos no futuro.
7. Você foi assaltado e o aquariano.... "Ah, pessoal, já que tá todo mundo bem, porque não esquecemos essa estória e vamos jogar banco imobiliário?"
8. Adesivo para o vidro do carro do aquariano: "Não tenho tudo que amo, mas tô pouco me lixando para posses"
9. Quantos aquarianos são necessários para trocar uma lâmpada? Vão aparecer centenas, todos competindo para ver quem vai ser o único a trazer a luz ao mundo.

Festival dos Signos - Capricórnio

Capricórnio (22/12 - 19/1):
1. Frase: "HOJE assumi o cargo de vice-diretor de uma empresa que ORGANIZAREI, e será sucesso daqui a 10 ANOS".
2. O que o capricorniano espera de seu parceiro: Busca um parceiro que seja equilibrado e que possa ajudá-lo a alcançar uma posição de destaque e de status na vida. A lealdade e o apoio são mais importantes para ele do que a paixão.
3. O que o capricorniano diz depois do sexo: "Você tem cartão de visitas?"
4. Como irritar um capricorniano: Organize tudo para que se sintam inúteis.Lembre-os de sua baixa posição social. Embarace-os em público: faça escândalos, berre com eles. Deixe-os esperando, nunca chegue na hora marcada.
5. Como o capricorniano reza antes de dormir: "Querido Pai, eu estava indo rezar, mas acho que devo descobrir as coisas por mim mesmo. Obrigado de qualquer forma."
6. Por que o capricorniano atravessou a rua? Porque foi pechinchar nas lojas do outro lado.
7. Você foi assaltado e o capricorniano... "Quanto levaram??"
8. Adesivo para o vidro do carro do capricorniano: "Tenho tudo que amo, e trabalho muito para ter mais ainda"
9. Quantos capricornianos são necessários para trocar uma lâmpada? Nenhum. Capricornianos não trocam lâmpadas - a não ser que seja um negócio lucrativo.

Festival dos Signos - Sagitário

Sagitário (22/11 - 21/12):

1. Frase: "Já te disse 1.000.000 de vezes que NUNCA EXAGERO!"

2. O que o sagitariano espera de seu parceiro: Busca partilhar seu idealismo e seu senso de justiça com o outro. A relação tem que incluir espírito de aventura, gostar de viajar, estudar, aprender. O parceiro tem que saber compreender sua necessidade de liberdade, de fugir da rotina e sua aguda franqueza.

3. O que o sagitariano diz depois do sexo: "Não me ligue - Eu ligo pra você"

4. Como irritar um sagitariano: Dê a eles bastantes responsabilidades. Coloque realismo na sua filosofia. Nunca ria das piadas deles. Não tope nenhuma aventura ou quebra de rotina e esteja sempre de mau-humor.

5. Como o sagitariano reza antes de dormir: "OH ONIPOTENTE, ONISCIENTE, TODO AMOROSO, TODO PODEROSO, ONIPRESENTE, ETERNO DEUS, SE EU LHE PEÇO UMA VEZ, ESTOU PEDINDO CENTENAS DE VEZES, AJUDE-ME A PARAR DE EXAGERAR!"

6. Por que o sagitariano atravessou a rua? Porque a idéia pareceu maneira e deu vontade.

7. Você foi assaltado e o sagitariano.... "Vamos dar queixa na policia!"

8. Adesivo para o vidro do carro do sagitariano: "Não tenho tudo que amo, mas também nada que me ama me tem"

9. Quantos sagitarianos são necessários para trocar uma lâmpada? O sol está brilhando, está cedo, nós temos a vida inteira pela frente, e você está preocupado em trocar uma lâmpada estúpida?

Festival dos Signos - Escorpião

Escorpião (23/10 - 21/11):
1. Frase: "Sou super LIBERAL... mas onde você foi, MESMO?"
2. O que o escorpiano espera de seu parceiro: Deseja misturar sua bagagem emocional e material com a do parceiro e espera que este seja adaptável às mais bruscas e extremas transformações que possam ocorrer na vida em comum como, por exemplo, suas crises de ciúmes.
3. O que o escorpiano diz depois do sexo: "Talvez eu deva desamarrar você agora"
4. Como irritar um escorpiano: Faça perguntas pessoais. Saiba muito sobre eles e dê a entender. Obtenha mais sucesso do que eles e se vanglorie. Repita sempre: -"Isso não é da sua conta!"
5. Como o escorpiano reza antes de dormir: "Querido Deus, ajude-me a perdoar meus inimigos, mesmo que os crápulas não mereçam."
6. Por que o escorpiano atravessou a rua? Porque era proibido.
7. Você foi assaltado e o escorpiano... Diz pra si mesmo, revoltado: - "É nessas horas que é bom andar armado..."
8. Adesivo para o vidro do carro do escorpiano: "Não "possuo" tudo que amo, mas amo tudo que "possuo". E cuido bem de perto"
9. Quantos escorpianos são necessários para trocar uma lâmpada? Mas quem quer saber? Por que "Você" quer saber? Você é um policial?

Festival dos Signos - Virgem

Virgem (23/8 - 22/9):
1. Frase: "Já te disse que sou SUPER DEMOCRATA... mas porque você ainda não fez o que eu MANDEI?"
2. O que o virginiano espera de seu parceiro: Busca um relacionamento funcional onde predomine a ordem, a limpeza, e o bom senso, alguém que faça com que tudo corra como deve ser, sem sair da rotina, e sem grandes contratempos.
3. O que o virginiano diz depois do sexo: "Preciso lavar os lençóis"
4. Como irritar um virginiano: Choramingue bastante. Desarrume sua casa, atrapalhe sua programação, esqueça de atarraxar a pasta de dente. Diante do armário do banheiro, indague: "para que tanto remédio?".
5. Como o virginiano reza antes de dormir: "Querido Deus, por favor faça do mundo um lugar melhor, e não o destrua como você fez da última vez."
6. Por que o virginiano atravessou a rua? Ele ainda não atravessou porque está medindo a largura da rua, a velocidade dos carros, se essa experiência é válida, qual seria a melhor hora de atravessar essa rua, etc.
7. Você foi assaltado e o virginiano.... Rodando, preocupado: "Vocês tem certeza que não e melhor chamar um medico? Ou medir a temperatura?"
8. Adesivo para o vidro do carro do virginiano: "Não me siga. Preciso passar no médico"
9. Quantos virginianos são necessários para trocar uma lâmpada? Vamos ver: um para virar a lâmpada, um para anotar quando a lâmpada queimou e a data em que ela foi comprada, outro para decidir de quem foi a culpa da lâmpada ter sido queimada, dez para decidir remodelar a casa enquanto o resto troca a lâmpada...

Festival dos Signos - Leão

Leão (23/7 - 22/8):
1. Frase: "Antigamente EU era vaidoso, mas agora me curei e estou PERFEITO!"
2. O que o leonino espera de seu parceiro: Busca alguém com quem compartilhar suas idéias criativas, que goste de crianças e queira ter filhos. Geralmente deseja mais uma platéia para aplaudi-lo ou um companheiro de brincadeiras, do que um verdadeiro amor.
3. O que o leonino diz depois do sexo: "Não foi incrivelmente fantástico?"
4. Como irritar um leonino: Ignore-os. Esqueça o nome deles e pergunte "Qual é mesmo o seu nome?". Em público, não os apresente às pessoas importantes.
5. Como o leonino reza antes de dormir: "Oi, Papi! Eu posso apostar como você está realmente orgulhoso em ter a mim como seu filho!"
6. Por que o leonino atravessou a rua? Para chamar a atenção, sair nos jornais, revistas, etc.
7. Você foi assaltado e o leonino.... "Vou pegar esse fdp!!"... e sai correndo porta afora.
8. Adesivo para o vidro do carro do leonino: "Tudo que tenho me ama"
9. Quantos leoninos são necessários para trocar uma lâmpada Um leonino não troca lâmpadas, a não ser que ele segure a Lâmpada e o mundo gire em torno dele.

Festival dos Signos - Câncer

Câncer (21/6 - 22/7):

1. Frase: "Lar... Meu doce LAR!"

2. O que o canceriano espera de seu parceiro: Procura alguém de que possa cuidar, nutrir, paparicar como um bebê. Também busca a segurança que o relacionamento pode dar e alguém que consiga tolerar seu humor instável, um hora alegre, outra hora depressivo.

3. O que o canceriano diz depois do sexo: "Quando vamos nos casar?"

4. Como irritar um canceriano: Insulte sua mãe (com classe, é claro).Critique sua casa. Advirta-o de que ele pode perder o emprego. Diga que aquela foto de família pendurada na sala é brega e confunda o retrato da "vovozinha querida" com o Mike Tyson.

5. Como o canceriano reza antes de dormir: "Querido Papaizinho, sei que eu não deveria depender tanto de você, mas você é a Única pessoa com quem eu posso sempre contar, enquanto meu seguro cobertor está sendo lavado."

6. Por que o canceriano atravessou a rua? Porque estava se sentindo só e abandonado deste lado de cá.

7. Você foi assaltado e o canceriano.... Preocupado, vai te confortar: "Senta aqui... Você está bem? com certeza não se machucou? Quer um copo d'água com açúcar?"

8. Adesivo para o vidro do carro do canceriano: "Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho"

9. Quantos cancerianos são necessários para trocar uma lâmpada? Somente um. Mas leva três anos para um terapeuta ajuda-lo a passar pelo processo.

Festival dos Signos - Gêmeos

Gêmeos (21/5 - 20/6):

1. Frase: "Odeio fofocas... Mas... já te contei a última?"

2. O que o geminiano espera de seu parceiro: Para o geminiano o que conta é o companheirismo, o ter alguém com quem conversar, trocar idéias, e principalmente para ouvi-lo. Gostaria de encontrar o seu gêmeo ou sósia intellectual. Quer sentir-se livre para ir e vir quando bem entender.

3. O que o geminiano diz depois do sexo: "Você viu o controle remoto?"

4. Como irritar um geminiano: Aborreça-OS com lágrimas e longos monólogos sobre sua vida emocional. Não converse com else, em absoluto.

5. Como o geminiano reza antes de dormir: "Hei Deus...Ou será deusa?... Quem é você?... O que é você?... Onde está você?... Quantos de você há? Eu não posso te imaginar!"

6. Por que o geminiano atravessou a rua? Se nem ele sabe, como é que eu vou saber?

7. Você foi assaltado e o geminiano.... "È' impressionante o preço que pagamos pra conviver num meio urbano... E essa criminalidade é assustadora, pois as diferenças sociais se acentuam e blá blá blá"... (FICA falando por meia hora)

8. Adesivo para o vidro do carro do geminiano: "Não me siga, posso mudar de destino a qualquer momento"

9. Quantos geminianos são necessários para trocar uma lâmpada? Dois (claro). Vai durar o final de semana inteiro, mas quando estiver pronto, a lâmpada vai fazer o serviço DA Casa, falar francês e ficar DA cor que você quiser.

Festival dos Signos - Touro

Touro (20/4 - 20/5):
1. Frase: "Amor numa cabana? Só se for 5 ESTRELAS".
2. O que o taurino espera de seu parceiro: A ênfase é para a parte prática do relacionamento: quem vai pagar a conta, onde se vai morar, a estabilidade que a relação traz, e a satisfação sensual que o parceiro pode proporcionar, sejam na cama ou à mesa.
3. O que o taurino diz depois do sexo: "Estou com fome - passe a pizza"
4. Como irritar um taurino: Gaste o dinheiro deles, peça para Dar uma dentada no seu sanduíche ou na sua maçã, desperdice seu material, não devolva suas coisas.
5. Como o taurino reza antes de dormir: "Deus, por favor, ajude-me a aceitar MUDANÇAS em minha vida, mas NÃO AGORA."
6. Por que o taurino atravessou a rua? Porque encasquetou com a idéia.
7. Você foi assaltado e o taurino.... Comenta sem se preocupar muito: "Ah, o importante é que você está bem.. Vão-se OS anéis mas ficam OS dedos..."
8. Adesivo para o vidro do carro do taurino: "Não tenho tudo que amo... Mas é uma questão de tempo e paciência.."
9. Quantos taurinos são necessários para trocar uma lâmpada? Nenhum. Taurinos não gostam de mudar nada.

Festival dos signos - áries

Áries (21/3 - 19/4):
1. Frase: "Não sei bem o que quero, só sei que quero JÁ!"
2. O que o ariano espera de seu parceiro: Para o ariano, o que importa é a conquista. O desafio de conseguir a pessoa amada é sua principal motivação. Pode perder o interesse quando consegue seu objetivo. Gosta de correr riscos, o que pode levá-lo a se envolver em triângulos amorosos.
3. O que o ariano diz depois do sexo: "Legal, vamos de novo!"
4. Como irritar um ariano: Fale com else dando uma enorme pausa entre as palavras. Não deixe que else falem, ou, se falarem, corte pelo meio.
5. Como o ariano reza antes de dormir: "Querido Deus! Dê-me PACIÊNCIA, e eu a quero AGORA"!
6. Por que o ariano atravessou a rua? Certamente para bater boca com alguém que estava do outro lado.
7. Você foi assaltado e o ariano.... Dá um soco na mesa e diz: "Mas que merda! Não se pode andar mais tranqüilo na rua nos dias de hoje!"
8. Adesivo para o vidro do carro do ariano: "Passa por cima, Ô babaca!"
9. Quantos arianos são necessários para trocar uma lâmpada? Apenas um, mas serão necessárias muitas lâmpadas.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

no sense

Hoje venho aqui não para apresentar algum grande escritor ou poesta, não para deixar fotos, não para dizer algum poema, ou texto meu. Mas para falar de nada realmente importante. Bom isso é tão valorizado hoje em dia que pode até ter algum sentido, mas tem mais graça desse jeito, sem sentido ou senso de direção.

O doce de banana é um bom assunto. Pois é, tem vários tipos de doce de banana acho que sei fazer uns três, aprendi com a minha vó, que aliás está me visitando, e hoje comi um delicioso doce de banana, esse era daqueles que a gente só espera a banana ficar no ponto maduro certo e depois coloca no fogo, e proto, dali a 5 minutos o doce tá pronto. Ele é mais gostoso quente, mas dizem que não pode.Não pode, não pode...rsss...considerando que minha cor preferida é vermelho e isso significa que o sinal vermelho é um convite, um não pode não significa muita coisa também.Ah, sim, mas tem que considerar a multa, nada de passar em sinal que se recebe multa por isso.Oxe, eu sou boba nada...

Ah, hoje vi um vídeo, um não vários, mas dois em especial me fizeram gargalhar.A Xuxa como é de conhecimento geral é uma apresentadora em decadência (que por sinal nunca gostei), ela tem um histórico interessante, fugiu de casa para ser modelo, mudou de nome por vergonha de sua família, e permanece o mistério de sua família até hoje, vira apresentadora infantil da record (programa que comprovadamente guardado em fitas antigas ela batia nas crianças), e é convidada a fazer alguns filmes, como o não sei o que lá, que ela faz um cena porno com uma criança (se procurarem no youtube acha fácil - ah e dica, se nãoconseguirem acessar é só fazer a conta, nãodá vírus não). Bom depois de algum tempo todos conhecem sua história, Xuxa entra para a Globo, apaga seu passado, continuna usando o mesmo tipo de roupas que usou no filme porno, sóque com musiquinhas felizes. Daí a "rainha dos baixinhos", excitava os baixinhos e baixinhas inconscientemente, e as criançass ficavam felizes vendo aquela lombriga saltitante (expressão criada pela minhaquerida mama ao ver a vocalista do babado novo) no palco. Pois sim depois dessa biografia superficial continuo minha história vi um vídeo ridículo de um vídeo meu cãozinho XUXO ao contrário, que diz que a música é do demônio (também é fácil de achar no youtube), bom não acreditei nessa história e rimuito, e o outro é Apocalypso - Aces High (tem que conferir p ver...rs...eu pelo menos acehi muito engraçado). Bom, coisas toskas que acho muito divertidas, talvez não gostem, mas avisei que hj a postagem será non sense.

Ah sim, talvez me perguntem porque converso com alguém se nem tenho público. Converso comigo, cononsco, somos várias somos tantas que converso com todas tentando entendê-las, mas infelizmente não consigo. Afinal as mulheres são enigmas, enigmas interessantes e diversos.Lidar com muitas dentro uma é estranho, masa não deve ser um fenômeno tão estranho assim. Com certeza se eu fizer um comunidade (como diz minha amiga Aline, Aline saudades dessa cachorra sumida...rsss) somos muitas somos uma, vai entrar muita gente, assim como a comunidade que eu e Aline chegamos a conclusão que encheria Estrupadas mentalmente 9pesado título né? masnãovou explicá-lo, se quiser descubram). Pois sim nós todas não conseguimos nos expressar mas quem sabe eu consiga um dia...

Meu sonho, meu sonho, andei sonhando com você, e te falei isso uma vez, por isso vou mudar para aí um dia espera só...sonhos sonhos, muralha de sonhos, fica aí na minha cabeça sem sentido nenhum como essa postagem. Mas de alguma maneira vai constituindo algo sólido dentro de mim, uma muralha dentro de mim, seria de sonhos? seria de ilusões? seria de loucura? Talvez é bem mais real do que muita coisa que aparentemente é natural nos nossos dias. Só sei que quero continuar nessas nuvens, ainda que longe delas, consigo sentir a pele, consigo ver os olhos, consigo sentir o arrepio dessa muralha de sonhos...

Cruel e doce em meus comentários, apaixonada e melancólica, bela e seca, viva e assassina em mesmo corpo, bom nada com nada mesmo. Era o esperado, e nem ligo para isso. Se um dia me disser, eu viverei eternamente...

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Patativa do Assaré


Aos poetas clássicos

Patativa do Assaré

Poetas niversitário,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
Se a gente canta o que pensa,
Eu quero pedir licença,
Pois mesmo sem português
Neste livrinho apresento
O prazê e o sofrimento
De um poeta camponês.

Eu nasci aqui no mato,
Vivi sempre a trabaiá,
Neste meu pobre recato,
Eu não pude estudá.
No verdô de minha idade,
Só tive a felicidade
De dá um pequeno insaio
In dois livro do iscritô,
O famoso professô
Filisberto de Carvaio.

No premêro livro havia
Belas figuras na capa,
E no começo se lia:
A pá — O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera é má
E tantas coisa bonita,
Qui o meu coração parpita
Quando eu pego a rescordá.

Foi os livro de valô
Mais maió que vi no mundo,
Apenas daquele autô
Li o premêro e o segundo;
Mas, porém, esta leitura,
Me tirô da treva escura,
Mostrando o caminho certo,
Bastante me protegeu;
Eu juro que Jesus deu
Sarvação a Filisberto.

Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.

Poeta niversitaro,
Poeta de cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia,
Tarvez este meu livrinho
Não vá recebê carinho,
Nem lugio e nem istima,
Mas garanto sê fié
E não istruí papé
Com poesia sem rima.

Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê meu volume,
Pra não ficá parecido
Com a fulô sem perfume;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura,
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem luá.

Se um dotô me perguntá
Se o verso sem rima presta,
Calado eu não vou ficá,
A minha resposta é esta:
Sem a rima, a poesia
Perde arguma simpatia
E uma parte do primô;
Não merece munta parma,
É como o corpo sem arma
E o coração sem amô.

Meu caro amigo poeta,
Qui faz poesia branca,
Não me chame de pateta
Por esta opinião franca.
Nasci entre a natureza,
Sempre adorando as beleza
Das obra do Criadô,
Uvindo o vento na serva
E vendo no campo a reva
Pintadinha de fulô.

Sou um caboco rocêro,
Sem letra e sem istrução;
O meu verso tem o chêro
Da poêra do sertão;
Vivo nesta solidade
Bem destante da cidade
Onde a ciença guverna.
Tudo meu é naturá,
Não sou capaz de gostá
Da poesia moderna.

Dêste jeito Deus me quis
E assim eu me sinto bem;
Me considero feliz
Sem nunca invejá quem tem
Profundo conhecimento.
Ou ligêro como o vento
Ou divagá como a lêsma,
Tudo sofre a mesma prova,
Vai batê na fria cova;
Esta vida é sempre a mesma.

sábado, 4 de agosto de 2007

That I Would Be Good

Alanis Morissette

That I would be good
Even if I did nothing
That I would be good
Even if I got the thumbs down

That I would be good
If I got and stayed sick
That I would be good
Even if I gained 10 pounds

That I would be fine
Even if I went bankrupt
That I would be good
If I lost my hair and my youth

That I would be great
If I was no longer queen
That I would be grand
If I was not all knowing

That I would be loved
Even when I numb myse
lfThat I would be good
Even when I am overwhelmed

That I would be loved
Even when I was fuming
That I would be good
Even if I was clinging

That I would be good
Even if I lost sanity
That I would be good
Whether with or without you

Aos queridos amigos


quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Drummond em tela de Julio Saens


Memória

Carlos Drummond de Andrade

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.