sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Enquanto a chuva cai
A chuva cai. O ar fica mole . . .
Indistinto . . . ambarino . . . gris . . .
E no monótono matiz
Da névoa enovelada bole
A folhagem como o bailar.
Torvelinhai, torrentes do ar!
Cantai, ó bátega chorosa,
As velhas árias funerais.
Minh'alma sofre e sonha e goza
À cantilena dos beirais.
Meu coração está sedento
De tão ardido pelo pranto.
Dai um brando acompanhamento
À canção do meu desencanto.
Volúpia dos abandonados . . .
Dos sós . . . — ouvir a água escorrer,
Lavando o tédio dos telhados
Que se sentem envelhecer . . .
Ó caro ruído embalador,
Terno como a canção das amas!
Canta as baladas que mais amas,
Para embalar a minha dor!
A chuva cai. A chuva aumenta.
Cai, benfazeja, a bom cair!
Contenta as árvores! Contenta
As sementes que vão abrir!
Eu te bendigo, água que inundas!
Ó água amiga das raízes,
Que na mudez das terras fundas
Às vezes são tão infelizes!
E eu te amo! Quer quando fustigas
Ao sopro mau dos vendavais
As grandes árvores antigas,
Quer quando mansamente cais.
É que na tua voz selvagem,
Voz de cortante, álgida mágoa,
Aprendi na cidade a ouvir
Como um eco que vem na aragem
A estrugir, rugir e mugir,
O lamento das quedas-d'água!
Manoel Bandeira - Biografia
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho
Biografia
Nasceu em 19/04/1886, no Recife e morreu em 13/10/68, no Rio de Janeiro. Poeta que provavelmente foi a principal figura do Modernismo brasileiro, embora tenha se recusado a participar da Semana da Arte Moderna de 1922, em São Paulo.
Bandeira foi educado no Rio e São Paulo, mas em 1903 a tuberculose forçou-o a abandonar seu sonho de ser arquiteto (o pai era engenheiro). Muitos dos seus anos seguintes ele passou viajando em busca da cura, e durante este período leu extensamente e retomou a produção de poesia (seu primeiro poema, em alexandrinos, tinha saído em 1902).
Seus primeiros livros (A cinza das horas, 1917, e Carnaval, 1919) mostram a influência tardia dos simbolistas e parnasianos, mas alguns poemas de seu livro seguinte (Ritmo dissoluto, 1924) já contemplam a sensibilidade do modernismo emergente, que tentava liberar a poesia do academicismo e da influência européia. Libertinagem (1930) mostra claramente tendências modernistas nos seus versos livres, linguagem coloquial, sintaxe pouco convencional e o uso de temas folclóricos. Seus livros seguintes (Estrela da manhã, 1936, Lira dos cinqüent'anos, 1940, Mafuá do malungo, 1948, Opus 10, 1949, e Estrela da tarde, 1960) consolidaram sua posição como um dos maiores poetas brasileiros. Apesar de sua longa vida como poeta, só começou a ter lucro material com sua produção em 1937, quando ganha o prêmio da Sociedade Felipe d'Oliveira.
Na sua poesia, Bandeira abandonou o tom retórico de seus antecessores e usou a fala coloquial para tratar de temas triviais e eventos do dia-a-dia, com objetividade e humor.
Em 1935 é nomeado pelo Ministro Capanema inspetor de ensino secundário. Ensinou literatura no Colégio Pedro II, no Rio, de 1938 a 1943 e tornou-se professor na Universidade do Brasil naquele último ano.
Bandeira também traduziu vários poemas de inúmeros autores (Goethe, Jorge Luís Borges, Heine, Cummings, Rilke, Kahlil Gibran, Baudelaire, García Lorca, Elisabeth Browning, Emily Dickinson, Verlaine, etc.). Adicionalmente traduziu várias peças de teatro e livros em prosa, entre eles Macbeth (Shakespeare), Maria Stuart (Schiller) e A Prisioneira (de Em busca do tempo perdido, de Proust, em parceria).
Colaborador em vários jornais durante toda sua vida, produziu inúmeras crônicas e crítica artística. Foi ainda antologista (Antero de Quental, Gonçalves Dias), historiador literário (Noções de História das Literaturas) e biografista.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Reggaeton, Funk e sexo - Uma visão sociocultural da música marginal
A respeito do ritmo e melodia é simplesmente mais uma música pop. Praticamente todas as músicas denominadas pop tem ritmos repetitivos e características de batidas fortes. Algumas variam entre batidas eletrônicas, outras em intrumentos de percurssão. Mas pode se dizer que para uma música ser pop, uma batida repetida é necessária. Isso inclui também a “sacra” música clássica quando popularizada. É só pegar uma das músicas clássicas que são mais populares como O Bolero de Ravel e popularizar mais ainda! Pronto criou-se uma música pop.
A respeito da temática elas são tratadas de forma superficial de forma geral. Mas até nisso podemos refletir. O que é um tema tratado de forma objetiva e o que é um tema tratado de forma superficial? Ambos são ditos em poucas palavras e fazem conclusões a respeito de um tema. O tema tratado de forma objetiva pode ter sentido mais completo que o tratado de forma superficial, mas considerando que para discorrer a respeito de um tema é necessário explicações e detalhes. Ambos podem ser interpretados como superficial, ou porque não? Objetivos.
A principal critica de forma geral não é a forma com que é tratado o tema. Mas o teor sexual da maior parte das músicas. Nesse sentido é uma hipocrisia sem medidas querer que um grupo marginal na sociedade, que não tem acesso à nossa “arte” fale e escreva como os “eruditos”. Por que não dar melhores condições de vida e estudo pra essa população ao invés de criticar o nível de escolaridade deles? Dizer que o sexo que eles tratam no funk e reggaeton é sujo é tão verdadeiro como dizer que o sexo da classe A ou B é limpo. Sexo é sexo. E ponto final. E mesmo com 500 anos (ou mais) de dominação católica na nossa sociedade, já passou da hora de encararmos as coisas naturais como coisas naturais. Considerar sujo o ato sexual é como considerar sujos os alimentos orgânicos por serem adubados com adubo natural, ou considerar as águas de fontes sujas porque tem barro misturado.
Não se pode falar francamente sobre sexo por hipocrisia de uma sociedade que finge ser assexuada pra ganhar mais status e dinheiro. Querer alcançar uma profissão de sucesso e se preocupar em ganhar bastante dinheiro, para ter os luxos ao bel prazer do individuo é mais sujo do que produzir uma música que fala de um ato sexual explicitamente. Eu sinceramente não gosto de funk, mas gosto sim dos ritmos do reggaeton, apesar da qualidade técnica nem sempre ser a melhor maravilha do mundo. Mas o principal nessa discussão não é defender esse tipo de música em si, mas de tirar as máscaras de Cult e intelectual antes de ouvir ou ver ou ler qualquer coisa. Porque tudo o que é produzido tem um fundo histórico e social a ser observado antes de qualquer julgamento. E julgar por hipocrisia, é uma absurdo em tempos “modernos”.
Não sabe o que é reggaeton?
http://www.reggaetonbr.com/
O homem cuja orelha cresceu
Estava escrevendo, sentiu a orelha pesada. Pensou que fosse cansaço, eram 11 da noite, estava fazendo hora-extra. Escriturário de uma firma de tecidos, solteiro, 35 anos, ganhava pouco, reforçava com extras. Mas o peso foi aumentando e ele percebeu que as orelhas cresciam. Apavorado, passou a mão. Deviam ter uns dez centímetros. Eram moles, como de cachorro. Correu ao banheiro. As orelhas estavam na altura do ombro e continuavam crescendo. Ficou só olhando. Elas cresciam, chegavam a cintura. Finas, compridas, como fitas de carne, enrugadas. Procurou uma tesoura, ia cortar a orelha, não importava que doesse. Mas não encontrou, as gavetas das moças estavam fechadas. O armário de material também. O melhor era correr para a pensão, se fechar, antes que não pudesse mais andar na rua. Se tivesse um amigo, ou namorada, iria mostrar o que estava acontecendo. Mas o escriturário não conhecia ninguém a não ser os colegas de escritório. Colegas, não amigos. Ele abriu a camisa, enfiou as orelhas para dentro. Enrolou uma toalha na cabeça, como se estivesse machucado.
Quando chegou na pensão, a orelha saia pela perna da calça. O escriturário tirou a roupa. Deitou-se, louco para dormir e esquecer. E se fosse ao médico? Um otorrinolaringologista. A esta hora da noite? Olhava o forro branco. Incapaz de pensar, dormiu de desespero.
Ao acordar, viu aos pés da cama o monte de uns trinta centímetros de altura. A orelha crescera e se enrolara como cobra. Tentou se levantar. Difícil. Precisava segurar as orelhas enroladas. Pesavam. Ficou na cama. E sentia a orelha crescendo, com uma cosquinha. O sangue correndo para lá, os nervos, músculos, a pele se formando, rápido. Às quatro da tarde, toda a cama tinha sido tomada pela orelha. O escriturário sentia fome, sede. Às dez da noite, sua barriga roncava. A orelha tinha caído para fora da cama. Dormiu.
Acordou no meio da noite com o barulhinho da orelha crescendo. Dormiu de novo e quando acordou na manhã seguinte, o quarto se enchera com a orelha. Ela estava em cima do guarda-roupa, embaixo da cama, na pia. E forçava a porta. Ao meio-dia, a orelha derrubou a porta, saiu pelo corredor. Duas horas mais tarde, encheu o corredor. Inundou a casa. Os hospedes fugiram para a rua. Chamaram a polícia, o corpo de bombeiros. A orelha saiu para o quintal. Para a rua.
Vieram os açougueiros com facas, machados, serrotes. Os açougueiros trabalharam o dia inteiro cortando e amontoando. O prefeito mandou dar a carne aos pobres. Vieram os favelados, as organizações de assistência social, irmandades religiosas, donos de restaurantes, vendedores de churrasquinho na porta do estádio, donas-de-casa. Vinham com cestas, carrinhos, carroças, camionetas. Toda a população apanhou carne de orelha. Apareceu um administrador, trouxe sacos de plástico, higiênicos, organizou filas, fez uma distribuição racional.
E quando todos tinham levado carne para aquele dia e para os outros, começaram a estocar. Encheram silos, frigoríficos, geladeiras. Quando não havia mais onde estocar a carne de orelha, chamaram outras cidades. Vieram novos açougueiros. E a orelha crescia, era cortada e crescia, e os açougueiros trabalhavam. E vinham outros açougueiros. E os outros se cansavam. E a cidade não suportava mais carne de orelha. O povo pediu uma providência ao prefeito. E o prefeito ao governador. E o governador ao presidente.
E quando não havia solução, um menino, diante da rua cheia de carne de orelha, disse a um policial: "Por que o senhor não mata o dono da orelha?"
O texto acima foi extraído do livro "Os melhores contos de Ignácio de Loyola Brandão", seleção de Deonísio da Silva, Global Editora — São Paulo, 1993, pág. 135.
Ignácio de Loyola Brandão - Biografia
"Ela é fundamental. Ser máquina, despida de emoções.
Arrancar de dentro sentimentos e atirá-los ao lixo.
Liberar-se dos empecilhos.
Não se comover com o choro, a dor e a tristeza alheias
A dor do outro é do outro, não pode penetrar em você, te algemar."
(Impiedade)
Ignácio de Loyola Lopes Brandão nasceu em Araraquara - SP, no dia 31 de julho de 1936, dia de Santo Ignácio de Loyola, filho de Antônio Maria Brandão, contador, funcionário da Estrada de Ferro Araraquarense, e de Maria do Rosário Lopes Brandão. Foram, ao todo, cinco irmãos: Luiz Gonzaga (1933), Francisco de Assis (1934 - já falecido), Ignácio, José Maria (1946 - já falecido) e João Bosco (1953).
Inicia seus estudos na escola primária de D. Cristina Machado, em 1944, onde cursa o primeiro ano. No ano seguinte transfere-se para a escola da professora D. Lourdes de Carvalho. Seu pai, que chegou a publicar histórias em jornais locais e que conseguiu formar uma biblioteca com mais de 500 volumes, o incentivou a ler desde que foi alfabetizado. Fascinado por dicionários, chegou a trocar com seus colegas de classe palavras por bolinhas de gude e figurinhas. Mais tarde, esse fato acabou se transformando no conto "O menino que vendia palavras", primeiro a ser publicado pelo autor.
Em 1946, passa a estudar no Colégio Progresso de Araraquara. Participa de concurso de desenho patrocinado pelo Consulado da França com o tema "Como você vê a Paris libertada", sendo agraciado com os livros "Pinóquio" e "O barba azul".
Para cursar o ginásio, em 1948 ingressa no Colégio Estadual e Escola Normal Bento de Abreu, hoje Escola Estadual Bento de Abreu. Nesse período escreve seu primeiro romance num caderno, com o título de "Dias de Glória", policial cuja ação se passa em Veneza.
Em 1955, inicia o curso científico, muito embora admita hoje que foi por engano. "Deveria ter me inscrito no clássico, mais apropriado para quem pretendia se dedicar a Humanas".
A Folha Ferroviária, semanário da cidade de Araraquara, publica no dia 16 de agosto de 1952 uma crítica do filme "Rodolfo Valentino", primeiro texto de Ignácio. Dias depois, o jornal Correio Popular daquela cidade a reproduz.
Dado o primeiro passo, o precoce escritor passa a escrever reportagens, críticas de cinema e entrevistas em outro diário de Araraquara, O Imparcial. Nele aprende a arte da tipografia, lidando com composição com linotipo, clichê em zinco e paginação em chumbo. Em 1955 inaugura a primeira coluna social da cidade.
Se apaixona pelo cinema e participa, em 1953, das filmagens de "Aurora de uma cidade", semidocumentário dirigido por Wallace Leal. No ano seguinte funda o Clube de Cinema de Araraquara.
Concluído o curso científico, em 1956, muda-se para São Paulo e vai trabalhar no jornal Última Hora, tendo ali permanecido por nove anos. Um fato interessante marca sua admissão. Aguardando para ser entrevistado, ouve o chefe de reportagem perguntar quem sabia falar inglês, pois precisava de uma entrevista com o irmão do presidente do Estados Unidos, General Eisenhower, que se encontrava na cidade. Sem pestanejar o biografado disse "Eu sei". Fez a entrevista, com seu inglês capenga aprendido no ginásio e nos filmes que assistiu em Araraquara. Sua entrevista teve chamada de primeira página. Como seu francês, também aprendido no ginásio, era bem melhor que o inglês, ganhou status de entrevistador de personalidades internacionais.
Seu gosto pelo cinema permanece e, em 1961, participa como figurante de O Pagador de Promessas, dirigido por Anselmo Duarte, baseado em peça homônima de Dias Gomes, vencedor no Festival de Cannes em 1962.
No ano seguinte parte para a Itália, onde pretendia trabalhar como roteirista em Cinecittà. Para poder viver por lá, enquanto seu sonho não se realiza, manda reportagens para a Ultima Hora, faz sinopses de roteiros e faz coberturas — como a da morte do Papa João XXIII — para a TV Excelsior. Nessa época afirma que assistiu 53 vezes ao filme "Oito e meio" de Federico Fellini, o que, segundo admitiu, o influenciou na feitura do seu romance "Zero".
Na sua volta ao Brasil, começa a escrever o romance "Os imigrantes", com seu amigo araraquarense José Celso Martinez Correa. Nessa época Zé Celso dirigia a peça de grande sucesso, "Os pequenos burgueses", que Ignácio afirma ter assistido mais de 100 vezes. O romance, por não haver acordo quanto ao nome do personagem principal, não chegou a ser concluído.
Em 1965, usando de uma divulgação inovadora, lança seu primeiro livro: "Depois do sol" (contos).
No ano seguinte começa a trabalhar na revista Cláudia, como redator, chegando a redator chefe dois anos depois.
Em 1968, ocorre o lançamento de "Bebel que a cidade comeu", seu primeiro romance. O livro é adaptado para o cinema por Maurice Capovilla, com Rossana Ghessa no papel-título e roteiro do próprio Ignácio, Capovilla e Mário Chamie. O filme recebe o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de "Melhor Roteiro Cinematográfico". Ainda nesse ano, o escritor recebe o Prêmio Especial do I Concurso Nacional de Contos do Paraná por "Pega ele, Silêncio", publicado posteriormente em "Os melhores contos do Brasil". Sua mãe falece, aos 60 anos.
Baseado em seu conto "Ascensão ao mundo de Annuska", publicado em "Depois do sol", Francisco Ramalho filma "Anuska, manequim e mulher", em 1969.
No ano seguinte, casa-se com a Maria Beatriz Braga, psicóloga, ligação que duraria até 1978. Trabalha nas revistas "Realidade" e em "Setenta".
Contratado para editar a versão brasileira de "Planeta", a primeira revista esotérica do Brasil, em 1972. Nasce seu primeiro filho, Daniel.
Desde 1960 Ignácio tinha na cabeça uma idéia surgida de um conto — sobre um grupo de amigos que vai a uma vila em busca de um garoto que teria música na barriga — escrito para uma antologia de histórias urbanas organizada por Plínio Marcos para a Editora Senzala e que não chegaria a ser lançada. Escreveu, depois, diversas novelas paralelas a ela, ao mesmo tempo em que colecionava recortes de jornais, prospectos e anúncios. Com isso, reuniu material que lhe permitia ter um retrato sem retoques do homem comum, vivendo numa cidade violenta e num clima ditatorial. Em 1974, escreve o romance, com 800 páginas iniciais, sob o título "A inauguração da morte".
Feita a primeira revisão, são cortadas 150 páginas. Entrega, então, o texto ao amigo e escritor Jorge de Andrade, que sugeriu novos cortes — acatados pelo autor. Jorge comenta o romance com Luciana Stegagno Picchio, que lecionava Literaturas Portuguesa e Brasileira na Universidade de Roma. Luciana se interessa pelo texto, já com o título de "Zero" e, após lê-lo, encaminha o livro para a editora Feltrinelli, de Milão, que o publica em uma série intitulada "I Narratori", onde Ignácio fica na companhia do ilustre João Guimarães Rosa, único brasileiro até então publicado.
Em 1975, após o lançamento de "Zero" no Brasil, Ignácio participa de inúmeros encontros com seus leitores, debatendo sua obra e a situação do país. No primeiro encontro, realizado no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, ele contou com a presença de João Antônio, Wander Priolli, José Louzeiro, Antônio Torres e Juarez Barroso.
Em julho de 1976 "Zero" recebe o prêmio de "Melhor Ficção", concedido pela Fundação Cultural do Distrito Federal. Em novembro o livro é censurado pelo Ministério da Justiça e sua venda é proibida. Lança "Dentes ao sol" (romance) e "Cadeiras proibidas" (contos) e, em 1977, o infanto-juvenil "Cães danados".
Escreve "Cuba de Fidel: viagem à ilha proibida" (livro-reportagem), após participar, em 1978, do júri do Prêmio Casa de Las Américas.
"Zero" é liberado pela censura em 1979. Passa a viver com a jornalista Angela Rodrigues Alves, união que duraria até 1982. Deixa o jornalismo para se dedicar integralmente à literatura.
Nova York, Flórida, Georgetown, Albuquerque, Tucson, San Diego foram as cidades em cujas universidades o autor fez conferências, em 1980, a convide da Fundação Fullbright, dos EUA.
Em 1981, sai o romance "Não verás país nenhum". Visita a Nicarágua por ocasião das comemorações do segundo aniversário da Revolução Sandinista.
"É gol" (narrativa-homenagem ao futebol) é lançado em 1982. A convite da Fundação Alemã de Intercâmbio Cultural, viaja em março para Berlim, onde permanece por dezesseis meses. Lá, publica "Oh-ja-ja-ja", uma seleta de seu diário berlinense, ainda inédito em português.
Voltando ao Brasil, em 1983, publica "Cabeças de segunda-feira" (contos).
Em 1984, lança "O verde violentou o muro", onde narra sua experiência alemã. O senador italiano Amintore Fanfani lhe entrega o Prêmio IILA, do Instituto Ítalo-Latino-Americano, pelo romance "Não verás país nenhum", publicado na Itália no ano anterior. Assume a vice-presidência da União Brasileira de Escritores, onde permanecerá até 1986.
Participa das Jornadas Literárias na cidade de Passo Fundo (RS), em 1985. Desde então, lá comparece a cada dois anos para participar do evento. Lança o romance "O beijo não vem da boca".
Em 1986, volta a Berlim, como convidado especial, para participar dos festejos dos 750 anos da cidade. Participa de encontro sobre literatura brasileira promovido pela Universidade de Colônia, na Alemanha, ao lado de João Ubaldo Ribeiro e Haroldo de Campos. Casa-se com a arquiteta Márcia Gullo e participa, como figurante, de "No país dos tenentes", filme de João Batista de Andrade.
"O ganhador" (romance) e "O homem do furo na mão" (contos) são lançados em 1987. O primeiro receberia, no ano seguinte, os Prêmios Pedro Nava (da Academia Brasileira de Letras) e Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria "Melhor Romance". "Não verás país nenhum" é encenado no Teatro José de Alencar, em Fortaleza, sob a direção de Júlio Maciel.
Em 1988, lança o volume de contos e crônicas "A rua de nomes no ar". No ano seguinte, "Manifesto verde", que havia sido publicado em 1985 como brinde do Círculo do Livro, é lançado comercialmente. Publica o álbum infanto-juvenil "O homem que espalhou o deserto".
Como diretor de redação da revista Vogue, Ignácio volta ao jornalismo, em 1990. Passa a escrever crônicas para o jornal Folha da Tarde.
"Zero", um espetáculo de dança realizado pelo Balé da Cidade, inspirado em seu romance homônimo, é apresentado no Teatro Municipal de São Paulo no ano de 1992. Vai à Zurique, na Suíça, onde participa de leituras de sua obra.
Em 1993, começa a escrever uma crônica no caderno "Cidades" de "O Estado de São Paulo" que, a partir de 2000, seria transferida para o "Caderno 2". Seu pai falece, aos 88 anos.
No ano de 1995 realiza três lançamentos: "O anjo do adeus" (romance), "Strip-tease de Gilda" (crônicas) e "O menino que não teve medo do medo" (infanto-juvenil).
Afligido por fortes tonturas, descobre existir um aneurisma cerebral. Submete-se, em maio de 1996, a uma bem-sucedida cirurgia, que dura onze horas.
Publica "Veia bailarina", em 1997, onde conta sua experiência como aneurisma. Em 15 de abril inaugura, no Instituto Moreira Salles de São Paulo, a série "O escritor por ele mesmo".
Em 1998, publica "Sonhando com o demônio", seu terceiro livro de crônicas. No ano seguinte é lançado "O homem que odiava a segunda-feira (contos).
Recebe o Prêmio Jabuti de "Melhor Livro de Contos", em 2000, por "O homem que odiava a segunda-feira".
Obras do autor:
Contos:
Depois do sol, Brasiliense, 1965
Pega ele, Silêncio, Símbolo, 1976
Cadeiras proibidas, Símbolo, 1976
Cabeças de segunda-feira, Codecri, 1983
O homem do furo na mão, Ática, 1987
O homem que odiava segunda-feira, Global, 1999
Romances:
Bebel que a cidade comeu, Brasiliense, 1968
Zero, Brasília/Rio, 1975
Dentes ao sol, Brasília/Rio, 1976
Não verás país nenhum, Codecri, 1981
O beijo não vem da boca, Global, 1985
O ganhador, Glogal, 1987
O anjo do adeus, Global, 1995
Infanto-juvenis:
Cães danados, Belo Horizonte Comunicações, 1977. Reescrito e publicado com o título "O menino que não teve medo do medo", Global, 1995.
O homem que espalhou o deserto, Ground, 1989
Viagens:
Cuba de Fidel: viagem à ilha proibida, Livraria Cultura, 1978
O verde violentou o muro, Global, 1984
Relatos autobiográficos:
Oh-ja-ja-ja (Diário de Berlim, inédito em português). Tradução de Henry Thorau. LCB, 1982
Veia bailarina, Global, 1997
Cartilha:
Manifesto verde, Círculo do Livro, 1985 e Ground, 1989
Crônicas:
A rua de nomes no ar, Círculo do Livro, 1988
Strip-tease de Gilda, Fundação Memorial da América Latina, 1995
Sonhando com o demônio, Mercado Aberto, 1998
Biografias:
Fleming, descobridor da penicilina, Ed. Três, 1973
Edison, o inventor da lâmpada, Ed. Três, 1973
Ignácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, Ed. Três, 1974
Antologia:
Os melhores contos de Ignácio de Loyola Brandão, organização de Deonísio da Silva, Global, 1994
Traduções:
Para o alemão:
Null (Zero), Suhrkamp, 1979
Kein land wie dieses (Não verás país nenhum), Suhrkamp, 1984
Para o coreano:
(Zero), Seto, 1990
Para o espanhol:
Cero (Zero), Galba, 1976
El hombre que espandió el desierto (O homem que espalhou o deserto), Global - México, 2000
Para o húngaro:
(Zero), JAK, 1990
Para o inglês:
Zero, Avon Books, 1983
And still the earth (Não verás país nenhum), Avon Books, 1984
Teeth under the sun (Dentes ao sol), Dalkey Archive Press, 2007
Para o italiano:
Zero, Feltrinelli, 1974
Non vedrai paese alcuno (Não verás país nenhum), Mondadori, 1983
Vietat le sedie (Cadeiras proibidas), Marietti, 1983
Adaptações:
Para o teatro:
Não verás país nenhum. Direção de Júlio Maciel, Fortaleza, Teatro José de Alencar, 1987 (baseado no romance homônimo)
Para o cinema:
Bebel, a garota-propaganda. Direção de Maurice Capovilla, 1986 (baseado no romance Bebel que a cidade comeu)
Anuska, manequim e mulher. Direção de Francisco Ramalho, 1969 (baseado no conto Ascensão ao mundo de Annuska").
Dados extraídos de livros do autor, da Internet e dos Cadernos de Literatura Brasileira, Instituto Moreira Salles, São Paulo.
Projeto: Em busca da redação perdida
Eu escrevia muito desde que eu comecei a escrever até mais ou menos os meus 18 anos. Desde então parei.
Agora que estou passando da fase de futuro do Brasil para problema social. Estou tentando passar em concursos públicos que me interessem. E alguns deles requerem que eu faça uma redação. E como a minha redação sempre foi motivo de orgulho até alguns anos atrás. E exemplo disso são os devaneios tolos de um forma geral. Usarei esse blog como uma oficina de temas e textos para voltar a velha forma.
Porque estou me preocupando em voltar a velha forma. Porque estou estudando mas isso pouco importa, para passar em um concurso público, considerando o meu histórico de vestibular.
Qual história?
A de que eu não estudei no vestibular, passei com uma nota baixíssima. E depois fui saber porque eu tinha passado então. Porque tirei 99,9 na redação. Sim! Em busca da redação perdida. (Não estou me gabando com este fato, mas explicando o porque dessa nova e antiga dedicação).
Ah sim e para buscar inspiração e não obrigar vcs a lerem coisas ruins postarei todos os dias também um texto de algum autor que mereçam publicação.
Hasta la vista
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Devaneios tolos
Afes...e ainda fico perdendo tempo alcançar a paz. Como ter paz na realidade crua do dia a dia? Encontrando uma realidade melhor dentro da realidade talvez...Porque não? A realidade se mostra em tantas paisagens e tantas cores pelas voltas da vida...
Tenho medo. Um medo absurdo da realidade.
Medo filho de jornais e revistas, famílias e outras mostras explícitas de que a violência e a desumana frieza é uma "boa forma" de analisar as coisas. Mas não é! E analisar também não é lá uma das melhores coisas quando o mundo, a vida, a rotina pedem p vc agir...e rápido. Ação essa que é o único propósito de estarmos presos nessa cela sem saída. Nosso corpo. A ação de mover a vida...Cada qual com a sua forma mais adequada.
Aiai. E pra que discutir? Por uma razão tola, me alivia...
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Livros
http://www.coladaweb.com/download-de-livros
http://www.gutenberg.org/wiki/PT_Obras_e_Autores_Sugeridos_%28Portugu%C3%AAs%29/Brasil
http://ateus.net/ebooks/
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp;jsessionid=3352F4C1239BD29F4EECCBF59A350A0E
http://cultvox.locaweb.com.br/inicio.asp
http://forumfighters.net/topic/10362-bibliotecas-virtuaissites-de-literatura/
http://www.sebinho.com.br/
http://www.estantevirtual.com.br/
http://www.thebooksonthetable.com.br/loja.phtml
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Um dia comum de férias
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
2010
Apesar da ausência no 2009
O que será de 2010?
Teve gente que me suportou
Gente que socorreu
Gente que eu socorri
Gente me me fez feliz
O que eu quero de 2010?
Não quero vitórias absurdas e estressantes
Nem emoções a toda prova
Não quero dinheiro a qualquer preço
Nem ofensas de qualquer parte
Quero mais que a ilusão
De um feliz ano novo
Com a máscara nova
E o corpo velho e desgastado
Quero paz, felicidade, mas felicidade mesmo
Não aquela felicidade amarela que desejamos no reveillon, quando na verdade sabemos que novo ano não significam flores espalhadas por todos os lados
Mas aquela felicidade interna que alcançamos quando sabemos que aquela sensação reconfortante é merecida por algum motivo.
Eu desejo amar cada vez mais cada dia mais a vida, com todas as faces e interfaces que ela me apresentar
Um grande abraço aos meus queridos
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Projeto de perfil de orkut
Escrevo enfim, porque não tenho escolha, a cada
vez que uma pergunta me é dirigida, sinto ela perfurando o meu coração e se
respondo mistério é o mistério que fica exposto.
Eu não me conheço...Voce me conhece? Também não, talvez eu e vc saibamos reconhecer um resquício de Elisa em certas coisas, saibam de uma forma inimaginada que aquilo ali me possui, e eu possuo.
Eu sou arte, eu rio cores, choro sentimentos fluidos, que correm com a corrente de vento, imagino travessuras de criança e de adulto, não tenho vergonha de sentir prazer, e nem de mostrar que sinto prazer, e nem de mostrar que sinto dor. Me sinto forte, quando consigo chorar tanto quanto eu consigo rir, porque são duas faces da mesma moeda, duas faces de uma mesma hipersensibildiade que transparece junto com meus passos e não tenho vergonha disso. Eu sinto, eu analiso, e eu enxergo a pulsação das coisas, pra melhor escolhê-las. Tenho defeitos claros, que podem ser virtudes de acordo com quem vê. Porque ter coragem de ser ridículo também é para poucos. E eu bato no peito, sim eu gosto dessas coisas que você considera infantis, sim, eu faço essas coisas que vc considera infames, sim, eu canto alto o meu canto de cada dia, e sim, não tenho a mínima vergonha de me humilhar, quando percebo que é necessário, por causa de algum mal provocado sem querer, ou de uma posição que merece ser respeitada. Não tenho vergonha de ser imperfeita! E não quero me submeter a uma perfeição barata também, que ao mesmo tempo que faz bem pro corpo, enfia uma faca na sua pele, em diferentes profundidades.
Sou feliz pra caramba, tenho pessoas maravilhosas na minha vida e amo profundamente cada uma delas, à sua maneira. Sou artista, e não é porque eu pinto, desenho, danço, escrevo, canto, fotografo ou invento coisas bonitas, apesar de fazer tudo isso, sou artista porque eu sinto e não tenho vergonha de sentir. Porque todo mundo é um pouco artista, mas se se acovarda diante de um público não está sendo um bom artista, daí escolhe outra atividade, mais “racional".
Sou infame, sou uma criança espontânea que brinca com as situações que a vida nos prega e isso inclui tudo. Faço o que dá na telha e considero bom, faço tudo aquilo que me acrescenta conhecimento, alegria e prazer. Tendo sempre consciência de que posso ter o contrário, mas sentindo sempre. Indo contra as regras da sociedade de vez em quando, e não me importando nem um pouco com isso. Porque afinal sentir prazer em todas as minhas células é muito mais reconfortante é melhor do que considerar as coisas mal ditas por bocas mal expressas.
Pois é...sou isso , um furacão de energia onde quer que eu vá...ainda que esteja com a boca fechada, ali estara uma mostra de alegria, de conselho, de sexualidade, de sensualidade, de beleza, de franqueza excessiva as vezes, de uma interpretação diferente, de um estalo de bala...
Eu decido viver minha vida plenamente e com todos os aspectos que ela me proporcionar com intensidade.
Eu decido amar.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Ser ritmo
Você não tem escolha e se acaso passar pelo seu pensamento que é um tipo de sorte, não o pense. Porque é sorte e azar, é vida e morte, é toda uma c ontradição presente em ummomneto. A velocidade dos carros mede a fluência dos seus pensamentos e cada buzina é um redemoinho de sentir. O canto dos pássaros e insetos é a melodia que pulsa o seu sangue naquele segundo. E a multidãoi caminhando, é um trovoar de guerra. É se sentir a própria guerra. E a paz? Quando se é ritmo, a única paz é o silêncio, a única fuga e a única trégua em tempos de guerra.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Redemoinho de fogo
E marco essa nova era com um poema improvisado. O tempo sem escrever talvez fez meus poemas perderem a sutileza das palavras. Mas até isso deve voltar. E a complexidade do momento fragmentada nessa tela.
Redemoinho de fogo
Cada digital impregnada no meu corpo
Tudo que passei sem perceber tanto tempo
Volta e volta e meia vai embora de novo
Mas a velha novidade grita, você vive!
E todo o tempo perdido parece passado
A insociabilidade de cada dia solitário
O peso da rotina carregado por opção
A dúvida melancólica de se olhar no espelho
A espressão recalcada e escondida
Vão-se diluindo no caminho das pedras
O redemoinho de fogo novamente gira
Na tragétória mais inusitada e vibrante
Por ser a reação da queda passada
E vivida a cada reflexão cruel, e pessoal
é culpa minha...
Mas até a culpa se desfaz
Gira redemoinho de fogo
Transbordando todo o caminho
Num movimento certeiro
Ele passa e traz a todos
alegria, energia, vida
E sinto minha vida sendo trazida de volta...
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Full version de utilidades da internet (selecionadas)
http://www.universodeluz.net/
http://www.personare.com.br/
http://somostodosum.ig.com.br/
Onde comprar livros:
http://www.thebooksonthetable.com.br/loja.phtml
http://www.estantevirtual.com.br/
http://www.dominiopublico.gov.br/
http://www.miniweb.com.br/literatura/sitesdeliteratura.html
Para baixar músicas:
http://www.4shared.com/
http://do-vinil-para-a-web.blogspot.com/
http://bibliotecademp3.blogspot.com/
http://cogumelomoon6070brasil.blogspot.com/
http://www.karadar.com/
Diversão:
http://failblog.org/page/
http://www.cracked.com/
http://www.farmaciadepensamentos.com/
http://www.nadaver.com/page/
http://www.nerdiando.com/
http://www.tolicesdoorkut.com/
http://desciclopedia.org/
as que não postei aqui estão no twiter
Sobre quem sou eu
Eu sei muitas coisas que eu não sou, mas o que sou, ainda não. Sou mineira, mas sou do mundo, não nasci pra ficar presa em um lugar, nasci para progredir e conheçer novos lugares e cidades e países. Sou cantora, e disso tenho certeza, desde quando eu ainda cantarolava com meus 7 aninhos e principalmente desde que eu me postei no primeiro palco aos 9 anos, sabia que era dali que eu devia conheçer o mundo, que ali era o meu lugar e era ali eu queria ficar o resto da vida. Sou artista, sim sou artista, de-me um papel que faço um desenho, de-me uma tela e tinta que faço pintura, de-me uma revista que eu faço uma colagem, de-me um aniversário que faço um presente, de-me uma música que invento uma forma de dançar. Não sou profissional em muitas artes, mas levo jeito de fazer coisas bonitas. Sou artista. Hiperatividade também é outra característica. E é tão cansativo que chego a ficar cansada com a possibilidade de escrever sobre ela...huahuahuahuahauhau... Também sou bonita! xD Nem sempre acho isso, mas é bom pra eu lembrar, antes que minha auto-estima resolva desaguar por qualquer motivo causado normalmente pela minha hipersensibilidade e me sinta ruim de novo. Sim, tenho a auto-estima baixa e estou lutando contra isso, no momento ela está ótima! xD E meu objetivo é mante-la sempre assim. Sou espontanea! Expresso tudo o que sou o tempo todo! e sou feliz assim, mesmo que algumas vezes eu tenha que enfrentar preconceitos, causar polêmicas ou qualquer outra coisa. Sou inteligente, e não vou dizer o quanto estudei, ou todas as coisas que sei, como um bom pseudo-intelectual faria, porque abomino isso de mostrar coisas superficiais.
Quanto às coisas que envolvem a minha vida. Minha familia é dificil, e aposto que muitas outras também o são. Tenho um namorado lindo e talentoso e preguiçoso, que quando quer resolve as coisas num segundo, amo ele. Gosto das pessoas em geral, não tenho essa coisa de não gostar, ou não ir c a cara. As vezes a pessoa me olha com uma cara tão estranha ou me fala algo tão absurdo, que prefiro não estar perto, mas é isso. Eu amo o fato das pessoas serem diferentes e terem valores, qualidades e defeitos diferentes um dos outros. Eu sou pacifista, mas acredito que tudo parte de você. Sem restrições. Não adianta ajudar um orfanato, se vc não ajuda o seu próprio filho a lidar com professores, por exemplo. Harmonizar de dentro para fora. Sou vegetariana! E acho uma vida saudável fundamental para qualquer um. Tenho acessos de loucura e palas...huahuahauhauhauahuahua...e esse defeito costuma ser muito divertido pra quem convive comigo.
Se eu falar de todos os aspectos que envolvem minha vida, até eu vou me cansar, então resumindo eu vivo intensamente o meu sentimento e a minha vida. Se estou num momento feliz vivo intensamente a minha alegria e aproveito cada segundo. Se estou num momento melancólico vivo intensamente aquele momento de reflexão e de observar a vida. Mas vivo! E não fico presa a nenhum paradigma ou regra. Me cobro demais e sempre quero melhorar, mas isso não faz exatamente mal né? Talvez um pouco de sobrecarga aqui ou ali...mas de boa.
E essa acho que foi a 16ª vez que tento responder a essa pergunta...huahuahuahuahauahuahuahua
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Homenagem ao Pato Fu VIII
Tudo vai Ficar Bem
Pato Fu
Composição: John Ulhoa / Andrea EcheverrySei que tudo vai ficar bem
Só não sei se vou ficar também
Eu faço tanta coisa
Pro mundo melhorar
Eu faço de um tudo
Que posso pra ajudar
Eu distribuo amor
Eu curo solidão
Mas peço por favor
Alguém me dê a mão
Sé que todo va a estar bien
Lo qué no sé es se sobreviviré
Sé que todo va a estar bien
Lo qué no sé es se yo me salvaré
Estoy comprometida
El mundo hay que cambiar
Y en esta corta vida
El verbo es ayudar
Yo distribuyo amor
Con toda soledá
Y pido por favor
Que mi tengan piedad
A vida da trabalho
Se lo digo señor
Eu digo pra senhora
La muerte es un horror
Eu luto só por paz
Ajudo meu irmão
Mas sinto que o destino
Quer me jogar no chão
Sé que todo va a estar bien
Lo qué no sé es se sobreviviré
Sé que todo va a estar bien
Lo qué no sé es se yo me salvaré
Sei que tudo vai ficar bem
Só não sei se vou ficar também
Vida de Cachorro
Pato Fu
Composição: Rita Lee, Arnaldo D. Baptista e Sérgio BaptistaVamos embora companheiro, vamos
Eles estão por fora do que eu sinto por você
Me dê sua pata peluda, vamos passear
Sentindo o cheiro da rua
Me lamba o rosto, meu querido, lamba
E diga que também você me ama
Eu quero ver seu rabo abanando
Vamos ficar sem coleira
Vamos ter cinco lindos cachorrinhos
Até que a morte nos separe, meu amor!
