domingo, 17 de outubro de 2010

esperar...

Eis que mais uma vez o sol desponta na minha janela, esperando que eu corra atrás da luz dele, que me encanta e aquece, mas não tem como tirar as grades que me separam dele. E tudo volta de novo ao mesmo jogo de sempre.

Quem me dera ter a liberdade de ultrapassar fatos da vida como se ultrapassam pedras no caminho. Enfim consogo me desvencilhar das grades, mas o que me resta? O mundo ainda está parado e rodando no mesmo lugar, em redemoinhos de vento e idéias, de acontecimentos, e tudo girando girando como um grande e interminável furacão que só e somente apareceu pra desestruturar todas as possíveis bases que antes estavam sendo formadas.

Não me desculpo por sentir, não me perdoo pelo fato de ser humana e sentir essa vontade imensa...Por que eu? Óbviamente que há muito mais pessoas enroladas nesse meio do que imagino, pessoas que talvez nem imaginem como apareceram ali, naquela casa do dia seguinte, e que se lembram talvez da imensa euforia ao sentir seus pés fora do chão naquele milésimo de segundo que descobriram sua ausência e desde então desapareceram de suas próprias vidas e vivem numa realidade etérea (apesar de a maioria dos conhecidos destes afirmarem estarem presentes com eles durante o dia).

Mas enfim estou onde afinal de contas? Porque assim como sou uma dessas pessoas que~foi jogada em outros mares por tormentas de sensacões, eu não sei bem se me encontro no oceano pacífico, no índico, na puta que te pariu...Sim, não tenho a mínima idéia de onde me encontro agora, eu sei que estou acorrentada ainda, e meio que não consigo quebrar as correntes que me prendem os pés e me mantém girando mais ou menos localizada na mesma região, apesar de me distanciar vez ou outra.

Fato, sou mais livre que pensava, outro fato? Estou mais presa do que pensava também...E o que fazer? Quando se sai do chão contra a sua vontade, e vc simplesmente não consegue mais firmar os pés no chão afinal de contas, nunca se sabe se vai cair em alto mar e ficar boiando, ou vai cair numa cidade grande, uma selva quem sabe? Ou seja o indivíduo fica ali planando, e esperando o momento de pousar num misto de sensacão entre felicidade e ansieddade. E pode ficar suspenso por horas e até meses, anos as vezes, dependendo do caso. É meu caro o caso é mais sério do que se imaginava.

E o que fazer?
Esperar...esperar...esperar...esperar...esperar...

Só esperando p saber...

Um comentário:

, Irgo . disse...

É bom sair do de sempre, facilita a fuga do esmo de si. Mas depois, de volta às voltas e voltas paradas em torno de si e do mesmo. O que fazemos?
A Pau e Pedra e Água e Falta, continuamos caminhos.

Senão por nós, pelos eus que somos juntos, em nossa desesperada espera de ser e não ser. Sozinhos.

Um beijo lis, parabéns pelos escritos.