Wilhelm Richard Wagner (Leipzig, 22 de maio de 1813 — Veneza, 13 de fevereiro de 1883) foi um compositor, maestro, teórico musical, ensaista e poeta alemão, considerado um dos expoentes do romantismo e dos mais influentes compositores de música erudita já surgidos.
Wagner foi responsável por inúmeras inovações para a música, tanto em termos de composição quanto em termos de orquestração. Como compositor de óperas, criou um novo estilo, grandioso, cuja influência sobre a música da época e posterior foi forte. Como poeta, escreveu o libreto de todas as suas óperas.
Infância e juventude
Wilhelm Richard Wagner nasceu a 22 de maio de 1813 em Leipzig, na Saxônia, uma cidade onde já haviam vivido diversos outros artistas de renome, como Bach, Schumann, Mozart, Mendelssohn e Goethe. Sua mãe se chamava Johanna Rosine Pätz. Quanto ao pai, há dúvidas se seria o escrivão de polícia Carl Friedrich Wilhelm Wagner, que vivia maritalmente com Johanna (há dúvidas se eles eram realmente casados; a certidão de casamento nunca foi encontrada) e que morreu apenas seis meses após o nascimento do compositor, 23 de novembro) durante uma epidemia de febre tifóide, ou o pintor e ator Ludwig Geyer, um amigo de Carl. O que se sabe é que, quando o menino tinha apenas dois meses de idade, sua mãe fez uma viagem perigosíssima, atravessando a Alemanha toda ocupada pelas tropas de Napoleão, provavelmente levando o menino consigo, para visitar Ludwig em Teplitz. Tal viagem só pode ser explicada por alguma necessidade urgente. Anos mais tarde Wagner teria confessado a Nietzsche e a sua esposa Cosima que seu verdadeiro pai era Ludwig Geyer, segundo ela atesta no seu diário. Nos últimos anos da vida do compositor, quando ele montou sua casa em Bayreuth, ele pendurou um retrato de Ludwig Geyer na parede, e ele foi o primeiro a notar a estranha semelhança entre aquele retrato e seu filho Siegfried. Ludwig e Johanna se casaram em 28 de agosto de 1814, e um mês depois se fixaram em Dresden.
O pequeno Richard foi criado num ambiente artístico, mas não musical. Seus dois "pais" eram atores amadores; Geyer também era pintor e dramaturgo, e escreveu uma peça, Der bethlehemitische Kindermord (O Massacre dos Inocentes) que foi encenada com sucesso em 1821. Duas irmãs mais velhas de Wagner eram atrizes, Rosalie e Luise, e uma outra tornou-se cantora de ópera, Klara, tendo estreado em 1824 em La Cenerentola de Rossini. Seu tio Adolf era o intelectual da família, e na biblioteca dele Wagner adquiriu bastante cultura. Ele passou um tempo com o tio enquanto seu padrasto sofria de tuberculose.
Tudo que dizia respeito ao teatro enfeitiçava o jovem Wagner, que se sentia transportado da enfadonha realidade e da rotina da vida diária para um mundo de ilusão, mistério e fantasia intoxicante. Para esse garoto cheio de imaginação parecia haver algo de mágico até nos vestiários e armários de apetrechos cênicos. Foi aí também que um lado fortemente erótico da natureza dele foi despertado. O conteúdo dos guarda-roupas de suas irmãs atrizes "exercia uma sedução sutil, um tal charme sobre minha imaginação, que meu coração batia loucamente quando eu tocava um daqueles vestidos", segundo Wagner contaria mais tarde em sua autobiografia, Mein Leben.
Antes de morrer em 30 de novembro de 1821, Geyer já havia notado o talento musical de Wagner, ao ouvi-lo tocar no piano da casa. No entanto, é de se notar quão fragmentários, dispersos e desorientados foram seus estudos musicais nesses primeiros anos. Em 1822, Wagner entra em uma escola religiosa de Dresden. Sob influência de Goethe e de Shakespeare, nessa época escreveu a tragédia Leubald und Adelaide, com o nome Richard Geyer. Em 1825, Wagner começou a tomar lições de piano com um certo Humann. No ano seguinte, a família Geyer o deixa estudando em Dresden e muda-se para Praga. Ainda em 1826, Wagner traduziu doze volumes da Odisséia a partir do grego antigo. Em 1827, ele e a família retornaram para Leipzig, onde havia uma excelente orquestra, a Gewandhaus. Foi ali que ele começou a se nomear Richard Wagner, e onde entrou em contato pela primeira vez com a música de Beethoven. A Sétima Sinfonia teve sobre ele um efeito indescritível. Em 1829 ele ouviu Wilhelmine Schröder-Devrient no Fidelio; ela havia sido admirada nesse papel pelo próprio Beethoven. A fascinação que Wagner sentiu por ela chegou às raias da obsessão. Segundo Wagner, ela era "uma artista como eu nunca vi igual sobre o palco". Ele mandou a ela uma carta fervente de admiração, dizendo que se o mundo ainda ouvisse falar dele, seria graças a ela. Entre 1829 e 1830, Wagner começa a compor mais seriamente, incluindo duas sonatas para piano e um conjunto de cordas, seguidas de um arranjo para piano da Quinta Sinfonia.
Em 1828, Wagner começou a estudar harmonia com Christian Gottlieb Müller, músico da Gewandhaus.[8] A partir de 1830, os estudos musicais de Wagner prosseguiram tomando lições de violino com Robert Sipp, também músico da Gewandhaus, e contraponto, fuga e os princípios da forma de sonata com Christian Theodor Weinlig, Cantor da Igreja de São Tomás de Leipzig, uma venerável instituição musical que já existia desde a época de Bach. Antes de completar dezenove anos, Wagner já tinha composto duas sonatas para piano (em ré menor e fá menor), um quarteto de cordas em ré maior, uma ária para soprano, duas aberturas. Em 1831, ele inicia os estudos na Universidade de Leipzig, encorajado por sua mãe. No ano seguinte, compôs uma sinfonia em dó maior, executada no mesmo ano pela orquestra da Gewandhaus, bem recebida. No mesmo ano Wagner começou a compor uma ópera, Die Hochzeit (As Bodas), baseada numa lenda medieval, mas como sua irmã Rosalie não gostou do libreto, Wagner destruiu o trabalho, restando apenas umas poucas páginas de música.
A primeira ópera completa de Wagner, Die Feen (As Fadas) foi completada em janeiro de 1834, mas só estreou em 1888, depois da morte do compositor. O procedimento de trabalho foi o mesmo que Wagner adotou no restante de sua carreira: um libreto em prosa, que depois era versificado, e por fim a partitura musical. O libreto era do próprio Wagner, baseado em La donna serpente de Carlo Gozzi, que seu tio Adolf tinha traduzido para o alemão. Nessa época, Wagner entrou em contato com a música de Bellini, que ele passou a idolatrar como um verdadeiro deus da ópera. Wagner simplesmente adorava a Norma, I Capuleti e i Montecchi, e outros frutos da musa de Bellini. Também nessa época, o compositor torna-se amigo do novelista alemão Heinrich Laube. Num artigo de junho que ele escreveu para o Neue Zeitschrift für Musik, um jornal de Leipzig pertencente a Laube, ele chega mesmo a atacar a ópera alemã, com suas árias laboriosas, insossas e sem paixão, enquanto que as italianas são melodiosas, bem adequadas à voz, e agradáveis de se ouvir. Esse jornal foi o primeiro espaço aberto para os ensaios escritos por Wagner.
Em 1834 ofereceram a Wagner o cargo de regente no teatro de Magdeburgo. Durante a entrevista com o diretor do teatro na qual conseguiu este emprego, Wagner foi informado de que sua primeira tarefa seria reger Don Giovanni no próximo domingo. Provavelmente não haveria tempo para nenhum ensaio. Assim, Wagner estreou como regente, função na qual sua atuação sempre foi muito louvada. A paixão arrebatadora, o vigor e a energia com que ele regia, por exemplo, a Sétima Sinfonia de Beethoven conquistaram o púbico e a crítica. Quanto à Nona, desde a estréia daquela obra em 1824, ela tinha caído no esquecimento, considerada em toda parte como inexecutável. Foi Wagner quem deu nova vida àquela obra prima do mestre de Bonn.
A composição de Das Liebesverbot (Amor Proibido), segunda ópera de Wagner, ocupou o mestre durante todo o ano de 1835, tendo o libreto sido escrito pelo próprio Wagner no ano anterior. Ele sempre escreveu os libretos de suas próprias óperas, o que o torna uma exceção na história do drama musical, mas ele era egocêntrico demais, e sua concepção artística abrangente demais para que ele pudesse confiar essa tarefa a outra pessoa, embora ele mesmo não se considerasse um grande poeta. Ainda em 1835, morre seu tio Adolf.
A primeira ópera de Wagner apresentada ao grande público, Das Liebesverbot estreou na condução do próprio autor a 29 de março de 1836 e foi um fracasso de proporções colossais[1], que abriu um rombo gigantesco nas já combalidas finanças do compositor. Wagner vivia endividado, e vários fatores contribuíam para isso. Ele tinha o vício do jogo. Ele tinha um apetite insaciável pelas coisas luxuosas, os móveis em estilo requintado, as roupas finas e os perfumes. Ele dava festas suntuosas para seus amigos e era um grande esbanjador. Wagner viveu sempre assim, pedindo dinheiro emprestado e fugindo dos seus credores, até que ele conheceu Luís II, rei da Baviera, que foi quem o salvou dos apuros financeiros.
A 24 de novembro de 1836, Wagner se casou com Christine Wilhelmine "Minna" Planer, uma atriz filha de um mecânico que ele conhecera em Magdeburgo dois anos antes. Esse casamento não foi feliz. O temperamento doméstico e burguês de Minna e seu baixo nível de cultura faziam dela uma companheira inadequada para o gênio extravagante e inquieto que era Richard Wagner.
Em fins de 1836 os débitos de Wagner tinham se acumulado a tal ponto que ele corria o risco de ir parar na prisão por dívidas. Seus credores estavam espalhados por toda a Alemanha, e a única solução que ele teve foi fugir do país. Através de um amigo, Louis Schendelmeisser, que conhecia o diretor do teatro de Riga, na Letônia, Karl von Holtei, Wagner conseguiu ser nomeado regente do teatro daquela cidade, onde vivia uma considerável colônia de alemães. E foi para lá que ele partiu, chegando nessa cidade portuária do mar Báltico no começo de setembro de 1837.
Riga 1837-1839
Em Riga, Wagner teve sérios conflitos com o diretor da ópera, Karl von Holtei. Uma das razões foi a escolha do repertório, mas houve também desavenças pessoais. Circulavam rumores na cidade a respeito do homossexualismo de Holtei, e para calar esses rumores, ele fingia se interessar por várias damas da companhia. Wagner tinha persuadido Minna a abandonar a carreira teatral, e ficou irritado com as tentativas persistentes de Holtei de atraí-la de volta para o teatro. Quando Wagner soube que Holtei estava visitando Minna em sua ausência, e que ele a havia apresentado a um bonito rapaz, um comerciante local, as relações entre o regente e o diretor se tornaram abertamente hostis. No final de 1838 a companhia deveria se apresentar em Mitau. Wagner pegou um resfriado muito forte, mas mesmo assim Holtei insistiu para que ele viajasse junto com os outros. O teatro no qual Wagner teve que trabalhar em Mitau era gelado, e o que era um simples resfriado se transformou numa febre tifóide, que pôs em risco a vida do compositor.
Quando a companhia regressou a Riga, Holtei foi forçado a abandonar a cidade, pois os rumores suscitados pela sua escandalosa reputação atingiram um ponto de saturação. Um novo diretor foi nomeado, mas a direção do teatro também decidiu despedir Wagner, por considerá-lo um sério risco, já que ele poderia ser preso por dívidas a qualquer momento. A situação tornou-se insustentável para Wagner, que praticamente teve que fugir de Riga para escapar dos seus credores. Ele não tinha sequer um passaporte, que lhe havia sido negado pelas autoridades a mando dos credores justamente para prevenir tal fuga.
Paris 1839-1842
Indo por mar até Londres, Wagner seguiu para Paris, onde foi tentar a sorte. Mas a cidade estava dominada naquela época por uma figura gigantesca: o compositor judeu-alemão Giacomo Meyerbeer. Além de ser grande compositor, Meyerbeer era também um astuto homem de negócios. Com seus espetáculos grandiosos e calculados exatamente para satisfazer o gosto do público, ele mantinha o monopólio da bilheteria da Ópera de Paris.
As tentativas de Wagner de encenar Das Liebesverbot em Paris fracassaram, e suas dívidas se acumularam, culminando na sua prisão por dívidas[1] em outubro de 1840. Foi na prisão que Wagner terminou a partitura da sua terceira ópera, Rienzi, que ele começara em Riga. Assim que saiu da prisão, porém, Wagner já tinha na cabeça a idéia de uma outra ópera, Le Vaisseau Fantôme (O Navio Fantasma), e começou a compô-la imediatamente. Uma das primeiras inspirações foi a própria viagem até Paris, em que, em certo momento, o compositor embarcou num velho navio, enfrentando uma terrível tempestade. A situação fez Wagner lembrar da lenda do "Holandês Maldito". A partitura ficou pronta a 19 de novembro de 1841.
Nos últimos meses em Paris, Wagner conseguiu ganhar algum dinheiro fazendo arranjos de partituras de óperas de Donizetti para canto e piano. Essa estadia de Wagner na capital francesa não foi um desastre total. Ele foi apresentado a Liszt, a Berlioz, e a Meyerbeer. A reação do famoso mestre em relação ao jovem compositor não foi hostil. Meyerbeer fez tudo que pode para ajudar Wagner, escrevendo cartas de recomendação a vários teatros da Alemanha. Em março de 1841, Meyerbeer escreveu o seguinte ao diretor da ópera de Dresden, numa carta complementar à partitura completa de Rienzi que Wagner mandara ao mesmo diretor:
Herr Richard Wagner de Leipzig é um jovem compositor que tem não somente uma sólida educação musical mas também muita imaginação; além disso ele tem uma ampla cultura literária e sua situação merece a simpatia de seu país natal em todos esses aspectos. Seu grande desejo é ter sua ópera "Rienzi" representada em Dresden. Eu achei algumas partes que ele tocou para mim dessa obra cheias de imaginação e considerável efeito dramático.
Wagner escreveu a ele em agradecimento:
Que Deus lhe dê alegria em todos os dias de sua linda vida e preserve seus olhos de todo pesar é a prece sincera de seu mui devotado discípulo e servidor, Richard Wagner.
Em abril de 1842, ele e sua esposa deixaram Paris, levando consigo toda sua música e os ainda inacabados manuscritos de Le Vaisseau Fantôme.
A vida em Dresden
Graças à influência de Meyerbeer, Wagner conseguiu estrear Rienzi no Teatro da Corte de Dresden a 20 de outubro de 1842 com grande sucesso, e logo depois foi nomeado Kapellmeister ou diretor artístico e regente do mesmo teatro. Ou seja, uma espécie de "rei" da vida musical na cidade. O cargo era vitalício e o salário muito bom. Em 2 de janeiro do ano seguinte é estreado Der fliegende Hollände (o agora acabado Le Vaisseau Fantôme). Também em Dresden estreou mais uma ópera de Wagner, Tannhäuser em 19 de outubro de 1845, com pouco sucesso. A obra havia sido completamente escrita na cidade, e terminada em 13 de abril.
Numa ida para Berlin encontrou Mendelssohn. Nessa época também visitou Albert, um de seus irmãos, cuja filha Johanna desempenhou o papel de Elisabeth em Tannhauser.
Nessa época, o compositor se interessa cada vez mais pelo drama grego, em particular pela trilogia Oresteia de Ésquilo. Para a criação de Lohengrin o autor leu os clássicos gregos. Ele começou a associar a qualidade dos dramas com os mitos dos povos, e considerou que poderia realizar o mesmo processo em relação às lendas germânicas assim como os gregos. Wagner descobriu a obra de Jacob Grimm, e passou a estudar épicos alemães e a mitologia nórdica. Um de seus escritores favoritos era o poeta Wolfram von Eschenbach, cuja obra Parzival serviu de inspiração para duas de suas obras, Lohengrin e Parsifal. A primeira teve seu libreto terminado em novembro de 1845, e a obra foi completada em 28 de abril de 1848. Nessa obra, Wagner desenvolve o conceito da "melodia contínua".
Atividades revolucionárias
Se quisesse, em Dresden Wagner poderia levar uma vida tranqüila e livre de preocupações financeiras, totalmente dedicado à sua arte. E seria isso que teria acontecido se ele não tivesse se metido em política. Tudo começou quando Wagner tentou introduzir uma série de reformas na orquestra do teatro, cujo principal objetivo era melhorar o desempenho dos músicos a um nível que lhe satisfizesse. Os salários eram baixos, e os músicos forçados a trabalhar demais, com prejuízo à saúde e queda no nível de qualidade. Uma das primeiras coisas que Wagner notou foi a discrepância enorme entre os salários irrisórios dos músicos da orquestra e as somas exorbitantes angariadas por certos cantores solistas com muito menos talento musical; essa anomalia ele estava disposto a corrigir. Músicos velhos deveriam ser aposentados, e instrumentos velhos substituídos por outros novos. O sistema de promoção deveria ser baseado no talento musical, não no tempo de serviço. Ao insistir nessas reformas, Wagner passou a ser muito mal visto pelos seus superiores.
Em fevereiro de 1848, no mesmo mês em que Marx e Engels publicaram o Manifesto do Partido Comunista, estourou na França a revolução que depôs Luís Filipe, o rei burguês. Aos gritos de liberté, l'égalité ou la mort, sublevações estouraram por toda a Europa contra as monarquias absolutas. Na Itália e na Alemanha alguns dos revoltosos tinham por objetivo a unificação dos respectivos países. Wagner também ficou entusiasmado pelos ideais revolucionários. De repente, a música passou para segundo plano nas suas preocupações imediatas e a política para o primeiro. No mesmo ano, o agitador anarquista russo Mikhail Bakunin se refugiou em Dresden, e ele e Wagner se uniram em estreita amizade. Somente numa sociedade alemã totalmente transformada Wagner podia ver a possibilidade de realização dos seus ideais. Os ideais de Wagner nessa época eram fortemente anarquistas, e ele odiava a pomposidade e a perversidade da corte de Dresden. Ele sonhava com a criação de uma nova sociedade alemã, na qual o Volk encontraria expressão numa nova cultura alemã. Movido por esses ideais, Wagner entrou para o Vaterlandsverein, um partido político fundado em março de 1848 para lutar pelo estabelecimento da democracia. Lá, Wagner, Bakunin e outros revolucionários discutiam revolução, republicanismo, socialismo, comunismo e anarquismo.
Sua mãe faleceu em 9 de janeiro de 1848. Em junho, Wagner juntou-se à Guarda Comunal Revolucionária e publicou dois poemas revolucionários e um artigo. O primeiro desses poemas, Gruss aus Sachsen an die Wiener (Saudações Saxãs aos Vienenses) parabenizava os austríacos por terem forçado seu imperador a fugir, e incitava os saxões a seguirem o exemplo. O segundo, Die alte Kampf ist's gegen Osten (A Velha Luta é contra o Leste) conclamava a uma cruzada contra a Rússia reacionária. No artigo intitulado "Que relação existe entre a empreitada republicana e a monarquia?", Wagner descreve a nova utopia saxônica que surgiria após a queda da monarquia, com sufrágio universal, um exército do povo, congresso unicameral e uma nova economia burguesa.
A 8 de maio de 1849 Wagner publicou um artigo anônimo no Volksblätter intitulado "A Revolução". Era um texto altamente inflamatório, glorificando a deusa Revolução. Apesar de anônimo, ninguém parecia ter dúvidas a respeito da autoria.
A 1 de abril Wagner regeu uma apresentação pública da Nona Sinfonia de Beethoven. No final da apresentação Bakunin se levantou do meio da platéia, apertou a mão de Wagner e disse bem alto para que todos ouvissem que, se toda música que já foi escrita se fosse se perder na conflagração mundial que estava para acontecer, esta sinfonia pelo menos teria que ser salva.
A 3 de maio de 1849 o rei da Saxônia recusou as exigências dos democratas e ordenou que a Guarda Comunal se dissolvesse. Numa reunião extremamente exaltada que se seguiu na mesma tarde, os membros do Vaterladsverein decidiram oferecer resistência armada às autoridades, que contou com a participação de Wagner. Ele correu à casa do tenor Tichatschek e persuadiu a aturdida esposa do tenor a entregar as armas que seu marido guardava em casa; a seguir foi inspecionar as barricadas. Tropas prussianas estavam a caminho da cidade, a fim de esmagar a revolução. Wagner tomou posse das impressoras do Volksblätter e mandou imprimir panfletos revolucionários, ao mesmo tempo que mandava seu amigo Semper inspecionar as barricadas e mandava comprar granadas. Wagner passou a sexta-feira 4 de maio junto com Bakunin. No dia seguinte as primeiras tropas prussianas entraram em Dresden, e havia lutas pela cidade toda. Wagner subiu à torre da Kreuzkirche, que era utilizada pelos rebeldes como um excelente ponto de observação. De lá, ele lançou mensagens atadas a pedras a Heubner e Bakunin sobre os movimentos das tropas inimigas. Wagner passou a noite na torre, sob bombardeio contínuo das tropas prussianas. No dia seguinte ele escapou, foi até sua casa e fugiu com Minna para a cidade de Chemnitz (antes Karl-Marx-Stadt), para deixá-la em lugar seguro; mas para horror dela, ele resolveu voltar para o centro da revolta. Em Dresden havia lutas casa a casa, e na prefeitura ocupada pelo rebeldes, os homens estavam desanimados e exaustos após seis noites sem dormir. Wagner foi despachado para Freiberg para chamar reforços. Mas antes que Wagner pudesse retornar a Dresden com reforços de tropas a revolução já tinha sido esmagada.
Wagner juntou-se a Heubner e Bakunin a caminho de Freiberg e sugeriu que eles montassem um governo provisório em Chemnitz. Naquela noite, Wagner e Bakunin dormiram no mesmo sofá. Quando Wagner acordou, Bakunin e Heubner tinham fugido. Wagner correu para onde estava Minna, e os dois rapidamente abandonaram o país.
[editar] Exílio 1849-1860
Os líderes da revolta, Bakunin, Otto Leonhardt Heubner e August Röckel foram condenados à morte (mais tarde as sentenças foram comutadas em prisão perpétua), e se Wagner ousasse pôr os pés em qualquer território alemão teria o mesmo destino, já que os monarcas absolutistas estavam todos unidos contra ele. Wagner se viu então obrigado a passar onze anos fora da Alemanha. Foi um exílio amargo para o compositor. Ele não gostava de Londres, de Paris nem da Suíça, falava mal o francês e achava duro suportar a vida fora da Alemanha.
A rota de fuga passava por Weimar, onde Liszt acolheu Wagner e Minna por alguns dias. Liszt deu algum dinheiro a Wagner e aconselhou que ele fosse para Paris, enquanto Minna ficaria com Liszt. Wagner despediu-se então com grande emoção da esposa e do amigo e seguiu às pressas para a capital francesa, seguindo uma rota sugerida por Liszt que passava pela Suíça e era menos provável que fosse vigiada pela polícia.
Um dia em Paris Wagner entrou na loja Schlesinger de partituras e instrumentos musicais e viu que Meyerbeer estava lá. Ao ouvir a voz de Wagner, Meyerbeer se escondeu atrás de uma cortina, mas Wagner o puxou de lá; mas Meyerbeer, bastante embaraçado, não queria conversar nem ser visto na companhia do notório revolucionário fugitivo, o que é bastante compreensível; afinal de contas, Meyerbeer era na época Oficial da Corte Real da Prússia.
Após essa curta estadia em Paris, Wagner seguiu para a Suíça, onde passaria a maior parte dos seus anos de exílio, principalmente em Zurique. Sua esposa juntou-se a ele meses mais tarde. Apesar de exilado, as óperas de Wagner continuavam sendo representadas na Alemanha e continuavam lhe rendendo dinheiro, o que não impedia que o compositor continuasse cheio de dívidas, devido aos seus hábitos perdulários.
Minna estava cada vez mais rabugenta. Apenas seis meses depois de casados eles já haviam se separado e pensado em se divorciar. Depois se reuniram de novo, mas as brigas, separações e reuniões continuaram. Ela não aprovava de maneira nenhuma o comportamento do marido, e nunca o perdoou pelo seu envolvimento na revolução de Dresden, que destruira para sempre os seus sonhos de uma vida segura como a esposa de um Kapellmeister. Em outubro de 1848, já iniciara o trabalho na gigantesca saga O Anel do Nibelungo, um trabalho hercúleo cuja criação poética e composição musical consumiriam ao todo 26 anos da vida do compositor.
Em outubro de 1850 Otto Wesendonck, um rico empresário, parceiro numa firma de seda de Nova Iorque, chegou a Zurique com sua jovem esposa Mathilde. Wagner conheceu o casal, e se encantou com a jovem e bela Mathilde, sua sensibilidade poética e gosto pela música. Otto também era um homem de grande cultura e refinamento, e passou a ajudar Wagner de muitas maneiras, inclusive financeiramente. Iniciou-se uma abundante troca de correspondência entre Wagner e os Wesendoncks. No mesmo ano são publicados os artigos Die Kunst und die Revolution em fevereiro e Das Judentum in der Musik em setembro. Já no início do ano seguinte é publicado o artigo Oper und Drama, em que o compositor define a ópera como uma globalidade, e não somente música e teatro.
Em 1857 os Wesendoncks construíram uma mansão próxima ao lago de Zurique, num lugar chamado "Montanha Verde". Em seus magníficos jardins foi construída uma segunda casa, que Mathilde batizou de Asyl (refúgio), que seria segundo ela "um verdadeiro refúgio de paz e amizade"; Otto propôs que Wagner fosse morar lá junto com Minna. Wagner aceitou o convite, agradecido; há muito tempo que ele estava à procura de um lugar isolado e calmo onde ele pudesse compor em paz. Minna cuidaria da casa, e a perspectiva de viver a poucos metros de distância da sua Musa encantava Wagner. Quanto à relação que existia entre Wagner e Mathilde, Otto sabia de tudo e não se importava. Só Minna não sabia de nada.
Entre novembro de 1857 e 1 de maio de 1858 Wagner compôs cinco canções para voz e piano sobre poemas de autoria de Mathilde, chamadas de Wesendonck Lieder, que foram orquestradas mais tarde. A paixão entre eles é clara no texto dessas canções. Nessa mesma época, Wagner interrompeu a composição de Siegfried (Das Rheingold e Die Walküre já haviam sido compostas) e começou a compor Tristan und Isolde. Wagner não voltaria a trabalhar no Anel por sete anos.
Todas as noites no Asyl havia serões filosófico-literário-musicais nos quais se discutia interminavelmente Schopenhauer, budismo, abstrações intelectuais e as bases filosóficas da arte. Minna também era convidada, mas era praticamente ignorada. Minna se sentia humilhada e insultada por essa mulher brilhante e atraente que toda manhã vinha conversar com seu marido, dirigindo a ela quando muito uma ou outra frase condescendente. Minna estava ciente de que sua própria beleza estava se esmaecendo, e tomava ópio e outras drogas para aliviar os sintomas de um mal cardíaco que a acometia. Wagner via sua relação com Mathilde como uma espécie de comunhão espiritual entre duas almas gêmeas que se entendiam perfeitamente e compartilhavam os mesmos ideais arte e cultura.
Uma certa manhã de abril de 1858, Minna viu um empregado sair de sua casa carregando uns rolos de papel. Ela o deteve e examinou o que ele estava carregando. Havia papel de música escrita por Wagner, o esboço do prelúdio de Tristão e Isolda e, junto com este, uma carta de amor de Wagner a Mathilde. Aquilo que Minna já suspeitava agora estava confirmado. Ela entrou intempestivamente no quarto onde estava Wagner e esfregou a carta na cara dele. Ele pediu a ela que se acalmasse e não fizesse escândalo. A seguir, Minna foi ter com Mathilde e, proferindo impropérios, esfregou a carta na cara dela também. O escândalo foi tão grande que Wagner e Minna foram obrigados a deixar o Asyl. Enquanto ela voltou para a Saxônia, ele partiu para Veneza. Wagner e Minna se separaram, dessa vez em definitivo, e o divórcio veio logo depois. Minna nunca foi capaz de entender o seu marido; ela é o modelo de Fricka em Die Walküre.
De Veneza, Wagner foi expulso em março de 1859, voltando para Zurique, e estabelecendo-se em Lucerna. Em agosto ele terminou a partitura de Tristão e Isolda. No fim de ano, ele foi a Paris, passando vários meses naquela cidade, convidado pelo próprio imperador Napoleão III a montar Tannhäuser. Assim Wagner conseguiu pala primeira vez realizar seu sonho de montar uma ópera sua em Paris, mas o espetáculo terminou em tumulto, com vaias, apupos e manifestações de desapreço ao compositor alemão. Wagner atribuiu grande parte dessas agitações aos discípulos de Meyerbeer que, segundo ele, vieram estragar o seu espetáculo. O famoso ensaio de Wagner, Das Judentum in der Musik (O Judaísmo na Música) é em parte um ataque contra Meyerbeer.
Dom Pedro II
Ainda em março de 1857 o embaixador brasileiro em Leipzig apareceu inesperadamente em Zurique trazendo uma mensagem para Wagner. Sua Majestade Imperial Dom Pedro II, Imperador do Brasil, estava muito interessado no trabalho de Wagner, e queria que ele fosse para o Rio de Janeiro. Wagner ficou tão surpreso, ele não podia acreditar. Ele mandou partituras ricamente encadernadas e autografadas de O Navio Fantasma, Tannhäuser e Lohengrin para o Brasil, e ficou aguardando uma resposta. Passaram-se muitos meses, e a resposta não veio. Wagner pensou que tinha sido alvo de uma brincadeira. Só muitos anos mais tarde, quando o próprio Pedro II compareceu para cumprimentá-lo pessoalmente no primeiro Festival de Bayreuth, é que Wagner ficou sabendo que o interesse do imperador na sua obra era verdadeiro.
Ainda hoje pode-se ver marcado no livro de visitas do hotel em Bayreuth marcado modestamente: Nome: Pedro II Ocupação: imperador. É de se especular por que Wagner ficou esperando uma resposta e não obteve nenhuma; mas o mais provável é que, por maior que fosse o interesse de Pedro II em trazer Wagner para o Brasil, seus ministros o tenham dissuadido. Afinal de contas, não devemos nos esquecer de que Wagner na época era considerado um revolucionário criminoso, procurado pela polícia na própria Alemanha.
Luís II e Cosima
Em seus onze anos de exílio Wagner tentou várias vezes obter anistia junto ao rei João da Saxônia, mas em vão. Em 1860, finalmente, a anistia foi concedida, e Wagner pode entrar de novo em território alemão. No final de 1861 ele retoma a obra Die Meistersinger von Nürnberg, terminando o libreto no final de janeiro do ano seguinte. Entretanto, Wagner estava numa situação ruim, marcada por viagens e dívidas. Chegou a se esconder em Stuttgart entre março e abril de 1864.
Entretanto, em 10 de março, Luís II torna-se rei da Baviera com apenas dezenove anos de idade, com a morte de seu pai, o rei Maximiliano II. O novo rei era alto, forte e bonito; tinha gosto requintado, era grande apreciador das artes, e fervoroso admirador de Wagner e sua música. Uma das primeiras coisas que o rei fez assim que subiu ao trono foi mandar chamar Richard Wagner à sua corte, que foi recebido em 4 de maio.
Luís II era homossexual, mas a atração que ele sentia por Wagner era espiritual, não física. Era o gênio musical que ele admirava. Entretanto, livros, artigos e até mesmo filmes (como Ludwig de Visconti) têm aparecido aventando uma possível relação homossexual entre Wagner e Luís.
O rei assumiu todas as dívidas de Wagner e concedeu a ele uma pensão de quatro mil florins por ano, suficiente para viver luxuosamente. Wagner passou a residir então numa mansão chamada Villa Pellet, próxima à residência de verão do rei, Castelo de Berg junto ao lago Starnberger (onde posteriormente Luís II morreu afogado). Todos os dias a carruagem real vinha buscar o compositor para levá-lo ao palácio, onde ele passava horas de puro arroubamento discutindo arte com o rei.
No verão de 1864 chegaram à Villa Pellet Hans von Bülow, o regente, pianista e grande amigo e admirador de Wagner, que havia regido várias de suas óperas, e sua esposa Cosima, a filha de Franz Liszt, que Wagner conhecera quando ela era ainda criança. O casal ficou hospedado na residência de Wagner e, pouquíssimo tempo mais tarde, Cosima estava grávida, mas não de Hans. O regente, bastante doente naquela época, pode não ter percebido muito bem o que estava acontecendo, mas quando ele se deu por si já era tarde demais. Sua esposa Cosima e Wagner estavam apaixonados. O pai de Cosima achou essa relação abominável. Ele se deprimiu mais ainda quando Cosima foi o contou que queria se converter ao protestantismo para se casar com Wagner. Cosima conseguiu obter o divórcio de Bülow em 1870. Wagner recebera a notícia da morte de Minna em Dresden quatro anos antes. Wagner e Cosima se casaram a 25 de agosto de 1870.
Cosima revelou-se uma companheira muito mais compreensiva do que Minna. Ela era uma mulher refinadíssima, e não era para menos; afinal de contas, ela era filha de Franz Liszt. Mesmo as relações de Wagner com outras mulheres não a apoquentavam; ela conhecia a alma do marido, sabia do que ele precisava. Havia entre eles uma fidelidade profunda, nascida de uma verdadeira adoração de Cosima pelo deus Richard Wagner. Os dois chegaram até mesmo a fazer um pacto: quando Wagner morresse, ela morreria junto com ele, "numa espécie de eutanásia", o que lembra o final de Tristão e Isolda. Lembra também o duplo suicídio de Hitler e Eva Braun no porão da chancelaria de Berlim em abril de 1945, ou Brünnhilde se jogando sobre a pira funerária de Siegfried.
Wagner não tivera nenhum filho com Minna, mas com Cosima ele teve três: Isolda, Eva e Siegfried.
Em 1865, as vultosas somas que o rei da Baviera estava gastando com Wagner, sem falar no controle que o compositor exercia sobre a política do reino através do seu amigo, causaram uma crise constitucional que pôs a perigo a coroa de Luís II. O rei não teve nenhuma solução senão banir Wagner da Baviera em 6 de dezembro. Com Cosima, Wagner foi então se estabelecer em Tribschen na Suíça, mas a generosa pensão de Luís II continuou a ser paga.
Wagner e Cosima estavam jantando tranqüilamente na sua residência de Tribschen quando chegou uma carta de Luís, a 15 de maio de 1866. O rei estava disposto a renunciar ao trono e abandonar tudo para ir viver junto a Wagner. A situação era delicada. Com muito tato, Wagner e Cosima escreveram a ele dizendo que, se o rei cometesse essa loucura, Wagner perderia sua pensão, jogando a todos numa situação calamitosa. Wagner aconselhou a ele que fosse paciente, se dedicasse aos seus deveres para com a nação, e o deixasse criar suas obras em paz. A situação política era alarmante. Como parte dos planos de Bismarck para a unificação alemã, a Prússia estava prestes a declarar guerra à Áustria. A Baviera teria que escolher um dos lados nessa guerra. Escolheu o lado da Áustria, que foi derrotada. Mas Bismarck permitiu que Luís II conservasse a sua coroa.
Em 1868 Wagner travou amizade com Nietzche, então professor de filologia na Basiléia, que passou a freqüentar assiduamente a sua casa de Tribschen. Os dois se encontraram no fim do ano em Leipzig. A relação com Nietzsche foi muito especial na vida de Wagner, já que Nietzsche era seu fiel admirador e via neste a possibilidade de uma cultura superior, de total afirmação à vida. No entanto, essa relação especial acabou em mútua desilusão, na medida em que Nietzsche passou a desacreditar a cultura como forma de emancipação e perseguir uma ética como estética da existência. Um dos pontos de desinteresse de Nietzsche pela obra do compositor eram os frequentes pontos em comum com a temática e as preocupações cristãs.
O ciclo do Anel do Nibelungo ainda não estava completo, mas a estréia de Das Rheingold se deu em Munique a 22 de setembro de 1869 sob o patrocínio de Luís II, contra a vontade de Wagner, que planejava guardar a estréia para o novo teatro que ele estava planejando construir em Bayreuth. No acordo que Wagner havia assinado com o rei da Baviera, contudo, Luís era proprietário de todas as partituras, com direito a encená-las onde bem entendesse.
A estréia de A Valquíria se deu no mesmo Teatro da Corte de Munique, a 26 de junho de 1870, também contra a vontade de Wagner, que não esteve presente nessa estréia nem na anterior. No auditório estavam presentes Liszt, Brahms, Saint-Saëns e o violinista Joseph Joachim. O país estava num clima de guerra, e o público adorou as donzelas guerreiras de Wagner. O público reagiu com aplausos e ovações ao grito de batalha de Brünnhilde, e às palavras de Wotan denn wo kühn Kräfte sich regen, da rat' ich offen zum Krieg ("Quando poderes audaciosos se enfrentam, eu geralmente aconselho a guerra"), o público todo se levantou e aplaudiu, transformando o espetáculo num verdadeiro espetáculo de chauvinismo germânico, para embaraço de alguns franceses presentes, entre eles Saint-Saëns.
A guerra entre a França e a Prússia estourou a 19 de julho; desta vez todos os estados alemães estavam unidos com a Prússia, inclusive a Baviera. A guerra terminou com a proclamação do Império Alemão (Segundo Reich). A Luís II foi permitido preservar sua coroa, assim como a outros príncipes alemães, mas agora submetidos ao Rei da Prússia (Kaiser ou Imperador Alemão).
O primeiro Festival de Bayreuth
Há muito tempo Wagner sonhava com a construção de um teatro que fosse uma meca, um centro de peregrinação para os amantes de sua arte de todo o mundo. Luís II, que tinha paixão pela arquitetura e adorava construir majestosos castelos e suntuosos palácios, apoiava Wagner nesse projeto. Mas as finanças do reino estavam combalidas pela guerra, e havia forte oposição política a mais esse projeto nababesco. Houve, portanto, dificuldades de financiamento. Wagner recebeu propostas de Londres, Chicago, e até mesmo de Pedro II, imperador do Brasil, que lhe ofereciam ajuda e um local para a construção do teatro, mas no final ele acabou escolhendo Bayreuth. Vários motivos o levaram a fazer essa escolha. A cidade ficava na Baviera, mas próxima à fronteira norte, ocupando uma posição geográfica próxima ao centro do território alemão. Não havia lá nenhuma temporada teatral regular, nenhum spa ou centro turístico por perto; ou seja, nada para desviar a atenção ou concorrer com o seu festival. E as autoridades certamente apoiariam um projeto que traria novo comércio e daria nova vida ao local. O único defeito da cidade — mas isso Wagner só descobriria mais tarde — era ser demasiado chuvosa.
Wagner bolou um sistema de financiamento em que ricos patrocinadores do mundo inteiro comprariam Patronatscheine, cédulas de patrocínio que dariam direito a poltronas durante o festival. Houve poucas vendas, e o esquema falhou. O projeto se arrastou por vários anos até que Luís II, juntamente com a Duquesa Helena da Rússia, o Sultão da Turquia e o Quediva do Egito vieram em socorro de Wagner.
A 21 de novembro de 1874 Wagner colocou a dupla barra final na partitura de Götterdämmerung. A composição do Anel estava finalmente terminada.
A 13 de agosto de 1876 teve início o primeiro Festival de Bayreuth. Uma verdadeira galáxia de celebridades do mundo inteiro se deslocou para Bayreuth para assistir ao evento. Entre eles, podemos citar: Guilherme I, Imperador da Alemanha; Pedro II, Imperador do Brasil; Luís II, Rei da Baviera; Friedrich Nietzsche e sua irmã Elizabeth; entre os compositores: Franz Liszt, Camille Saint-Saëns, Anton Bruckner, Pyotr Ilyich Tchaikovsky.
Morte em Veneza
A composição de Parsifal, a última ópera de Wagner, foi iniciada em Bayreuth em agosto de 1877, e terminada a 13 de janeiro de 1882. Estreou a 30 de julho do mesmo ano. Nessa época ele já desenvolve um problema cardíaco, sofrendo seu primeiro ataque cardíaco.
Nos últimos anos de vida, Wagner adquiriu o hábito de ir passar todos os invernos na Itália; ele sempre detestou o frio. Em setembro de 1882 ele deixou Bayreuth pela última vez e foi para Veneza com a mulher e os filhos, e lá se instalou no Palazzo Vendramin, então de propriedade do Duque della Grazia. A família Wagner ocupou uma suíte de dezoito aposentos, que ele decorou magnificamente e mandou borrifar de perfumes delicados. Iam visitá-lo Liszt, o regente judeu Hermann Levi (o primeiro a reger Parsifal), o pianista judeu Joseph Rubinstein (assistente musical de Wagner desde 1872), o pintor judeu Paul Jukovsky — durante toda a sua vida, Wagner sempre teve muitos amigos judeus — o compositor Engelbert Humperdinck. Wagner e Cosima liam seus autores prediletos: Shakespeare, Goethe, Schiller e Calderón de la Barca. Às vezes Wagner tocava ao piano alguma fuga de Bach.
Na última visita que fez a Wagner, a 13 de janeiro de 1883, Liszt tocou uma peça que compôs de improviso, La Gondole Lugubre. A peça figura a procissão de uma gôndola fúnebre pelos canais de Veneza. Parece que Liszt pressentia que esta seria sua última visita. Exatamente um mês mais tarde, em 13 de fevereiro, Wagner morreu subitamente de um ataque cardíaco, nos braços de Cosima e cercado pelos filhos. Seu funeral foi realizado em Bayreuth.
Após a morte de Wagner, a direção do Festival de Bayreuth passou para sua viúva, Cosima. Ela renunciou em 1906, e seu filho Siegfried assumiu a direção. Cosima e Siegfried morreram ambos em 1930, e a direção do festival passou então para a viúva de Siegfried, Winifred Wagner. Winifred era nazista e muito amiga de Adolf Hitler, por isso ao final da guerra ela foi condenada à prisão com sursis e afastada da direção do teatro; assumiram então seus dois filhos, Wieland e Wolfgang. Entretanto, Wieland morreu em 1966, e Wolfgang continuou no cargo até 2008, quando deixou o cargo.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Cuidado passante te afaste...
Tenho veneno, sangue e suor
Minha ira e tristeza vibram
Na mesma medida que a alegria
Aqui pulsa vermelho e branco
Transpondo internamente sempre
A pureza em vermelho...
O veermelho em pureza...
Afasta-te pois de uma vez
Ou fica e se prepara para a vida
Tormentas de felicidade e sonho
De profunda melancolia virão
Todas serão assimiladas a fundo
E você não tem escolha meu caro
Senão me seguir, ou verás enfim
A morte em vida e o contrário
Todo o caos do mundo sobrevive
Em sentimentos intransponiveis aqui
Onde você se enforcou em gozo
É tempestade de arte e desastres
Furacões, tomentas, vendavais
Tudo será levado em apenas 1 minuto
Um minuto de silêncio por favor
E meu pulso caótico continua sempre
Respirando arte,
fazendo vida,
vivendo a ira
e ironizando a parte...
É tudo uma questão de sensibildade
Tenho veneno, sangue e suor
Minha ira e tristeza vibram
Na mesma medida que a alegria
Aqui pulsa vermelho e branco
Transpondo internamente sempre
A pureza em vermelho...
O veermelho em pureza...
Afasta-te pois de uma vez
Ou fica e se prepara para a vida
Tormentas de felicidade e sonho
De profunda melancolia virão
Todas serão assimiladas a fundo
E você não tem escolha meu caro
Senão me seguir, ou verás enfim
A morte em vida e o contrário
Todo o caos do mundo sobrevive
Em sentimentos intransponiveis aqui
Onde você se enforcou em gozo
É tempestade de arte e desastres
Furacões, tomentas, vendavais
Tudo será levado em apenas 1 minuto
Um minuto de silêncio por favor
E meu pulso caótico continua sempre
Respirando arte,
fazendo vida,
vivendo a ira
e ironizando a parte...
É tudo uma questão de sensibildade
domingo, 26 de setembro de 2010
No, no intentes disculparte
No juegues a insistir
Las excusas ya existían antes de ti
No, no me mires como antes
No hables en plural
La retórica es tu arma más letal
Voy a pedirte que no vuelvas más
Siento que me duelas todavia aquí
Adentro
Y que a tu edad sepas bién lo que es
Romperle el corazón a alguién así
No se puede vivir con tanto veneno
La esperanza que me da tu amor
No me la dió más nadie
Te juro, no miento
No se puede vivir con tanto veneno
No se puede dedicar el alma
A acumular intentos
Pesa más la rabia que el cemento
Espero que no esperes que te espere
Después de mis 26
La paciencia se me ha ido hasta los pies
Y voy deshojando margaritas
Y mirando sin mirar
Para ver si así te irritas y te vas
Voy a pedirte que no vuelvas más
Siento que me duelas todavia aquí
Adentro
Y que a tu edad sepas bién lo que es
Romperle el corazón a alguién así
No se puede vivir con tanto veneno
La esperanza que me dió tu amor
No me la dió más nadie
Te juro, no miento
No se puede morir con tanto veneno
No se puede dedicar el alma
A acumular intentos
Pesa más la rabia que el cemento
No se puede vivir con tanto veneno
No se puede vivir con tanto veneno
No juegues a insistir
Las excusas ya existían antes de ti
No, no me mires como antes
No hables en plural
La retórica es tu arma más letal
Voy a pedirte que no vuelvas más
Siento que me duelas todavia aquí
Adentro
Y que a tu edad sepas bién lo que es
Romperle el corazón a alguién así
No se puede vivir con tanto veneno
La esperanza que me da tu amor
No me la dió más nadie
Te juro, no miento
No se puede vivir con tanto veneno
No se puede dedicar el alma
A acumular intentos
Pesa más la rabia que el cemento
Espero que no esperes que te espere
Después de mis 26
La paciencia se me ha ido hasta los pies
Y voy deshojando margaritas
Y mirando sin mirar
Para ver si así te irritas y te vas
Voy a pedirte que no vuelvas más
Siento que me duelas todavia aquí
Adentro
Y que a tu edad sepas bién lo que es
Romperle el corazón a alguién así
No se puede vivir con tanto veneno
La esperanza que me dió tu amor
No me la dió más nadie
Te juro, no miento
No se puede morir con tanto veneno
No se puede dedicar el alma
A acumular intentos
Pesa más la rabia que el cemento
No se puede vivir con tanto veneno
No se puede vivir con tanto veneno
'A Origem', um filme complexo e fascinante
Leo é só o chamariz. Roubar sonhos não é atividade solitária, mas de grupo. Foto: Divulgação
Christopher Nolan é hoje a melhor prova de que existe vida inteligente em Hollywood. Mais do que David Lynch em Império dos Sonhos, ele investiga o universo da mente em A Origem. O filme é sobre um ladrão de sonhos contratado para plantar uma ideia no inconsciente de um homem. Só nesse conceito já está impressa uma reflexão sobre o que é o cinema. Não se trata de construir sonhos, de plantar ideias no imaginário do espectador?
Cinéfilo de carteirinha lembra-se da cena de Cavaleiro das Trevas em que Batman e o Curinga ficam invertidos, mas Nolan filma de um jeito como se estivessem frente a frente, naquele andaime. O diretor já vinha invertendo códigos desde Amnésia, onde contou sua história de trás para a frente, e Insônia, onde transformou em pura luz a natureza sombria do filme noir. Batman e o Curinga invertidos podiam ser figuras emprestadas às pesquisas visuais de M.C. Escher. O artista voltas agora na arquitetura dos sonhos de A Origem. Para roubar uma ideia é preciso fazer uma pessoa sonhar com ela. O sonho tem de ser cuidadosamente planejado e executado. Exige um arquiteto e um conjunto de profissionais para colocar o processo em marcha.
Grupal. Roubar sonhos não é uma atividade solitária, mas de grupo. Leonardo DiCaprio pode ser o chamariz de elenco de A Origem, mas a dramaturgia do filme refere-se ao grupo. Os sonhos de DiCaprio têm até uma mulher fatal, interpretada por Marion Cotillard. Ela morreu, mas vive invadindo os sonhos do ex-marido. Ele quer manter os momentos que tiveram no passado, mas Marion transforma-se num vírus perigoso, que o impede de reencontrar os filhos. A Origem é, no limite, uma ficção científica, mas, como diz Nolan, o que importa não é a ciência, mas o humano. Compare com James Cameron e a imensa revolução tecnológica de Avatar. A Origem tem 400 planos digitalizados contra os cerca de 2 mil que Nolan afirma serem normais numa produção deste porte.
A técnica é importante, mas as ideias são mais. O desafio de Nolan é radicalizar o conceito de cinema de autor no blockbuster. Você já viu esses conflitos de tempo e espaço em obras de Alain Resnais, por exemplo, mas o que Nolan propõe é outra coisa. Ele mistura os códigos de um cinema feito para o grande público a histórias mais difíceis e até inacessíveis. É o cinema do futuro, que já chegou - popularização da alta cultura. Seu arauto foi Peter Jackson, na trilogia O Senhor dos Anéis, que adaptou da saga erudita de JRR Tolkien. Nolan tem como faróis diretores como Stanley Kubrick, Terrence Malick, Nicolas Roeg, Ridley Scott. E Orson Welles, autor do maior noir já feito - A Marca da Maldade.
Interessa-lhe Escher, mais do que Matrix, cujos personagens também dormem, ligados a computadores, à espera do Escolhido. Não existe escolhido em A Origem, assim como já havia, embutida, uma crítica ao super-herói em O Cavaleiro das Trevas. A ‘inception’ é o McGuffin da trama, recurso hitchcockiano que desencadeia o relato e, a rigor, não significa nada. O tema é a busca da felicidade. Como o velho protagonista de O Mensageiro do Amor, de Joseph Losey, DiCaprio precisa se libertar da influência da flor mortal representada por Marion, mas permanece uma dúvida, um twist final. O desfecho é real ou sonhado? A Origem é rico em referências e subtextos. Você não precisa deles para viajar na poderosa carga emocional deste novo marco do cinemão de autor.
A Origem - Original: Inception. Direção: Christopher Nolan. Gênero: Ação ( 148 min.)Censura: 14 anos. Cotação: Excelente
Christopher Nolan é hoje a melhor prova de que existe vida inteligente em Hollywood. Mais do que David Lynch em Império dos Sonhos, ele investiga o universo da mente em A Origem. O filme é sobre um ladrão de sonhos contratado para plantar uma ideia no inconsciente de um homem. Só nesse conceito já está impressa uma reflexão sobre o que é o cinema. Não se trata de construir sonhos, de plantar ideias no imaginário do espectador?
Cinéfilo de carteirinha lembra-se da cena de Cavaleiro das Trevas em que Batman e o Curinga ficam invertidos, mas Nolan filma de um jeito como se estivessem frente a frente, naquele andaime. O diretor já vinha invertendo códigos desde Amnésia, onde contou sua história de trás para a frente, e Insônia, onde transformou em pura luz a natureza sombria do filme noir. Batman e o Curinga invertidos podiam ser figuras emprestadas às pesquisas visuais de M.C. Escher. O artista voltas agora na arquitetura dos sonhos de A Origem. Para roubar uma ideia é preciso fazer uma pessoa sonhar com ela. O sonho tem de ser cuidadosamente planejado e executado. Exige um arquiteto e um conjunto de profissionais para colocar o processo em marcha.
Grupal. Roubar sonhos não é uma atividade solitária, mas de grupo. Leonardo DiCaprio pode ser o chamariz de elenco de A Origem, mas a dramaturgia do filme refere-se ao grupo. Os sonhos de DiCaprio têm até uma mulher fatal, interpretada por Marion Cotillard. Ela morreu, mas vive invadindo os sonhos do ex-marido. Ele quer manter os momentos que tiveram no passado, mas Marion transforma-se num vírus perigoso, que o impede de reencontrar os filhos. A Origem é, no limite, uma ficção científica, mas, como diz Nolan, o que importa não é a ciência, mas o humano. Compare com James Cameron e a imensa revolução tecnológica de Avatar. A Origem tem 400 planos digitalizados contra os cerca de 2 mil que Nolan afirma serem normais numa produção deste porte.
A técnica é importante, mas as ideias são mais. O desafio de Nolan é radicalizar o conceito de cinema de autor no blockbuster. Você já viu esses conflitos de tempo e espaço em obras de Alain Resnais, por exemplo, mas o que Nolan propõe é outra coisa. Ele mistura os códigos de um cinema feito para o grande público a histórias mais difíceis e até inacessíveis. É o cinema do futuro, que já chegou - popularização da alta cultura. Seu arauto foi Peter Jackson, na trilogia O Senhor dos Anéis, que adaptou da saga erudita de JRR Tolkien. Nolan tem como faróis diretores como Stanley Kubrick, Terrence Malick, Nicolas Roeg, Ridley Scott. E Orson Welles, autor do maior noir já feito - A Marca da Maldade.
Interessa-lhe Escher, mais do que Matrix, cujos personagens também dormem, ligados a computadores, à espera do Escolhido. Não existe escolhido em A Origem, assim como já havia, embutida, uma crítica ao super-herói em O Cavaleiro das Trevas. A ‘inception’ é o McGuffin da trama, recurso hitchcockiano que desencadeia o relato e, a rigor, não significa nada. O tema é a busca da felicidade. Como o velho protagonista de O Mensageiro do Amor, de Joseph Losey, DiCaprio precisa se libertar da influência da flor mortal representada por Marion, mas permanece uma dúvida, um twist final. O desfecho é real ou sonhado? A Origem é rico em referências e subtextos. Você não precisa deles para viajar na poderosa carga emocional deste novo marco do cinemão de autor.
A Origem - Original: Inception. Direção: Christopher Nolan. Gênero: Ação ( 148 min.)Censura: 14 anos. Cotação: Excelente
Pulso de um dia de tango
Me toma por assalto e possui o meu corpo
Num momento repentino todo o silencio é vivo
E as palavras e desejos antes temidos
Se transformam em uma só chama intensa
Algumas pausas, alguns passos e espera
Mas tudo num ritmo só, num riso escondido
que expressa a lua cheia que combriria
Mais tarde, naquela mesma noite de dança
Lado frente frente pausa frente lado
O pulso do tango marcando freneticamente
a noite que lembrava o dia complexo...
lado frente frente pausa frente lado
Pulsa, pulso e a transparência da nudez
Tu me atinges aos poucos e eu me entrego
Anjo da luz e das sombras da noite
Façamos que dure...esse dia de sombras
...
Façamos que dure, mas calculadamente
O misto de frieza e intensidade é fato
Necessário nesse tempo de espera...
Eu farei com que dure...calmamente...
Num momento repentino todo o silencio é vivo
E as palavras e desejos antes temidos
Se transformam em uma só chama intensa
Algumas pausas, alguns passos e espera
Mas tudo num ritmo só, num riso escondido
que expressa a lua cheia que combriria
Mais tarde, naquela mesma noite de dança
Lado frente frente pausa frente lado
O pulso do tango marcando freneticamente
a noite que lembrava o dia complexo...
lado frente frente pausa frente lado
Pulsa, pulso e a transparência da nudez
Tu me atinges aos poucos e eu me entrego
Anjo da luz e das sombras da noite
Façamos que dure...esse dia de sombras
...
Façamos que dure, mas calculadamente
O misto de frieza e intensidade é fato
Necessário nesse tempo de espera...
Eu farei com que dure...calmamente...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Não te afobes meu caro
Não te afobes meu caro
Com as coisas da vida
O tempo é curto mas é vivo
E o fluxo de amigos vai e volta
Não te afobes meu caro
Tua identidade vai se perder
Seu caminho se distorcer
Mas você sobreviverá
Não te afobes meu caro
O desespero é tristeza e ira
E assim como tudo na vida
Ele também hei de passar
Não te afobes meu caro
Seu amor é imenso e dual
Assim como futuros amores
Mas no fim tudo é experiência
Não te afobes meu caro
Seu querido amigo se foi
Mas enquanto presente ele sabia
Da sua imensa dedicação
Não te afobes meu caro
Todo mundo morre um pouco
E nasce um pouco todo dia
Só continue no caminho...
Não te afobes meu caro...
EVF
Porque me preocupo c vc! rsrsrs
Com as coisas da vida
O tempo é curto mas é vivo
E o fluxo de amigos vai e volta
Não te afobes meu caro
Tua identidade vai se perder
Seu caminho se distorcer
Mas você sobreviverá
Não te afobes meu caro
O desespero é tristeza e ira
E assim como tudo na vida
Ele também hei de passar
Não te afobes meu caro
Seu amor é imenso e dual
Assim como futuros amores
Mas no fim tudo é experiência
Não te afobes meu caro
Seu querido amigo se foi
Mas enquanto presente ele sabia
Da sua imensa dedicação
Não te afobes meu caro
Todo mundo morre um pouco
E nasce um pouco todo dia
Só continue no caminho...
Não te afobes meu caro...
EVF
Porque me preocupo c vc! rsrsrs
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Cuidado gente, cuidado
A COISA ESTÁ FICANDO PRETA. PATRULHAMENTO GERAL
O primeiro jornalista a sofrer cerceamento do direito de bem informar, em consequência dos seus verdadeiros, contundentes e procedentes comentários contra os desmandos do atual governo, foi o
Boris Casoy. De acordo com o noticiário da época, ele foi demitido a pedido do próprio Lula.
Entretanto aos olhos dos menos atentos, a coisa vem se agravando de maneira avassaladora e perigosa, senão vejamos:
O Programa do Jô tirou do ar (sem dar qualquer satisfação ao público) o quadro "As Meninas do Jô" que era apresentado às quartas feiras onde as jornalistas Lilian Witifibe, Ana Maria Tahan, Cristiana Lobo, Lúcia Hippólito e, por vezes, outras mais, traziam à público e debatiam todas
as falcatruas perpetradas por essa corja de corruptos que se apossou do país. As entrevistas sobre temas políticos não têm sido mais levadas a efeito atualmente. Virou um programa de amenidades e sem qualquer brilhantismo.
O jornalista Arnaldo Jabor, considerado desafeto pelo governo atual, vem sofrendo, de forma velada e sistemática, todo tipo retaliação. Já foi processado, condenado, amordaçado e por aí vai. Sua participação diária, às 07:10 na Rádio CBN tem se limitado a assuntos sem a relevância que tinha, haja vista que está impedido de falar sobre assuntos que envolvam a política nacional e o atual governo.
A jornalista Lúcia Hippólito, que tinha uma participação diária, às 07:55 hs na Rádio CBN, não está mais ocupando o microfone da emissora como fazia e nenhum comunicado foi feito pelo âncora do horário, o jornalista Heródoto Barbeiro. Sorrateiramente, colocaram-na como âncora em outro horário, onde enfoca matérias mais amenas e sem a habitual, verdadeira e procedente contundência.
Diogo Mainard, da Revista Veja, além de processado, vem sofrendo várias ameaças de morte por parte do jornal do MR-8 (que faz parte da base aliada ao Lula) e de integrantes dos chamados "Movimentos Sociais".
O jornal "Estadão" de São Paulo está sob forte censura governamental há pelo menos 300 dias.
Pelo que se vê, Fidel Castro está fazendo escola na América do Sul.
O primeiro a colocar em prática estes ensinamentos, aniquilando o direito de imprensa foi Hugo Chaves, e pelo andar da carruagem o nosso PresiMENTE está trilhando pelo mesmo caminho.
Constitucionalmente:
Onde está o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO?
Onde está o
LIVRE DIREITO DE MANIFESTAÇÃO?
Onde está a
LIBERDADE DE EXPRESSÃO?
Onde está a
LIBERDADE DE UMA NAÇÃO?
Este poema diz muito sobre a atualidade:
Poema DA MENTE
Affonso Romano de Sant`Anna
Há um presidente que mente,
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele, mente sincera/mente,
Mais que mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão nacional/mente,
Que acha que mentindo história afora,
Vai nos enganar eterna/mente.
ESSE TEXTO DEVE-SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU, PARA QUE NA ÉPOCA DAS ELEIÇÕES CONSIGAMOS FREAR A ESCALADA DO MAL!!!
ACORDA BRASIL, ENQUANTO É TEMPO, E REAJA.
O primeiro jornalista a sofrer cerceamento do direito de bem informar, em consequência dos seus verdadeiros, contundentes e procedentes comentários contra os desmandos do atual governo, foi o
Boris Casoy. De acordo com o noticiário da época, ele foi demitido a pedido do próprio Lula.
Entretanto aos olhos dos menos atentos, a coisa vem se agravando de maneira avassaladora e perigosa, senão vejamos:
O Programa do Jô tirou do ar (sem dar qualquer satisfação ao público) o quadro "As Meninas do Jô" que era apresentado às quartas feiras onde as jornalistas Lilian Witifibe, Ana Maria Tahan, Cristiana Lobo, Lúcia Hippólito e, por vezes, outras mais, traziam à público e debatiam todas
as falcatruas perpetradas por essa corja de corruptos que se apossou do país. As entrevistas sobre temas políticos não têm sido mais levadas a efeito atualmente. Virou um programa de amenidades e sem qualquer brilhantismo.
O jornalista Arnaldo Jabor, considerado desafeto pelo governo atual, vem sofrendo, de forma velada e sistemática, todo tipo retaliação. Já foi processado, condenado, amordaçado e por aí vai. Sua participação diária, às 07:10 na Rádio CBN tem se limitado a assuntos sem a relevância que tinha, haja vista que está impedido de falar sobre assuntos que envolvam a política nacional e o atual governo.
A jornalista Lúcia Hippólito, que tinha uma participação diária, às 07:55 hs na Rádio CBN, não está mais ocupando o microfone da emissora como fazia e nenhum comunicado foi feito pelo âncora do horário, o jornalista Heródoto Barbeiro. Sorrateiramente, colocaram-na como âncora em outro horário, onde enfoca matérias mais amenas e sem a habitual, verdadeira e procedente contundência.
Diogo Mainard, da Revista Veja, além de processado, vem sofrendo várias ameaças de morte por parte do jornal do MR-8 (que faz parte da base aliada ao Lula) e de integrantes dos chamados "Movimentos Sociais".
O jornal "Estadão" de São Paulo está sob forte censura governamental há pelo menos 300 dias.
Pelo que se vê, Fidel Castro está fazendo escola na América do Sul.
O primeiro a colocar em prática estes ensinamentos, aniquilando o direito de imprensa foi Hugo Chaves, e pelo andar da carruagem o nosso PresiMENTE está trilhando pelo mesmo caminho.
Constitucionalmente:
Onde está o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO?
Onde está o
LIVRE DIREITO DE MANIFESTAÇÃO?
Onde está a
LIBERDADE DE EXPRESSÃO?
Onde está a
LIBERDADE DE UMA NAÇÃO?
Este poema diz muito sobre a atualidade:
Poema DA MENTE
Affonso Romano de Sant`Anna
Há um presidente que mente,
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele, mente sincera/mente,
Mais que mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão nacional/mente,
Que acha que mentindo história afora,
Vai nos enganar eterna/mente.
ESSE TEXTO DEVE-SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU, PARA QUE NA ÉPOCA DAS ELEIÇÕES CONSIGAMOS FREAR A ESCALADA DO MAL!!!
ACORDA BRASIL, ENQUANTO É TEMPO, E REAJA.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida
regular como um paradigma da 1a conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético
de nos torturar com um aposto. Casou com uma regência.
Foi feliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas
expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
Paulo Leminski
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida
regular como um paradigma da 1a conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético
de nos torturar com um aposto. Casou com uma regência.
Foi feliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas
expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
Paulo Leminski
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Clarice por Clarice
“Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria. Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar algum bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada mas que nem por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove. Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto — serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de ‘dois e dois são quatro’ é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou! Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo. Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto...”
Clarice Linspector - Biografia e Bibliografia
• 1920Clarice Lispector
- Nasce Clarice Lispector a 10 de dezembro em Tchetchelnik, aldeia da Ucrânia, filha de Marieta e Pedro Lispector.
• 1921
- Clarice Lispector chega ao Brasil com dois meses de idade, razão pela qual se considera muito mais brasileira do que russa,e vai residir em Maceió.
• 1924
- A família se transfere para Recife, onde Clarice passa a sua infância, em um prédio da Praça Maciel Pinheiro. Estuda no Grupo Escolar João Barbalho, passando daí para o Ginásio Pernambucano.
• 1930
- Falece sua mãe.
• 1933
- Pedro Lispector transfere-se com a família para o Rio de Janeiro, passando Clarice a estudar no Colégio Sílvio Leite. Nesse período lê bastante, não só a literatura romântica de Delly, como também as obras de escritores consagrados como Júlio Dinis, Eça de Queirós, José de Alencar e Dostoiewski.
• 1938
- Prepara-se, no Colégio Andrews, para ingressar na Faculdade de Direito.
- Nessa época, freqüenta uma pequena biblioteca de aluguel na Rua Rodrigo Silva, onde escolhe os livros pelo título. Descobre, ocasionalmente, a obra de Katherine Mansfield.
• 1940
- Entra para a Faculdade Nacional de Direito.
- Falece seu pai.
• 1941
- Redatora da Agência Nacional, trabalha ao lado de Lúcio Cardoso, que se tornaria um de seus melhores amigos.
• 1942
- Enquanto cursa a faculdade, começa a escrever seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem.
• 1943
- Trabalha em A Noite como redatora, indo depois para o Diário da Tarde, onde faz uma página feminina assinada por llka Soares.
- Naturaliza-se brasileira.
- Casa-se com o diplomata Mauri Gurgel Valente, em 23 janeiro.
• 1944
- Acompanha o marido a Nápoles. Nessa cidade presta ajuda a um hospital de soldados brasileiros.
- Começa a escrever O Lustre.
- Publica o primeiro livro, Perto do Coração Selvagem, pela editora A Noite. Neste mesmo ano o romance é laureado com o PrêmioGraça Aranha.
• 1946
- Publica, pela Agir, O Lustre.
• 1946
- Reside em Berna, de onde viaja para a Espanha.
• 1949
- França e Itália. Conhece Ungaretti e De Chirico.
• 1949
- Em 10 de setembro nasce, em Berna, seu primeiro filho, Pedro.
• 1950
- Regressa ao Rio de Janeiro.
• 1951
- Passa seis meses em Torkway, na Inglaterra, onde faz as primeiras anotações para A Maçã no Escuro.
• 1952
- Publica Alguns Contos.
- Escreve a crônica "Entre Mulheres" para a revista Comício, sob o pseudônimo de Teresa Quadros.
• 1952-1959
- Reside em Washington.
• 1953
- Em 10 fevereiro, nasce o segundo filho, Paulo.
• 1958-1959
- Colabora para a revista Senhor.
• 1959
- Separa-se do marido e passa a residir definitivamente, com os filhos, no Rio de Janeiro.
• 1959-1960
- Assina, sob o pseudônimo de Helen Palmer, a coluna "Feira de Utilidades", publicada no Correio da Manhã.
• 1962
- Recebe o Prêmio Carmem Dolores pelo romance A Maçã no Escuro.
• 1963
- Pronuncia, no Texas, a conferência "Literatura Atual no Brasil".
• 1967
- Fica gravemente ferida por causa de um incêndio em seu apartamento.
• 1967-1973
- Escreve crônica semanal, aos sábados, para o Jornal do Brasil.
• 1968
- Passa a integrar a Ordem da Calunga, da Campanha Nacional da Criança.
• 1969
- Recebe o prêmio Golfinho de Ouro.
• 1975
- Participa do 1º Congresso Mundial de Bruxaria, em Bogotá, com o texto "Literature and Magic".
• 1977
- Publica uma série de entrevistas em Fatos e Fotos, sob o título de "Diálogos Possíveis com Clarice Lispector".
- Falece em 9 de dezembro.
Bibliografia
No Brasil:
•Alguns Contos. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde, 1952.
• Água-Viva. Rio de Janeiro: Artenova, 1973.
• Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres. Rio de Janeiro: Sabiá, 1969.
• A Bela e a Fera. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1979.
• A Cidade Sitiada. Capa de Santa Rosa. Rio de Janeiro: A Noite, 1949.
Laços de família
• Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Fundação Museu da Imagem e do Som, 1991. (Depoimentos, 7).
• Clarice Lispector. Seleção de textos, notas, estudos biográfico, histórico e crítico e exercícios por Samira Youssel Campedelli e Benjamim Abdala Jr. São Paulo: Abril Educação, 1981.
• De Corpo Inteiro, Rio de Janeiro: Artenova, 1975.
• A Descoberta do Mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.
• Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Sabiá, 1971.
• Laços de Família. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1960.
• A Legião Estrangeira. Rio de Janeiro: Ed. do Autor, 1964.
• O Lustre. Capa de Santa Rosa. Rio de Janeiro: Agir, 1946.
• A Imitação da Rosa. Rio de Janeiro: Artenova, 1973.
• A Hora da Estrela. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977.
• A Maçã no Escuro. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1961.
• O Mistério do Coelho Pensante. Uma Estória Policial para Crianças. Rio de Janeiro: José Álvaro, 1967.
• Mistério em São Cristóvão. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde, 1952.
• A Mulher Que Matou os Peixes. Desenhos de Carlos Scliar. Rio de Janeiro: Sabiá, 1968.
• Onde Estivestes de Noite? Rio de Janeiro: Artenova, 1974.
• A Paixão segundo G.H. Rio de Janeiro: Ed. do Autor, 1964.
• A Paixão segundo G.H. Edição crítica coordenada por Benedito Nunes. Paris, Association Archieves de la Littérature Latino-Americaine, des Caraibes et Africaines du XXe. Siécle; Brasília: CNPQ, 1988.
• Para Não Esquecer. São Paulo: Ática, 1978.
• Perto do Coração Selvagem. Capa de Santa Rosa. Rio de Janeiro: A Noite, 1944.
• Quase Verdade. Rio de Janeiro: Rocco, 1967.
• Seleta. Seleção e texto-montagem de Renato Cordeiro Gomes. Estudos e notas de Amariles Guimarães Hill. Brasília: INL, 1975.
• Um Sopro de Vida. Pulsações. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1978.
• A Via Crucis do Corpo. Rio de Janeiro: Artenova, 1974.
• A Vida Íntima de Laura. Rio de Janeiro: José Olympio, 1974.
• Visão do Esplendor. Impressões Leves. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1975.
No exterior:
• Água Viva. Traduit par Regina Helena de Oliveira Machado. Paris: Des Femmes, 1980.
• Der Apfel im Dunkeln [A Maçã no Escuro]. Deutsch von Curt Meyer-Clason. Hamburg: Claasen, 1964.
• Der Apfel im Dunkeln [A Maçã no Escuro]. Aus dem brasilianischen Portugiesisch von Curt Meyer-Clason. Frankfurt: Suhrkamp, 1983.
• Un Apprendistato o II Libro dei Piaceri. Traduzione e introduzione di Rita Desti; con una nota di Luciana Stegagno Picchio. Torino: La Rosa, 1981.
• Un Aprendizaje o El Libro de los Praceres. Traducción de Juan García Gayo. Buenos Aires: Sudamericana, 1973.
• The Appel in the Dark. Translated by Gregory Rabassa. London: Virago, 1985.
• Le Bâtisseur de Ruines [A Maçã no Escuro]. Traduit du brésilien par Violante do Canto. Paris: Gallimard, 1970.
• Blizko divokého srdce zivota [Perto do Coração Selvagem]. Prelozila Pavla Lidmilová. Praha: Odeon, 1973.
• La Belle et la Bête [A Bela e a Fera] suivi de Passion des Corps [A Via Crucis do Corpo]. Traduit par Claude Farny. Paris, Des Femmes, 1985.
• Cerca del Corazón Salvaje. Traducción de Basilio Losada. Madrid: Alfaguara, 1977.
• Discovering the World. Translated and introduced by Giovanni Pontiero. Manchester: Carcanet, 1992.
• Eine Lehre oder Das Buch der Lüste [Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres]. Aus dem brasilianischen Portugiesisch von Christiane Schrübbers. Berlim: Lilith, 1982.
• Family Ties. Translated by Giovanni Pontiero. Austin: University of Texas, 1984.
• The Foreign Legion. Stories and Chronicles. Translated by Giovanni Pontiero. Manchester: Carcanet, 1986.
• L'Heure de l'Étoile. Traduit par Marguerite Wuncher. Paris: Des Femmes, 1984.
• The Hour of the Star. Translated by Giovanni Pontiero. Manchester: Carcanet, 1986.
• Liens de Famille. Traduit par Jacques et Teresa Thiérot. Paris: Des Femmes, 1989.
• Le Lustre. Traduit par Jacques et Teresa Thiérot. Paris: Des Femmes, 1990.
• La Manzana en la Oscuridad. Traducción de Juan García Gayo. Buenos Aires: Sudamericana, 1974.
• Die Nachahmung der Rose [A Imitaçâo da Rosa]. Übertragung aus dem Brasilianischen und Nachwort von Curt Meyer-Clason. Frankfurt: Suhrkamp, 1982.
• Nahe dem wilden Herzen [Perto do Coração Selvagem]. Aus dem brasilianischen Portugiesisch von Ray-Güde Mertin. Frankfurt: Suhrkamp, 1983.
• Near to the Wild Heart. Translated by Giovanni Pontiero. Manchester: Carcanet, 1990.
• Okmzik pro hvezdu [A Hora da Estrela]. In: Pet brazilsky'ch novel. Praha: Odeon, 1981.
• Où Etais-tu pendant la Nuit? Traduit par Genevive Leibrich et Nicole Biros. Paris: Des Femmes, 1985.
• La Passion selon G.H. Traduit par Claude Farny. Paris: Des Femmes, 1978.
• La Passione secondo G.H. Traduit par Adelina Alletti; con una nota di Angelo Morino. Torino: La Rosa, 1982.
• Près du Coeur Sauvage. Traduit par Denise Teresa Moutonnier. Paris: Plon, 1954.
• Près du Coeur Sauvage. Traduit par Regina Helena de Oliveira Machado. Paris: Des Femmes, 1981.
Traduções:
Bibliografia
• CHRISTIE, Agatha. A Carga. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1974.
_____. Cai o Pano. O Último Caso de Hercule Poirot. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, s.d.
• CHAGALL, Bela. Luzes Acesas. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1975.
• CRENSHAW, Mary Ann. A Receita Natural para Ser Bonita. Rio de Janeiro: Artenova, 1975.
• LAINÉ, Pascal. A Rendeira. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
• MACLEAN, Alistair. A Segunda Aurora. s.n.t.
• MENNINGER, Karl. O Pecado de Nossa Época. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975.
• POE, E. Allan. O Gato Preto e Outras Histórias de Allan Poe. Rio de Janeiro: Ed. de Ouro, s.
- Nasce Clarice Lispector a 10 de dezembro em Tchetchelnik, aldeia da Ucrânia, filha de Marieta e Pedro Lispector.
• 1921
- Clarice Lispector chega ao Brasil com dois meses de idade, razão pela qual se considera muito mais brasileira do que russa,e vai residir em Maceió.
• 1924
- A família se transfere para Recife, onde Clarice passa a sua infância, em um prédio da Praça Maciel Pinheiro. Estuda no Grupo Escolar João Barbalho, passando daí para o Ginásio Pernambucano.
• 1930
- Falece sua mãe.
• 1933
- Pedro Lispector transfere-se com a família para o Rio de Janeiro, passando Clarice a estudar no Colégio Sílvio Leite. Nesse período lê bastante, não só a literatura romântica de Delly, como também as obras de escritores consagrados como Júlio Dinis, Eça de Queirós, José de Alencar e Dostoiewski.
• 1938
- Prepara-se, no Colégio Andrews, para ingressar na Faculdade de Direito.
- Nessa época, freqüenta uma pequena biblioteca de aluguel na Rua Rodrigo Silva, onde escolhe os livros pelo título. Descobre, ocasionalmente, a obra de Katherine Mansfield.
• 1940
- Entra para a Faculdade Nacional de Direito.
- Falece seu pai.
• 1941
- Redatora da Agência Nacional, trabalha ao lado de Lúcio Cardoso, que se tornaria um de seus melhores amigos.
• 1942
- Enquanto cursa a faculdade, começa a escrever seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem.
• 1943
- Trabalha em A Noite como redatora, indo depois para o Diário da Tarde, onde faz uma página feminina assinada por llka Soares.
- Naturaliza-se brasileira.
- Casa-se com o diplomata Mauri Gurgel Valente, em 23 janeiro.
• 1944
- Acompanha o marido a Nápoles. Nessa cidade presta ajuda a um hospital de soldados brasileiros.
- Começa a escrever O Lustre.
- Publica o primeiro livro, Perto do Coração Selvagem, pela editora A Noite. Neste mesmo ano o romance é laureado com o PrêmioGraça Aranha.
• 1946
- Publica, pela Agir, O Lustre.
• 1946
- Reside em Berna, de onde viaja para a Espanha.
• 1949
- França e Itália. Conhece Ungaretti e De Chirico.
• 1949
- Em 10 de setembro nasce, em Berna, seu primeiro filho, Pedro.
• 1950
- Regressa ao Rio de Janeiro.
• 1951
- Passa seis meses em Torkway, na Inglaterra, onde faz as primeiras anotações para A Maçã no Escuro.
• 1952
- Publica Alguns Contos.
- Escreve a crônica "Entre Mulheres" para a revista Comício, sob o pseudônimo de Teresa Quadros.
• 1952-1959
- Reside em Washington.
• 1953
- Em 10 fevereiro, nasce o segundo filho, Paulo.
• 1958-1959
- Colabora para a revista Senhor.
• 1959
- Separa-se do marido e passa a residir definitivamente, com os filhos, no Rio de Janeiro.
• 1959-1960
- Assina, sob o pseudônimo de Helen Palmer, a coluna "Feira de Utilidades", publicada no Correio da Manhã.
• 1962
- Recebe o Prêmio Carmem Dolores pelo romance A Maçã no Escuro.
• 1963
- Pronuncia, no Texas, a conferência "Literatura Atual no Brasil".
• 1967
- Fica gravemente ferida por causa de um incêndio em seu apartamento.
• 1967-1973
- Escreve crônica semanal, aos sábados, para o Jornal do Brasil.
• 1968
- Passa a integrar a Ordem da Calunga, da Campanha Nacional da Criança.
• 1969
- Recebe o prêmio Golfinho de Ouro.
• 1975
- Participa do 1º Congresso Mundial de Bruxaria, em Bogotá, com o texto "Literature and Magic".
• 1977
- Publica uma série de entrevistas em Fatos e Fotos, sob o título de "Diálogos Possíveis com Clarice Lispector".
- Falece em 9 de dezembro.
Bibliografia
No Brasil:
•Alguns Contos. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde, 1952.
• Água-Viva. Rio de Janeiro: Artenova, 1973.
• Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres. Rio de Janeiro: Sabiá, 1969.
• A Bela e a Fera. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1979.
• A Cidade Sitiada. Capa de Santa Rosa. Rio de Janeiro: A Noite, 1949.
Laços de família
• Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Fundação Museu da Imagem e do Som, 1991. (Depoimentos, 7).
• Clarice Lispector. Seleção de textos, notas, estudos biográfico, histórico e crítico e exercícios por Samira Youssel Campedelli e Benjamim Abdala Jr. São Paulo: Abril Educação, 1981.
• De Corpo Inteiro, Rio de Janeiro: Artenova, 1975.
• A Descoberta do Mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.
• Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Sabiá, 1971.
• Laços de Família. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1960.
• A Legião Estrangeira. Rio de Janeiro: Ed. do Autor, 1964.
• O Lustre. Capa de Santa Rosa. Rio de Janeiro: Agir, 1946.
• A Imitação da Rosa. Rio de Janeiro: Artenova, 1973.
• A Hora da Estrela. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977.
• A Maçã no Escuro. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1961.
• O Mistério do Coelho Pensante. Uma Estória Policial para Crianças. Rio de Janeiro: José Álvaro, 1967.
• Mistério em São Cristóvão. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde, 1952.
• A Mulher Que Matou os Peixes. Desenhos de Carlos Scliar. Rio de Janeiro: Sabiá, 1968.
• Onde Estivestes de Noite? Rio de Janeiro: Artenova, 1974.
• A Paixão segundo G.H. Rio de Janeiro: Ed. do Autor, 1964.
• A Paixão segundo G.H. Edição crítica coordenada por Benedito Nunes. Paris, Association Archieves de la Littérature Latino-Americaine, des Caraibes et Africaines du XXe. Siécle; Brasília: CNPQ, 1988.
• Para Não Esquecer. São Paulo: Ática, 1978.
• Perto do Coração Selvagem. Capa de Santa Rosa. Rio de Janeiro: A Noite, 1944.
• Quase Verdade. Rio de Janeiro: Rocco, 1967.
• Seleta. Seleção e texto-montagem de Renato Cordeiro Gomes. Estudos e notas de Amariles Guimarães Hill. Brasília: INL, 1975.
• Um Sopro de Vida. Pulsações. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1978.
• A Via Crucis do Corpo. Rio de Janeiro: Artenova, 1974.
• A Vida Íntima de Laura. Rio de Janeiro: José Olympio, 1974.
• Visão do Esplendor. Impressões Leves. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1975.
No exterior:
• Água Viva. Traduit par Regina Helena de Oliveira Machado. Paris: Des Femmes, 1980.
• Der Apfel im Dunkeln [A Maçã no Escuro]. Deutsch von Curt Meyer-Clason. Hamburg: Claasen, 1964.
• Der Apfel im Dunkeln [A Maçã no Escuro]. Aus dem brasilianischen Portugiesisch von Curt Meyer-Clason. Frankfurt: Suhrkamp, 1983.
• Un Apprendistato o II Libro dei Piaceri. Traduzione e introduzione di Rita Desti; con una nota di Luciana Stegagno Picchio. Torino: La Rosa, 1981.
• Un Aprendizaje o El Libro de los Praceres. Traducción de Juan García Gayo. Buenos Aires: Sudamericana, 1973.
• The Appel in the Dark. Translated by Gregory Rabassa. London: Virago, 1985.
• Le Bâtisseur de Ruines [A Maçã no Escuro]. Traduit du brésilien par Violante do Canto. Paris: Gallimard, 1970.
• Blizko divokého srdce zivota [Perto do Coração Selvagem]. Prelozila Pavla Lidmilová. Praha: Odeon, 1973.
• La Belle et la Bête [A Bela e a Fera] suivi de Passion des Corps [A Via Crucis do Corpo]. Traduit par Claude Farny. Paris, Des Femmes, 1985.
• Cerca del Corazón Salvaje. Traducción de Basilio Losada. Madrid: Alfaguara, 1977.
• Discovering the World. Translated and introduced by Giovanni Pontiero. Manchester: Carcanet, 1992.
• Eine Lehre oder Das Buch der Lüste [Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres]. Aus dem brasilianischen Portugiesisch von Christiane Schrübbers. Berlim: Lilith, 1982.
• Family Ties. Translated by Giovanni Pontiero. Austin: University of Texas, 1984.
• The Foreign Legion. Stories and Chronicles. Translated by Giovanni Pontiero. Manchester: Carcanet, 1986.
• L'Heure de l'Étoile. Traduit par Marguerite Wuncher. Paris: Des Femmes, 1984.
• The Hour of the Star. Translated by Giovanni Pontiero. Manchester: Carcanet, 1986.
• Liens de Famille. Traduit par Jacques et Teresa Thiérot. Paris: Des Femmes, 1989.
• Le Lustre. Traduit par Jacques et Teresa Thiérot. Paris: Des Femmes, 1990.
• La Manzana en la Oscuridad. Traducción de Juan García Gayo. Buenos Aires: Sudamericana, 1974.
• Die Nachahmung der Rose [A Imitaçâo da Rosa]. Übertragung aus dem Brasilianischen und Nachwort von Curt Meyer-Clason. Frankfurt: Suhrkamp, 1982.
• Nahe dem wilden Herzen [Perto do Coração Selvagem]. Aus dem brasilianischen Portugiesisch von Ray-Güde Mertin. Frankfurt: Suhrkamp, 1983.
• Near to the Wild Heart. Translated by Giovanni Pontiero. Manchester: Carcanet, 1990.
• Okmzik pro hvezdu [A Hora da Estrela]. In: Pet brazilsky'ch novel. Praha: Odeon, 1981.
• Où Etais-tu pendant la Nuit? Traduit par Genevive Leibrich et Nicole Biros. Paris: Des Femmes, 1985.
• La Passion selon G.H. Traduit par Claude Farny. Paris: Des Femmes, 1978.
• La Passione secondo G.H. Traduit par Adelina Alletti; con una nota di Angelo Morino. Torino: La Rosa, 1982.
• Près du Coeur Sauvage. Traduit par Denise Teresa Moutonnier. Paris: Plon, 1954.
• Près du Coeur Sauvage. Traduit par Regina Helena de Oliveira Machado. Paris: Des Femmes, 1981.
Traduções:
Bibliografia
• CHRISTIE, Agatha. A Carga. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1974.
_____. Cai o Pano. O Último Caso de Hercule Poirot. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, s.d.
• CHAGALL, Bela. Luzes Acesas. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1975.
• CRENSHAW, Mary Ann. A Receita Natural para Ser Bonita. Rio de Janeiro: Artenova, 1975.
• LAINÉ, Pascal. A Rendeira. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
• MACLEAN, Alistair. A Segunda Aurora. s.n.t.
• MENNINGER, Karl. O Pecado de Nossa Época. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975.
• POE, E. Allan. O Gato Preto e Outras Histórias de Allan Poe. Rio de Janeiro: Ed. de Ouro, s.
Entrevista sobre gatos
Porque uma auto entrevista sobre gatos?
Porque é um animal que merece ser valorizado e comentado ainda que seja numa autoentrevista.
As pessoas normalmente preferem cachorros, porque você prefere gatos?
Tem uma frase que explica bem esse meu sentimento: "Prefiro os gatos aos cachorros porque quando chingo e peço pra ficar sozinho, o gato não volta com o rabo abanando". Ou seja gatos são mais espertos e inteligentes.
E quanto às ofensas que as pessoas normalmente atribuem aos gatos? Metido, falso, não é carinhoso, arisco, interesseiro.
Pra saber lidar com os gatos é necessário ter a consciência de que você precisa conquistá-lo, ele não é idiota e carente a ponto de ficar fazendo gracinhas pra você a troco de nada. Se um gato percebe que você não é amigo, ele vai se afastar de você. Ele não é falso nem interesseiro, mas outro erro de criação normalmente é tratar os animais como seres burros e como propriedades sua. Se vc for estupido e interesseiro, no sentido de só se aproximar do bichinho quando quer atenção. Ele vai agir da mesma maneira com você. É preciso ter consciência de que apesar de ser um animal, os animais de estimação tem vontades e necessidades que precisam ser respeitadas. Arisco também é outro erro de criação ser rigido com um gato significa perde-lo para outro dono. Quando ele tiver oportunidade vai sair de sua casa e se for adotado tem a possibilidade de adotar esse novo dono.
Há quanto tempo o gato é bicho de estimação?
Os gatos tem uma longa história, adorados como deuses e enviados dos céus no egito chegaram a ser considerados demônios na idade média. Foi nesse periodo que surgiu a história de gatos com "bruxas" e o mito do gato preto. Mas institucionalizou-se mesmo como animal de estimação só nos fins do século dezoito para o início do século dezenove.
Quantas raças existem atualmente?
Provavelmente entre 1.000 e 1.500. O processo de criação de raças começou a pouco mais de um século, então o número de raças descobertas ainda são incertas.
A qual família biológica os gatos pertencem?
À família dos felídios na subdivisão da família felinae, na divisão dos gatos selvagens. Porque é o seguinte: Os felídeos se subdividem em taxonomia indeterminada(chitas), subfamilia patherinae(Linhagem da pantera), e a subfamília felinae (que se dividem entre gatos selvagens, ocelotes, e também a linhagem da pantera), e os gatos domésticos fazem parte do grupo dos gatos selvagens.
Como assim grupo dos gatos selvagens?
O grupo dos gatos selvagens tem como maior representante o gato selvagem africano que pode pesar até 16 kg. Mas tem como membros do grupo Gato de Pallas, Gato do mato, Gato Pardo, Gato-de Savana, Gato do deserto chinês, Gato selvagem e o gato doméstico.
Mas você acha então que gato é o melhor animal de estimação para uma pessoa ter?
Depende da pessoa. Todo animal tem seu espaço e merece respeito. E cada pessoa combina com um tipo de animal. Mas o que acho é que é injusta a fama que atribuem aos gatos. Eles são animais carinhosos, respeitadores e leais.
Quantos animais de estimação vc já teve?
No total? xD
2 porquinhos da índia, 1 hamster, 1 maritaca, 7 cachorros, 3 coelhos e aproximadamente 92, mas isso durante toda a vida.
Bom é isso, tenham animais de estimação
xD
Porque é um animal que merece ser valorizado e comentado ainda que seja numa autoentrevista.
As pessoas normalmente preferem cachorros, porque você prefere gatos?
Tem uma frase que explica bem esse meu sentimento: "Prefiro os gatos aos cachorros porque quando chingo e peço pra ficar sozinho, o gato não volta com o rabo abanando". Ou seja gatos são mais espertos e inteligentes.
E quanto às ofensas que as pessoas normalmente atribuem aos gatos? Metido, falso, não é carinhoso, arisco, interesseiro.
Pra saber lidar com os gatos é necessário ter a consciência de que você precisa conquistá-lo, ele não é idiota e carente a ponto de ficar fazendo gracinhas pra você a troco de nada. Se um gato percebe que você não é amigo, ele vai se afastar de você. Ele não é falso nem interesseiro, mas outro erro de criação normalmente é tratar os animais como seres burros e como propriedades sua. Se vc for estupido e interesseiro, no sentido de só se aproximar do bichinho quando quer atenção. Ele vai agir da mesma maneira com você. É preciso ter consciência de que apesar de ser um animal, os animais de estimação tem vontades e necessidades que precisam ser respeitadas. Arisco também é outro erro de criação ser rigido com um gato significa perde-lo para outro dono. Quando ele tiver oportunidade vai sair de sua casa e se for adotado tem a possibilidade de adotar esse novo dono.
Há quanto tempo o gato é bicho de estimação?
Os gatos tem uma longa história, adorados como deuses e enviados dos céus no egito chegaram a ser considerados demônios na idade média. Foi nesse periodo que surgiu a história de gatos com "bruxas" e o mito do gato preto. Mas institucionalizou-se mesmo como animal de estimação só nos fins do século dezoito para o início do século dezenove.
Quantas raças existem atualmente?
Provavelmente entre 1.000 e 1.500. O processo de criação de raças começou a pouco mais de um século, então o número de raças descobertas ainda são incertas.
A qual família biológica os gatos pertencem?
À família dos felídios na subdivisão da família felinae, na divisão dos gatos selvagens. Porque é o seguinte: Os felídeos se subdividem em taxonomia indeterminada(chitas), subfamilia patherinae(Linhagem da pantera), e a subfamília felinae (que se dividem entre gatos selvagens, ocelotes, e também a linhagem da pantera), e os gatos domésticos fazem parte do grupo dos gatos selvagens.
Como assim grupo dos gatos selvagens?
O grupo dos gatos selvagens tem como maior representante o gato selvagem africano que pode pesar até 16 kg. Mas tem como membros do grupo Gato de Pallas, Gato do mato, Gato Pardo, Gato-de Savana, Gato do deserto chinês, Gato selvagem e o gato doméstico.
Mas você acha então que gato é o melhor animal de estimação para uma pessoa ter?
Depende da pessoa. Todo animal tem seu espaço e merece respeito. E cada pessoa combina com um tipo de animal. Mas o que acho é que é injusta a fama que atribuem aos gatos. Eles são animais carinhosos, respeitadores e leais.
Quantos animais de estimação vc já teve?
No total? xD
2 porquinhos da índia, 1 hamster, 1 maritaca, 7 cachorros, 3 coelhos e aproximadamente 92, mas isso durante toda a vida.
Bom é isso, tenham animais de estimação
xD
O dia em que nasci moura e pereça,
O dia em que nasci moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao Mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.
A luz lhe falte, O Sol se [lhe] escureça,
Mostre o Mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.
As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.
Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao Mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.
A luz lhe falte, O Sol se [lhe] escureça,
Mostre o Mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.
As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.
Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!
Luis Vaz de Camões
Poeta português. As informações sobre a sua biografia são relativamente escassas e pouco seguras, apoiando-se num número limitado de documentos e breves referências dos seus contemporâneos. A própria data do seu nascimento, assim como o local, é incerta, tendo sido deduzida a partir de uma Carta de Perdão real de 1553. A sua família teria ascendência galega, embora se tenha fixado em Portugal séculos antes. Pensa-se que estudou em Coimbra, mas não se conserva qualquer registo seu nos arquivos universitários.
Serviu como soldado em Ceuta, por volta de 1549-1551, aí perdendo um olho. Em 1552, de regresso a Lisboa, esteve preso durante oito meses por ter ferido, numa rixa, Gonçalo Borges, um funcionário da corte. Data do ano seguinte a referida Carta de Perdão, ligada a essa ocorrência. Nesse mesmo ano, seguiu para a Índia. Nos anos seguintes, serviu no Oriente, ora como soldado, ora como funcionário, pensando-se que esteve mesmo em território chinês, onde teria exercido o cargo de Provedor dos Defuntos e Ausentes, a partir de 1558. Em 1560 estava de novo em Goa, convivendo com algumas das figuras importantes do seu tempo (como o vice-rei D. Francisco Coutinho ou Garcia de Orta). Em 1569 iniciou o regresso a Lisboa. No ano seguinte, o historiador Diogo do Couto, amigo do poeta, encontrou-o em Moçambique, onde vivia na penúria. Juntamente com outros antigos companheiros, conseguiu o seu regresso a Portugal, onde desembarcou em 1570. Dois anos depois, D. Sebastião concedeu-lhe uma tença, recompensando os seus serviços no Oriente e o poema épico que entretanto publicara, Os Lusíadas. Camões morreu a 10 de Junho de 1580, ao que se diz, na miséria. No entanto, é difícil distinguir aquilo que é realidade, daquilo que é mito e lenda romântica, criados em torno da sua vida.
Da obra de Camões foram publicados, em vida do poeta, três poemas líricos, uma ode ao Conde de Redondo, um soneto a D. Leonis Pereira, capitão de Malaca, e o poema épico Os Lusíadas. Foram ainda representadas as peças teatrais Comédia dos Anfitriões, Comédia de Filodemo e Comédia de El-Rei Seleuco. As duas primeiras peças foram publicadas em 1587 e a terceira, apenas em 1645, integrando o volume das Rimas de Luís de Camões, compilação de poesias líricas antes dispersas por cancioneiros, e cuja atribuição a Camões foi feita, em alguns casos, sem critérios rigorosos. Um volume que o poeta preparou, intitulado Parnaso, foi-lhe roubado.
Na poesia lírica, constituída por redondilhas, sonetos, canções, odes, oitavas, tercetos, sextinas, elegias e éclogas, Camões conciliou a tradição renascentista (sob forte influência de Petrarca, no soneto) com alguns aspectos maneiristas. Noutras composições, aproveitou elementos da tradição lírica nacional, numa linha que vinha já dos trovadores e da poesia palaciana, como por exemplo nas redondilhas «Descalça vai para a fonte» (dedicadas a Lianor), «Perdigão perdeu a pena», ou «Aquela cativa» (que dedicou a uma sua escrava negra). É no tom pessoal que conferiu às tendências de inspiração italiana e na renovação da lírica mais tradicional que reside parte do seu génio.
Na poesia lírica avultam os poemas de temática amorosa, em que se tem procurado solução para as muitas lacunas em relação à vida e personalidade do poeta. É o caso da sua relação amorosa com Dinamene, uma amada chinesa que surge em alguns dos seus poemas, nomeadamente no conhecido soneto «Alma minha gentil que te partiste», ou de outras composições, que ilustram a sua experiência de guerra e do Oriente, como a canção «Junto dum seco, duro, estéril monte».
No tratamento dado ao tema do amor é possível encontrar, não apenas a adopção do conceito platónico do amor (herdado da tradição cristã e da tradição e influência petrarquista) com os seus princípios básicos de identificação do sujeito com o objecto de amor («Transforma-se o amador na cousa amada»), de anulação do desejo físico («Pede-me o desejo, Dama, que vos veja / Não entende o que pede; está enganado.») e da ausência como forma de apurar o amor, mas também o conflito com a vivência sensual desse mesmo amor. Assim, o amor surge, à maneira petrarquista, como fonte de contradições, tão bem expressas no justamente célebre soneto «Amor é fogo que arde sem se ver», entre a vida e a morte, a água e o fogo, a esperança e o desengano, inefável, mas, assim mesmo, fundamental à vida humana. A concepção da mulher, outro tema essencial da lírica camoniana, em íntima ligação com a temática amorosa e com o tratamento dado à natureza (que, classicamente vista como harmoniosa e amena, a ela se associa, como fonte de imagens e metáforas, como termo comparativo de superlativação da beleza da mulher, e, à maneira das cantigas de amigo, como cenário e/ou confidente do drama amoroso), oscila igualmente entre o pólo platónico (ideal de beleza física, espelho da beleza interior, manifestação no mundo sensível da Beleza do mundo inteligível), representado pelo modelo de Laura, que é predominante (vejam-se a propósito os sonetos «Ondados fios de ouro reluzente» e «Um mover d'olhos, brando e piedoso»), e o modelo renascentista de Vénus.
Temas mais abstractos como o do desconcerto do mundo (expresso no soneto «Verdade, Amor, Razão, Merecimento» ou na esparsa «Os bons vi sempre passar/no mundo graves tormentos»), a passagem inexorável do tempo com todas as mudanças implicadas, sempre negativas do ponto de vista pessoal (como observa Camões no soneto «Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades»), as considerações de ordem autobiográfica (como nos sonetos «Erros meus, má fortuna, amor ardente» ou «O dia em que eu nasci, moura e pereça», que transmitem a concepção desesperançada, pessimista, da vida própria), são outros temas dominantes da poesia lírica de Camões.
No entanto, foi com Os Lusíadas que Camões, embora postumamente, alcançou a glória. Poema épico, seguindo os modelos clássicos e renascentistas, pretende fixar para a posteridade os grandes feitos dos portugueses no Oriente. Aproveitando a mitologia greco-romana, fundindo-a com elementos cristãos, o que, na época, e mesmo mais tarde, gerou alguma controvérsia, Camões relata a viagem de Vasco da Gama, tomando-a como pretexto para a narração da história de Portugal, intercalando episódios narrativos com outros de cariz mais lírico, como é o caso do da «Linda Inês». Os Lusíadas vieram a ser considerados o grande poema épico nacional. Toda a obra de Camões, de resto, influenciou a posterior literatura portuguesa, de forma particular durante o Romantismo, criando muitos mitos ligados à sua vida, mas também noutras épocas, inclusivamente a actual. No século XIX, alguns escritores e pensadores realistas colaboraram na preparação das comemorações do terceiro centenário da sua morte, pretendendo que a figura de Camões permitisse uma renovação política e espiritual de Portugal.
Amplamente traduzido e admirado, é considerado por muitos a figura cimeira da língua e da literatura portuguesas. São suas a colectânea das Rimas (1595, obra lírica), o Auto dos Anfitriões, o Auto de Filodemo (1587), o Auto de El-Rei Seleuco (1645) e Os Lusíadas (1572).
Serviu como soldado em Ceuta, por volta de 1549-1551, aí perdendo um olho. Em 1552, de regresso a Lisboa, esteve preso durante oito meses por ter ferido, numa rixa, Gonçalo Borges, um funcionário da corte. Data do ano seguinte a referida Carta de Perdão, ligada a essa ocorrência. Nesse mesmo ano, seguiu para a Índia. Nos anos seguintes, serviu no Oriente, ora como soldado, ora como funcionário, pensando-se que esteve mesmo em território chinês, onde teria exercido o cargo de Provedor dos Defuntos e Ausentes, a partir de 1558. Em 1560 estava de novo em Goa, convivendo com algumas das figuras importantes do seu tempo (como o vice-rei D. Francisco Coutinho ou Garcia de Orta). Em 1569 iniciou o regresso a Lisboa. No ano seguinte, o historiador Diogo do Couto, amigo do poeta, encontrou-o em Moçambique, onde vivia na penúria. Juntamente com outros antigos companheiros, conseguiu o seu regresso a Portugal, onde desembarcou em 1570. Dois anos depois, D. Sebastião concedeu-lhe uma tença, recompensando os seus serviços no Oriente e o poema épico que entretanto publicara, Os Lusíadas. Camões morreu a 10 de Junho de 1580, ao que se diz, na miséria. No entanto, é difícil distinguir aquilo que é realidade, daquilo que é mito e lenda romântica, criados em torno da sua vida.
Da obra de Camões foram publicados, em vida do poeta, três poemas líricos, uma ode ao Conde de Redondo, um soneto a D. Leonis Pereira, capitão de Malaca, e o poema épico Os Lusíadas. Foram ainda representadas as peças teatrais Comédia dos Anfitriões, Comédia de Filodemo e Comédia de El-Rei Seleuco. As duas primeiras peças foram publicadas em 1587 e a terceira, apenas em 1645, integrando o volume das Rimas de Luís de Camões, compilação de poesias líricas antes dispersas por cancioneiros, e cuja atribuição a Camões foi feita, em alguns casos, sem critérios rigorosos. Um volume que o poeta preparou, intitulado Parnaso, foi-lhe roubado.
Na poesia lírica, constituída por redondilhas, sonetos, canções, odes, oitavas, tercetos, sextinas, elegias e éclogas, Camões conciliou a tradição renascentista (sob forte influência de Petrarca, no soneto) com alguns aspectos maneiristas. Noutras composições, aproveitou elementos da tradição lírica nacional, numa linha que vinha já dos trovadores e da poesia palaciana, como por exemplo nas redondilhas «Descalça vai para a fonte» (dedicadas a Lianor), «Perdigão perdeu a pena», ou «Aquela cativa» (que dedicou a uma sua escrava negra). É no tom pessoal que conferiu às tendências de inspiração italiana e na renovação da lírica mais tradicional que reside parte do seu génio.
Na poesia lírica avultam os poemas de temática amorosa, em que se tem procurado solução para as muitas lacunas em relação à vida e personalidade do poeta. É o caso da sua relação amorosa com Dinamene, uma amada chinesa que surge em alguns dos seus poemas, nomeadamente no conhecido soneto «Alma minha gentil que te partiste», ou de outras composições, que ilustram a sua experiência de guerra e do Oriente, como a canção «Junto dum seco, duro, estéril monte».
No tratamento dado ao tema do amor é possível encontrar, não apenas a adopção do conceito platónico do amor (herdado da tradição cristã e da tradição e influência petrarquista) com os seus princípios básicos de identificação do sujeito com o objecto de amor («Transforma-se o amador na cousa amada»), de anulação do desejo físico («Pede-me o desejo, Dama, que vos veja / Não entende o que pede; está enganado.») e da ausência como forma de apurar o amor, mas também o conflito com a vivência sensual desse mesmo amor. Assim, o amor surge, à maneira petrarquista, como fonte de contradições, tão bem expressas no justamente célebre soneto «Amor é fogo que arde sem se ver», entre a vida e a morte, a água e o fogo, a esperança e o desengano, inefável, mas, assim mesmo, fundamental à vida humana. A concepção da mulher, outro tema essencial da lírica camoniana, em íntima ligação com a temática amorosa e com o tratamento dado à natureza (que, classicamente vista como harmoniosa e amena, a ela se associa, como fonte de imagens e metáforas, como termo comparativo de superlativação da beleza da mulher, e, à maneira das cantigas de amigo, como cenário e/ou confidente do drama amoroso), oscila igualmente entre o pólo platónico (ideal de beleza física, espelho da beleza interior, manifestação no mundo sensível da Beleza do mundo inteligível), representado pelo modelo de Laura, que é predominante (vejam-se a propósito os sonetos «Ondados fios de ouro reluzente» e «Um mover d'olhos, brando e piedoso»), e o modelo renascentista de Vénus.
Temas mais abstractos como o do desconcerto do mundo (expresso no soneto «Verdade, Amor, Razão, Merecimento» ou na esparsa «Os bons vi sempre passar/no mundo graves tormentos»), a passagem inexorável do tempo com todas as mudanças implicadas, sempre negativas do ponto de vista pessoal (como observa Camões no soneto «Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades»), as considerações de ordem autobiográfica (como nos sonetos «Erros meus, má fortuna, amor ardente» ou «O dia em que eu nasci, moura e pereça», que transmitem a concepção desesperançada, pessimista, da vida própria), são outros temas dominantes da poesia lírica de Camões.
No entanto, foi com Os Lusíadas que Camões, embora postumamente, alcançou a glória. Poema épico, seguindo os modelos clássicos e renascentistas, pretende fixar para a posteridade os grandes feitos dos portugueses no Oriente. Aproveitando a mitologia greco-romana, fundindo-a com elementos cristãos, o que, na época, e mesmo mais tarde, gerou alguma controvérsia, Camões relata a viagem de Vasco da Gama, tomando-a como pretexto para a narração da história de Portugal, intercalando episódios narrativos com outros de cariz mais lírico, como é o caso do da «Linda Inês». Os Lusíadas vieram a ser considerados o grande poema épico nacional. Toda a obra de Camões, de resto, influenciou a posterior literatura portuguesa, de forma particular durante o Romantismo, criando muitos mitos ligados à sua vida, mas também noutras épocas, inclusivamente a actual. No século XIX, alguns escritores e pensadores realistas colaboraram na preparação das comemorações do terceiro centenário da sua morte, pretendendo que a figura de Camões permitisse uma renovação política e espiritual de Portugal.
Amplamente traduzido e admirado, é considerado por muitos a figura cimeira da língua e da literatura portuguesas. São suas a colectânea das Rimas (1595, obra lírica), o Auto dos Anfitriões, o Auto de Filodemo (1587), o Auto de El-Rei Seleuco (1645) e Os Lusíadas (1572).
Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 10 de Junho de 1580) é frequentemente considerado como o maior poeta de língua portuguesa e dos maiores da Humanidade. O seu génio é comparável ao de Virgílio, Dante, Cervantes ou Shakespeare; das suas obras, a epopéia Os Lusíadas é a mais significativa.
"Tão grandes homens como este, em letras, juizo e qualidade, não dizem coisa que não seja para ser dita" : Manuel de Faria e Sousa in Rimas de Camões, 1685, p. 32
Origens e juventude
Desconhece-se a data e o local onde terá nascido Camões. Admite-se que nasceu entre 1517 e 1525. A sua família é de origem galega que se fixou em Vilar de Nantes, freguesia do concelho de Chaves e mais tarde terá ido para Coimbra e para Lisboa, lugares que reivindicam ser o local de seu nascimento. Frequentemente fala-se também em Alenquer, mas isto deve-se a uma má interpretação de um dos seus sonetos, onde Camões escreveu "[…] / Criou-me Portugal na verde e cara / pátria minha Alenquer […]". Esta frase isolada e a escrita do soneto na primeira pessoa levam as pessoas a pensarem que é Camões a falar de si. Mas a leitura atenta e completa do soneto permite concluir que os factos aí presentes não se associam à vida de Camões. Camões escreveu o soneto como se fosse um indivíduo, provavelmente um conhecido seu, que já teria morrido com menos de 25 anos de idade, longe da pátria, tendo como sepultura o mar.
O pai de Camões foi Simão Vaz de Camões e sua mãe Ana de Sá e Macedo. Por via paterna, Camões seria trineto do trovador galego Vasco Pires de Camões, e por via materna, aparentado com o navegador Vasco da Gama.
Entre 1542 e 1545, viveu em Lisboa, trocando os estudos pelo ambiente da corte de D. João III, conquistando fama de poeta e feitio altivo.
Viveu algum tempo em Coimbra onde teria freqüentado o curso de Humanidades, talvez no Mosteiro de Santa Cruz, onde tinha um tio padre, D. Bento de Camões. Não há registos da passagem do poeta por Coimbra. Em todo o caso, a cultura refinada dos seus escritos torna a única universidade de Portugal do tempo como o lugar mais provável de seus estudos.
Ligado à casa do Conde de Linhares, D. Francisco de Noronha, e talvez preceptor do filho D. António, segue para Ceuta em 1549 e por lá fica até 1551. Era uma aventura comum na carreira militar dos jovens, recordada na elegia Aquela que de amor descomedido. Num cerco, teve um dos olhos vazados por uma seta pela fúria rara de Marte. Ainda assim, manteve as suas potencialidades de combate.
De regresso a Lisboa, não tarda em retomar a vida boémia. São-lhe atribuídos vários amores, não só por damas da corte mas até pela própria irmã do Rei D. Manuel I. Teria caído em desgraça, a ponto de ser desterrado para Constância. Não há, porém, o menor fundamento documental de que tal fato tenha ocorrido.
Segundo Manuel de Faria e Sousa seu principal biografa e comentador, em 1550 Camões destina-se a passar à Índia. Vem no registo da Armada de esse ano, que Faria encontrou o seguinte : " Luís de Camões, filho de Simão Vaz e Ana de Sá, moradores em Lisboa, na Mouraria ; escudeiro, de 25 anos, barbirruivo, trouxe por fiador a seu pai; vai na nau de S. Pedro dos Burgaleses." Ia assentado entre os homens de armas. Afinal não embarcou.
No dia de Corpus Christi de 1552 entra em rixa, e fere um certo Gonçalo Borges. Preso, é libertado por carta régia de perdão de 3 de Março de 1553 : " é um mancebo e pobre e me vai este ano servir à Índia". Embarca então na armada de Fernão Álvares Cabral, a 24 desse mesmo mês. O mesmo Manuel de Faria e Sousa encontrou o registo dessa Armada onde vem, sob o título "Gente de guerra", o seguinte assento: " Fernando Casado, filho de Manuel Casado e de Branca Queimada, moradores em Lisboa, escudeiro; foi em seu lugar Luís de Camões, filho de Simão Vaz e Ana de Sá, escudeiro; e recebeu 2400 como os demais".
Oriente
Chegado a Goa, Camões toma parte na expedição do vice-rei D. Afonso de Noronha contra o rei de Chembe, conhecido como o "rei da pimenta". A esta primeira expedição refere-se a elegia "O Poeta Simónides falando". Depois Camões fixou-se em Goa onde escreveu grande parte da sua obra épica. Considerou a cidade como uma "madrasta de todos os homens honestos" e ali estudou os costumes de cristãos e hindus, e a geografia e a história locais. Tomou parte em mais expedições militares. Entre Fevereiro e Novembro de 1554 integrou a Armada de D. Fernando de Meneses, constituída por mais de 1000 homens e 30 embarcações, ao Golfo Pérsico, aí sentindo a amargura expressa na canção "Junto de um seco, fero e estéril monte". No regresso foi nomeado "provedor-mor dos defuntos nas partes da China" pelo Governador Francisco Barreto, para quem escreveria o "Auto do Filodemo".
Em 1556 partiu para Macau, onde continuou os seus escritos. Viveu numa gruta, hoje com o seu nome, e aí terá escrito boa parte d'Os Lusíadas. Naufragou na foz do rio Mekong, onde conservou de forma heróica o manuscrito da obra, então já adiantada (cf. Lus., X, 128). No desastre teria morrido a sua companheira chinesa Dinamene, celebrada em série de sonetos. É possível que datem igualmente dessa época ou tenham nascido dessa dolorosa experiência as redondilhas "Sôbolos rios".
Regressou a Goa antes de Agosto de 1560 e pediu a protecção do Vice-rei D. Constantino de Bragança num longo poema em oitavas. Aprisionado por dívidas, dirigiu súplicas em verso ao novo Vice-rei, D. Francisco Coutinho, conde do Redondo, para ser liberto.
Camões na prisão de Goa, Moreaux pinxit et lith
De regresso ao reino, em 1568 fez escala na ilha de Moçambique, onde, passados dois anos, Diogo do Couto o encontrou, como relata na sua obra, acrescentando que o poeta estava "tão pobre que vivia de amigos" (Década 8.ª da Ásia). Trabalhava então na revisão de Os Lusíadas e na composição de "um Parnaso de Luís de Camões, com poesia, filosofia e outras ciências", obra roubada. Diogo do Couto pagou-lhe o resto da viagem até Lisboa, onde Camões aportou em Abril de 1570, na nau Santa Clara : "Em Cascais, as naus fundeadas esperavam que Diogo do Couto voltasse de Almeirim, onde fora solicitar de el-rei a sua entrada no Tejo, porque Lisboa estava fechada com a peste. Logo que a ordem veio, a Santa Clara"" entrou a barra." (Oliveira Martins)
Em 1580, em Lisboa, assistiu à partida do exército português para o norte de África.
Faleceu numa casa de Santana, em Lisboa, sendo enterrado numa campa rasa numa das igrejas das proximidades. Os seus restos encontram-se atualmente no Mosteiro dos Jerónimos.
Retratos de Camões
O único retrato que se conhece, pintado em vida de Camões, por um pintor profissional, perdeu-se. Mas a cópia, «fidelíssima cópia» feita por Luís José Pereira de Resende no segundo quartel do séc. XIX sobreviveu, e vem reproduzida acima. A Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses adquiriu-a a um antiquário americano (Richard C. Ramer, especialisado em bibliografia portuguesa). Trata-se do "retrato pintado a vermelho" por Fernão Gomes. Data do período entre 1573 e 1579, segundo Vasco Graça Moura.
Os Lusíadas e a obra lírica
Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Os Lusíadas
Luís de Camões por François Gérard, na edição dos Lusíadas do Morgado de Matheus.
Os Lusíadas é considerada a principal epopéia da época moderna devido à sua grandeza e universalidade. As realizações de Portugal desde o Infante D. Henrique até à união dinástica com Espanha em 1580 são um marco na História, marcando a transição da Idade Média para a Época Moderna. A epopeia narra a história de Vasco da Gama e dos heróis portugueses que navegaram em torno do Cabo da Boa Esperança e abriram uma nova rota para a Índia. É uma epopéia humanista, mesmo nas suas contradições, na associação da mitologia pagã à visão cristã, nos sentimentos opostos sobre a guerra e o império, no gosto do repouso e no desejo de aventura, na apreciação do prazer e nas exigências de uma visão heróica.
As armas e os barões assinalados
Que, da ocidental praia lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram.
(...)
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte
— Camões, Lusíadas, Canto I.
A obra lírica de Camões foi publicada como "Rimas", não havendo acordo entre os diferentes editores quanto ao número de sonetos escritos pelo poeta e quanto à autoria de algumas das peças líricas. Alguns dos seus sonetos, como o conhecido Amor é fogo que arde sem se ver, pela ousada utilização dos paradoxos, prenunciam o Barroco.
O estilo
É fácil reconhecer na obra poética de Camões dois estilos não só diferentes, mas talvez até opostos: um, o estilo das redondilhas e de alguns sonetos, na tradição do Cancioneiro Geral; outro, o estilo de inspiração latina ou italiana de muitos outros sonetos e das composições (h)endecassílabas maiores. Chamaremos aqui ao primeiro o estilo engenhoso, ao segundo o estilo clássico.
O estilo engenhoso, tal como já aparece no Cancioneiro Geral, manifesta-se sobretudo nas composições constituídas por mote e voltas. O poeta tinha que desenvolver um mote dado, e era na interpretação das palavras desse mote que revelava a sua subtileza e imaginação, exactamente como os pregadores medievais o faziam ao desenvolver a frase bíblica que servia de tema ao sermão. No desenvolvimento do mote havia uma preocupação de pseudo-rigor verbal, de exactidão vocabular, de modo que os engenhosos paradoxos e os entendimentos fantasistas das palavras parecessem sair de uma espécie de operação lógica.
As obras dele foram divididas em líricas e amorosas. Um exemplo das obras líricas foi Os Lusíadas, dividido em 10 cantos, exalta a conquista de Portugal na rota das índias.
Obras
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Portal de Literatura
* 1572- Os Lusíadas
Lírica
* 1595 - Amor é fogo que arde sem se ver
* 1595 - Eu cantarei o amor tão docemente
* 1595 - Verdes são os campos
* 1595 - Que me quereis, perpétuas saudades?
* 1595 - Sobolos rios que vão
* 1595 - Transforma-se o amador na cousa amada
* 1595 - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
* 1595 - Quem diz que Amor é falso ou enganoso
* 1595 - Sete anos de pastor Jacob servia
* 1595 - Alma minha gentil, que te partiste
Teatro
* 1587 - El-Rei Seleuco
* 1587 - Auto de Filodemo
* 1587 - Anfitriões
Outras
* 1572 - A Morte de D. Inês (eBook) (encontra-se esse episódio nos Lusíadas).
Bibliografia
* "Os Lusíadas". Catálogo da Exposição Bibl., iconogr. e medalhística de Camões. Intr., sel. e notas de José V. de Pina Martins. Lisboa, 1972;
* Col. Camoniana de José do Canto. Lisboa, 1972.
Bibliografia activa
* Os Lusiadas de Luis de Camões. Lisboa. Em casa de Antonio Gõçalvez impressor. 1572 Edição princeps. Com uma edição falsa ( pelo menos, segundo Inocêncio Francisco da Silva houve algumas mais), com a mesma data, "egual em rosto, formato, número de folhas, etc.(...) e pelo mesmo impressor. Os exemplares d'esta, havida por segunda parecendo à primeira vista conformes e identicos aos da edição princeps, distinguem-se d'elles todavia por diferenças bem sensíveis (...). Bastará indicar a confrontação dos dous ultimos versos da oitava primeira do canto I, que na edição princeps são escriptos como se segue :
"Entre gente remota edificaram
"Novo Reino, que tanto sublimaram;"
E na chamada segunda lêem-se pela fórma seguinte :
"E entre gente remota edificarão
"Novo Reino que tanto sublimarão."[1]"
Mas a indicacão mais rápida para distinguir essas duas versões dessa primeira edição encontra-se no rosto. Num deles o pelicano aí representado está tornado para a direita, no outro para a esquerda. Mas qual será o da edição "princeps ? A realidade foi de certo que, visto que visto que cada edição reclama de novo novas autorizações (da Inquisição), o editor preferiu utilisar este meio para publicar de novo um poema que têve logo muito sucesso. Assim ia mais rapidamente, e sem risco de não obter esta vez as ditas autorizações.
* Os Lusiadas de Luis de Camões, agora de novo impresso com alguas annotaçoens de diversos autores. Por Manoel de Lyra. Lisboa, 1584 Edição dos Piscos
* Primeira parte dos Autos e Comedias portuguezas, por Antonio Prestes e por Luis de Camoens, e por outros auctores portuguezes, cujos nomes vão no principio de suas obras. Por André Lobato, impressor de livros 1587 : primeira edição dos autos ou comédias de Camões : Filodemo (p. 14) e Amphitriões (p. 86).
* Os Lusiadas de Luis de Camoens. Agora de novo impressos com algumas annotaçoens de diversos autores. Por Manoel de Lyra. Lisboa, [[1591]
* Rythmas de Luis de Camoens, dirigidas em cinco partes. Dirigidas ao muito illustre senhor D. Gonçalo Coutinho. Em Lisboa. Por Manoel de Lyra. 1595. A custa de Estevão Lopes.
* Os Lusiadas de Luis de Camoens. Pelo original antigo agora novamento impressos. Em Lisboa. Por Manoel de Lyra.[[1597]
* Rimas de Luis de Camões, acrescentadas nesta segunda impressão. Dedicadas á inclyta Universidade de Coimbra. Lisboa. Por Pedro Craesbeck. 1599. A custa de Estevão Lopes.
* Rimas de Luis de Camões, acrescentadas nesta terceyra impressão. dedicadas a D. Gonçalo Coutinho. Em Lisboa. Por Pedro Craesbeck. 1607. A custa de Domingos Fernandes.
* Anfitriões. Pref. e notas de Vieira de Almeida. Lisboa, 1942;
* El-Rei Seleuco. Id. Ib., 1944;
* Obras completas. Com prefácio e notas de Hernâni Cidade. Lisboa, 1946-1947;
* Obra completa. Org., intr., com. e anotações de A. Salgado Júnior. R. de Janeiro, 1963;
* Os Lusíadas. Leitura, prefácio e notas de Álvaro J. da Costa Pimpão. Lisboa, 1992;
* Rimas. Texto estabelecido e prefaciado por Álvaro J. da Costa Pimpão. Coimbra, 1994;
* Os Lusíadas. Edição comentada e anotada por Henrique Barrilaro Ruas. Lisboa, Editora Rei dos Livros, 2002.
Bibliografia passiva
* Rebelo Gonçalves, Dissertações Camonianas. S. Paulo, 1937;
* António Salgado Júnior, Os Lusíadas e a viagem do Gama. O tratamento mitológico de uma realidade histórica. Porto, 1939;
* B. Xavier Coutinho, Camões e as artes plásticas. Porto, 1946-1948;
* J. Vieira de Almeida, Le théâtre de Camões dans l'histoire du théâtre portugais. Lisboa, 1950;
* H. Cidade, L. de Camões. Os Autos e o teatro do seu tempo. As cartas e o seu conteúdo biográfico. Lisboa, 1956;
* Jorge de Sena, Uma canção de Camões. Lisboa, 1966; id., Os sonetos de Camões e o soneto quinhentista peninsular. Lisboa, 1969;
* Georges le Gentil, Camões. Lisboa, 1969;
* Roger Bismut, La Lyrique de Camões. Paris, 1970;
* Vítor M. de Aguiar e Silva, Maneirismo e Barroco na poesia lírica portuguesa. Coimbra, 1971;
* M.ª Isabel F. da Cruz, Novos subsídios para uma ed. crítica da Lírica de Camões. Porto, 1971;
* Visages de L. de Camões. Paris, 1972;
* António José Saraiva, Camões. Lisboa, 1972;
* XLVIII Curso de Férias da Faculdade de Letras de Coimbra. Ciclo de lições comemorativas do IV Cent. da publ. de "Os Lusíadas". Coimbra, 1972;
* Luciano Pereira da Silva, A Astronomia de "Os Lusíadas". Lisboa, 1972;
* Ocidente (n.º especial). Nov. 1972;
* Garcia de Orta (n.º especial). Lisboa, 1972;
* Cleonice Berardinelli, Estudos Camonianos. R. de Janeiro, 1973; Estudos Camonianos. R. de Janeiro, 1974;
* João Mendes, Lit. Portuguesa I. Lisboa, 1974;
* E. Asensio, Sobre El Rey Seleuco de Camões, em Estudios Portugueses. Paris, 1974;
* Roger Bismut, Les Lusiades de Camões, confession d'un poète. Paris, 1974;
* Vítor M. de Aguiar e Silva, Notas ao cânone da Lírica camoniana. Coimbra, 1968 e 1975;
* Gilberto Mendonça Teles, Camões e a poesia brasileira. R. de Janeiro,1979;
* José Maria Rodrigues, Fontes dos Lusíadas. Lisboa, 1979;
* Quaderni Portoghesi, 6. Pisa, 1979;
* Studi Camoniani. L'Aquila, 1980;
* Homenaje a Camoens. Estudios y ensayos hispano-portugueses. Granada, 1980;
* Brotéria, vols. 110 e 111;
* Luís F. Rebelo, Variações sobre o teatro de Camões. Lisboa, 1980;
* A. Costa Ramalho, Estudos Camonianos. 2Lisboa, 1980;
* A. Pinto de Castro (et al.), Quatro orações camonianas. Lisboa, 1980;
* Eduardo Lourenço, Poesia e Metafísica. Lisboa, 1980;
* Hélder de Macedo, Camões e a viagem iniciática. Lisboa, 1980;
* Jorge de Sena, A estrutura de "Os Lusíadas" e outros estudos camonianos e de poesia peninsular do século XVI. Lisboa, 1980; id.,30 Anos de Camões. Lisboa, 1980;
* Cleonice Berardinelli, Os sonetos de Camões. Paris, 1980;
* Jorge Borges de Macedo, "Os Lusíadas e a História. Lisboa, 1980;
* J. G. Herculano de Carvalho, Contribuição de "Os Lusíadas" para a renovação da língua portuguesa. Coimbra, 1980;
* Vasco Graça Moura, L. de Camões: alguns desafios. Lisboa, 1980;
* José Hermano Saraiva, Vida Ignorada de Camões. Lisboa, 1980.
* W. Storck, Vida e obras de L. de Camões. Lisboa, 1980;
* Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, 1980-1981;
* M.ª Vitalina Leal de Matos, Introdução à poesia de L. de Camões. Lisboa, 1980; id., O canto na poesia épica e lírica de Camões. Paris, 1981;
* M.ª Clara Pereira da Costa, O enquadramento social da Família de Camões na Lisboa do século XVI. Lisboa, 1981;
* José Pedro Machado, Notas Camonianas. Lisboa, 1981;
* J. Filgueira Valverde, Camões. Coimbra, 1981; Cuatro lecciones sobre Camoens. Madrid, 1981;
* A. Pinto de Castro, Camões, poeta pelo mundo em pedaços repartido. Lisboa, 1981;
* A Viagem de "Os Lusíadas": símbolo e mito. Lisboa, 1981;
* E. Asensio e J. V. de Pina Martins, L. de Camões. El Humanismo en su obra poética. Los Lusíadas y las Rimas en la poesía española. Paris, 1982;
* M.ª Lucília G. Pires, A crítica camoniana no século XVII. Lisboa, 1982;
* J. de Sena, Estudos sobre o vocabulário de "Os Lusíadas". Lisboa, 1982;
* Jacinto do Prado Coelho, Camões e Pessoa, poetas da utopia. Lisboa, 1983;
* H. Cidade, L. de Camões. I. O Lírico. Lisboa, 1985; id., L. de Camões. II. O Épico. Lisboa, 1985;
* Camoniana Californiana. St.ª Bárbara, 1985;
* Vasco Graça Moura, Camões e a divina proporção. Lisboa, 1985; id., Os penhascos e a serpente. Lisboa, 1987;
* Fidelino de Figueiredo, A épica portuguesa do século XVI. Lisboa, 1987;
* Martim de Albuquerque, A expressão do Poder em L. de Camões. Lisboa, 1988;
* J. A. Cardoso Bernardes, O Bucolismo português. Coimbra, 1988;
* M.ª Helena Ribeiro da Cunha, A dialéctica do desejo na Lírica de Camões. Lisboa, 1989;
* A. Costa Ramalho, Camões no seu e no nosso tempo. Coimbra, 1992;
* Actas das Reuniões Internacionais de Camonistas: I (Lisboa, 1973); III (Coimbra, 1987); IV (Ponta Delgada, 1984) e V (S. Paulo, 1992);
* Revista Camoniana (S. Paulo, 10 vols publ. desde 1964).
* Grande enciclopédia do conhecimento
* Diccionario bibliographico portuguez, estudos de Innocencio Francisco da Silva, applicaveis a Portugal e ao Brasil. Lisboa, 1860. Reimpressão : Imprensa nacional - Casa da moeda 1998
Notas
1. ↑ 'Diccionario bibliographico portuguez, estudos de Innocencio Francisco da Silva
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* Instituto Camões (em português)
* Centro Virtual
* Navegações Portuguesas
* Obras de Luís Vaz de Camões na Biblioteca Nacional Digital (em português)
* Poemas de Camões na Rua da Poesia
* Poemas de Camões II (em português)
* Camões, herói humanista (em português)
* Luís de Camões, a lenda (em português)
* Os Lusíadas , audiobook disponibilizado por Librivox
"Tão grandes homens como este, em letras, juizo e qualidade, não dizem coisa que não seja para ser dita" : Manuel de Faria e Sousa in Rimas de Camões, 1685, p. 32
Origens e juventude
Desconhece-se a data e o local onde terá nascido Camões. Admite-se que nasceu entre 1517 e 1525. A sua família é de origem galega que se fixou em Vilar de Nantes, freguesia do concelho de Chaves e mais tarde terá ido para Coimbra e para Lisboa, lugares que reivindicam ser o local de seu nascimento. Frequentemente fala-se também em Alenquer, mas isto deve-se a uma má interpretação de um dos seus sonetos, onde Camões escreveu "[…] / Criou-me Portugal na verde e cara / pátria minha Alenquer […]". Esta frase isolada e a escrita do soneto na primeira pessoa levam as pessoas a pensarem que é Camões a falar de si. Mas a leitura atenta e completa do soneto permite concluir que os factos aí presentes não se associam à vida de Camões. Camões escreveu o soneto como se fosse um indivíduo, provavelmente um conhecido seu, que já teria morrido com menos de 25 anos de idade, longe da pátria, tendo como sepultura o mar.
O pai de Camões foi Simão Vaz de Camões e sua mãe Ana de Sá e Macedo. Por via paterna, Camões seria trineto do trovador galego Vasco Pires de Camões, e por via materna, aparentado com o navegador Vasco da Gama.
Entre 1542 e 1545, viveu em Lisboa, trocando os estudos pelo ambiente da corte de D. João III, conquistando fama de poeta e feitio altivo.
Viveu algum tempo em Coimbra onde teria freqüentado o curso de Humanidades, talvez no Mosteiro de Santa Cruz, onde tinha um tio padre, D. Bento de Camões. Não há registos da passagem do poeta por Coimbra. Em todo o caso, a cultura refinada dos seus escritos torna a única universidade de Portugal do tempo como o lugar mais provável de seus estudos.
Ligado à casa do Conde de Linhares, D. Francisco de Noronha, e talvez preceptor do filho D. António, segue para Ceuta em 1549 e por lá fica até 1551. Era uma aventura comum na carreira militar dos jovens, recordada na elegia Aquela que de amor descomedido. Num cerco, teve um dos olhos vazados por uma seta pela fúria rara de Marte. Ainda assim, manteve as suas potencialidades de combate.
De regresso a Lisboa, não tarda em retomar a vida boémia. São-lhe atribuídos vários amores, não só por damas da corte mas até pela própria irmã do Rei D. Manuel I. Teria caído em desgraça, a ponto de ser desterrado para Constância. Não há, porém, o menor fundamento documental de que tal fato tenha ocorrido.
Segundo Manuel de Faria e Sousa seu principal biografa e comentador, em 1550 Camões destina-se a passar à Índia. Vem no registo da Armada de esse ano, que Faria encontrou o seguinte : " Luís de Camões, filho de Simão Vaz e Ana de Sá, moradores em Lisboa, na Mouraria ; escudeiro, de 25 anos, barbirruivo, trouxe por fiador a seu pai; vai na nau de S. Pedro dos Burgaleses." Ia assentado entre os homens de armas. Afinal não embarcou.
No dia de Corpus Christi de 1552 entra em rixa, e fere um certo Gonçalo Borges. Preso, é libertado por carta régia de perdão de 3 de Março de 1553 : " é um mancebo e pobre e me vai este ano servir à Índia". Embarca então na armada de Fernão Álvares Cabral, a 24 desse mesmo mês. O mesmo Manuel de Faria e Sousa encontrou o registo dessa Armada onde vem, sob o título "Gente de guerra", o seguinte assento: " Fernando Casado, filho de Manuel Casado e de Branca Queimada, moradores em Lisboa, escudeiro; foi em seu lugar Luís de Camões, filho de Simão Vaz e Ana de Sá, escudeiro; e recebeu 2400 como os demais".
Oriente
Chegado a Goa, Camões toma parte na expedição do vice-rei D. Afonso de Noronha contra o rei de Chembe, conhecido como o "rei da pimenta". A esta primeira expedição refere-se a elegia "O Poeta Simónides falando". Depois Camões fixou-se em Goa onde escreveu grande parte da sua obra épica. Considerou a cidade como uma "madrasta de todos os homens honestos" e ali estudou os costumes de cristãos e hindus, e a geografia e a história locais. Tomou parte em mais expedições militares. Entre Fevereiro e Novembro de 1554 integrou a Armada de D. Fernando de Meneses, constituída por mais de 1000 homens e 30 embarcações, ao Golfo Pérsico, aí sentindo a amargura expressa na canção "Junto de um seco, fero e estéril monte". No regresso foi nomeado "provedor-mor dos defuntos nas partes da China" pelo Governador Francisco Barreto, para quem escreveria o "Auto do Filodemo".
Em 1556 partiu para Macau, onde continuou os seus escritos. Viveu numa gruta, hoje com o seu nome, e aí terá escrito boa parte d'Os Lusíadas. Naufragou na foz do rio Mekong, onde conservou de forma heróica o manuscrito da obra, então já adiantada (cf. Lus., X, 128). No desastre teria morrido a sua companheira chinesa Dinamene, celebrada em série de sonetos. É possível que datem igualmente dessa época ou tenham nascido dessa dolorosa experiência as redondilhas "Sôbolos rios".
Regressou a Goa antes de Agosto de 1560 e pediu a protecção do Vice-rei D. Constantino de Bragança num longo poema em oitavas. Aprisionado por dívidas, dirigiu súplicas em verso ao novo Vice-rei, D. Francisco Coutinho, conde do Redondo, para ser liberto.
Camões na prisão de Goa, Moreaux pinxit et lith
De regresso ao reino, em 1568 fez escala na ilha de Moçambique, onde, passados dois anos, Diogo do Couto o encontrou, como relata na sua obra, acrescentando que o poeta estava "tão pobre que vivia de amigos" (Década 8.ª da Ásia). Trabalhava então na revisão de Os Lusíadas e na composição de "um Parnaso de Luís de Camões, com poesia, filosofia e outras ciências", obra roubada. Diogo do Couto pagou-lhe o resto da viagem até Lisboa, onde Camões aportou em Abril de 1570, na nau Santa Clara : "Em Cascais, as naus fundeadas esperavam que Diogo do Couto voltasse de Almeirim, onde fora solicitar de el-rei a sua entrada no Tejo, porque Lisboa estava fechada com a peste. Logo que a ordem veio, a Santa Clara"" entrou a barra." (Oliveira Martins)
Em 1580, em Lisboa, assistiu à partida do exército português para o norte de África.
Faleceu numa casa de Santana, em Lisboa, sendo enterrado numa campa rasa numa das igrejas das proximidades. Os seus restos encontram-se atualmente no Mosteiro dos Jerónimos.
Retratos de Camões
O único retrato que se conhece, pintado em vida de Camões, por um pintor profissional, perdeu-se. Mas a cópia, «fidelíssima cópia» feita por Luís José Pereira de Resende no segundo quartel do séc. XIX sobreviveu, e vem reproduzida acima. A Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses adquiriu-a a um antiquário americano (Richard C. Ramer, especialisado em bibliografia portuguesa). Trata-se do "retrato pintado a vermelho" por Fernão Gomes. Data do período entre 1573 e 1579, segundo Vasco Graça Moura.
Os Lusíadas e a obra lírica
Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Os Lusíadas
Luís de Camões por François Gérard, na edição dos Lusíadas do Morgado de Matheus.
Os Lusíadas é considerada a principal epopéia da época moderna devido à sua grandeza e universalidade. As realizações de Portugal desde o Infante D. Henrique até à união dinástica com Espanha em 1580 são um marco na História, marcando a transição da Idade Média para a Época Moderna. A epopeia narra a história de Vasco da Gama e dos heróis portugueses que navegaram em torno do Cabo da Boa Esperança e abriram uma nova rota para a Índia. É uma epopéia humanista, mesmo nas suas contradições, na associação da mitologia pagã à visão cristã, nos sentimentos opostos sobre a guerra e o império, no gosto do repouso e no desejo de aventura, na apreciação do prazer e nas exigências de uma visão heróica.
As armas e os barões assinalados
Que, da ocidental praia lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram.
(...)
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte
— Camões, Lusíadas, Canto I.
A obra lírica de Camões foi publicada como "Rimas", não havendo acordo entre os diferentes editores quanto ao número de sonetos escritos pelo poeta e quanto à autoria de algumas das peças líricas. Alguns dos seus sonetos, como o conhecido Amor é fogo que arde sem se ver, pela ousada utilização dos paradoxos, prenunciam o Barroco.
O estilo
É fácil reconhecer na obra poética de Camões dois estilos não só diferentes, mas talvez até opostos: um, o estilo das redondilhas e de alguns sonetos, na tradição do Cancioneiro Geral; outro, o estilo de inspiração latina ou italiana de muitos outros sonetos e das composições (h)endecassílabas maiores. Chamaremos aqui ao primeiro o estilo engenhoso, ao segundo o estilo clássico.
O estilo engenhoso, tal como já aparece no Cancioneiro Geral, manifesta-se sobretudo nas composições constituídas por mote e voltas. O poeta tinha que desenvolver um mote dado, e era na interpretação das palavras desse mote que revelava a sua subtileza e imaginação, exactamente como os pregadores medievais o faziam ao desenvolver a frase bíblica que servia de tema ao sermão. No desenvolvimento do mote havia uma preocupação de pseudo-rigor verbal, de exactidão vocabular, de modo que os engenhosos paradoxos e os entendimentos fantasistas das palavras parecessem sair de uma espécie de operação lógica.
As obras dele foram divididas em líricas e amorosas. Um exemplo das obras líricas foi Os Lusíadas, dividido em 10 cantos, exalta a conquista de Portugal na rota das índias.
Obras
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Portal de Literatura
* 1572- Os Lusíadas
Lírica
* 1595 - Amor é fogo que arde sem se ver
* 1595 - Eu cantarei o amor tão docemente
* 1595 - Verdes são os campos
* 1595 - Que me quereis, perpétuas saudades?
* 1595 - Sobolos rios que vão
* 1595 - Transforma-se o amador na cousa amada
* 1595 - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
* 1595 - Quem diz que Amor é falso ou enganoso
* 1595 - Sete anos de pastor Jacob servia
* 1595 - Alma minha gentil, que te partiste
Teatro
* 1587 - El-Rei Seleuco
* 1587 - Auto de Filodemo
* 1587 - Anfitriões
Outras
* 1572 - A Morte de D. Inês (eBook) (encontra-se esse episódio nos Lusíadas).
Bibliografia
* "Os Lusíadas". Catálogo da Exposição Bibl., iconogr. e medalhística de Camões. Intr., sel. e notas de José V. de Pina Martins. Lisboa, 1972;
* Col. Camoniana de José do Canto. Lisboa, 1972.
Bibliografia activa
* Os Lusiadas de Luis de Camões. Lisboa. Em casa de Antonio Gõçalvez impressor. 1572 Edição princeps. Com uma edição falsa ( pelo menos, segundo Inocêncio Francisco da Silva houve algumas mais), com a mesma data, "egual em rosto, formato, número de folhas, etc.(...) e pelo mesmo impressor. Os exemplares d'esta, havida por segunda parecendo à primeira vista conformes e identicos aos da edição princeps, distinguem-se d'elles todavia por diferenças bem sensíveis (...). Bastará indicar a confrontação dos dous ultimos versos da oitava primeira do canto I, que na edição princeps são escriptos como se segue :
"Entre gente remota edificaram
"Novo Reino, que tanto sublimaram;"
E na chamada segunda lêem-se pela fórma seguinte :
"E entre gente remota edificarão
"Novo Reino que tanto sublimarão."[1]"
Mas a indicacão mais rápida para distinguir essas duas versões dessa primeira edição encontra-se no rosto. Num deles o pelicano aí representado está tornado para a direita, no outro para a esquerda. Mas qual será o da edição "princeps ? A realidade foi de certo que, visto que visto que cada edição reclama de novo novas autorizações (da Inquisição), o editor preferiu utilisar este meio para publicar de novo um poema que têve logo muito sucesso. Assim ia mais rapidamente, e sem risco de não obter esta vez as ditas autorizações.
* Os Lusiadas de Luis de Camões, agora de novo impresso com alguas annotaçoens de diversos autores. Por Manoel de Lyra. Lisboa, 1584 Edição dos Piscos
* Primeira parte dos Autos e Comedias portuguezas, por Antonio Prestes e por Luis de Camoens, e por outros auctores portuguezes, cujos nomes vão no principio de suas obras. Por André Lobato, impressor de livros 1587 : primeira edição dos autos ou comédias de Camões : Filodemo (p. 14) e Amphitriões (p. 86).
* Os Lusiadas de Luis de Camoens. Agora de novo impressos com algumas annotaçoens de diversos autores. Por Manoel de Lyra. Lisboa, [[1591]
* Rythmas de Luis de Camoens, dirigidas em cinco partes. Dirigidas ao muito illustre senhor D. Gonçalo Coutinho. Em Lisboa. Por Manoel de Lyra. 1595. A custa de Estevão Lopes.
* Os Lusiadas de Luis de Camoens. Pelo original antigo agora novamento impressos. Em Lisboa. Por Manoel de Lyra.[[1597]
* Rimas de Luis de Camões, acrescentadas nesta segunda impressão. Dedicadas á inclyta Universidade de Coimbra. Lisboa. Por Pedro Craesbeck. 1599. A custa de Estevão Lopes.
* Rimas de Luis de Camões, acrescentadas nesta terceyra impressão. dedicadas a D. Gonçalo Coutinho. Em Lisboa. Por Pedro Craesbeck. 1607. A custa de Domingos Fernandes.
* Anfitriões. Pref. e notas de Vieira de Almeida. Lisboa, 1942;
* El-Rei Seleuco. Id. Ib., 1944;
* Obras completas. Com prefácio e notas de Hernâni Cidade. Lisboa, 1946-1947;
* Obra completa. Org., intr., com. e anotações de A. Salgado Júnior. R. de Janeiro, 1963;
* Os Lusíadas. Leitura, prefácio e notas de Álvaro J. da Costa Pimpão. Lisboa, 1992;
* Rimas. Texto estabelecido e prefaciado por Álvaro J. da Costa Pimpão. Coimbra, 1994;
* Os Lusíadas. Edição comentada e anotada por Henrique Barrilaro Ruas. Lisboa, Editora Rei dos Livros, 2002.
Bibliografia passiva
* Rebelo Gonçalves, Dissertações Camonianas. S. Paulo, 1937;
* António Salgado Júnior, Os Lusíadas e a viagem do Gama. O tratamento mitológico de uma realidade histórica. Porto, 1939;
* B. Xavier Coutinho, Camões e as artes plásticas. Porto, 1946-1948;
* J. Vieira de Almeida, Le théâtre de Camões dans l'histoire du théâtre portugais. Lisboa, 1950;
* H. Cidade, L. de Camões. Os Autos e o teatro do seu tempo. As cartas e o seu conteúdo biográfico. Lisboa, 1956;
* Jorge de Sena, Uma canção de Camões. Lisboa, 1966; id., Os sonetos de Camões e o soneto quinhentista peninsular. Lisboa, 1969;
* Georges le Gentil, Camões. Lisboa, 1969;
* Roger Bismut, La Lyrique de Camões. Paris, 1970;
* Vítor M. de Aguiar e Silva, Maneirismo e Barroco na poesia lírica portuguesa. Coimbra, 1971;
* M.ª Isabel F. da Cruz, Novos subsídios para uma ed. crítica da Lírica de Camões. Porto, 1971;
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* António José Saraiva, Camões. Lisboa, 1972;
* XLVIII Curso de Férias da Faculdade de Letras de Coimbra. Ciclo de lições comemorativas do IV Cent. da publ. de "Os Lusíadas". Coimbra, 1972;
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* Ocidente (n.º especial). Nov. 1972;
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* Cleonice Berardinelli, Estudos Camonianos. R. de Janeiro, 1973; Estudos Camonianos. R. de Janeiro, 1974;
* João Mendes, Lit. Portuguesa I. Lisboa, 1974;
* E. Asensio, Sobre El Rey Seleuco de Camões, em Estudios Portugueses. Paris, 1974;
* Roger Bismut, Les Lusiades de Camões, confession d'un poète. Paris, 1974;
* Vítor M. de Aguiar e Silva, Notas ao cânone da Lírica camoniana. Coimbra, 1968 e 1975;
* Gilberto Mendonça Teles, Camões e a poesia brasileira. R. de Janeiro,1979;
* José Maria Rodrigues, Fontes dos Lusíadas. Lisboa, 1979;
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* Homenaje a Camoens. Estudios y ensayos hispano-portugueses. Granada, 1980;
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* Luís F. Rebelo, Variações sobre o teatro de Camões. Lisboa, 1980;
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* A. Pinto de Castro (et al.), Quatro orações camonianas. Lisboa, 1980;
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* Jorge de Sena, A estrutura de "Os Lusíadas" e outros estudos camonianos e de poesia peninsular do século XVI. Lisboa, 1980; id.,30 Anos de Camões. Lisboa, 1980;
* Cleonice Berardinelli, Os sonetos de Camões. Paris, 1980;
* Jorge Borges de Macedo, "Os Lusíadas e a História. Lisboa, 1980;
* J. G. Herculano de Carvalho, Contribuição de "Os Lusíadas" para a renovação da língua portuguesa. Coimbra, 1980;
* Vasco Graça Moura, L. de Camões: alguns desafios. Lisboa, 1980;
* José Hermano Saraiva, Vida Ignorada de Camões. Lisboa, 1980.
* W. Storck, Vida e obras de L. de Camões. Lisboa, 1980;
* Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, 1980-1981;
* M.ª Vitalina Leal de Matos, Introdução à poesia de L. de Camões. Lisboa, 1980; id., O canto na poesia épica e lírica de Camões. Paris, 1981;
* M.ª Clara Pereira da Costa, O enquadramento social da Família de Camões na Lisboa do século XVI. Lisboa, 1981;
* José Pedro Machado, Notas Camonianas. Lisboa, 1981;
* J. Filgueira Valverde, Camões. Coimbra, 1981; Cuatro lecciones sobre Camoens. Madrid, 1981;
* A. Pinto de Castro, Camões, poeta pelo mundo em pedaços repartido. Lisboa, 1981;
* A Viagem de "Os Lusíadas": símbolo e mito. Lisboa, 1981;
* E. Asensio e J. V. de Pina Martins, L. de Camões. El Humanismo en su obra poética. Los Lusíadas y las Rimas en la poesía española. Paris, 1982;
* M.ª Lucília G. Pires, A crítica camoniana no século XVII. Lisboa, 1982;
* J. de Sena, Estudos sobre o vocabulário de "Os Lusíadas". Lisboa, 1982;
* Jacinto do Prado Coelho, Camões e Pessoa, poetas da utopia. Lisboa, 1983;
* H. Cidade, L. de Camões. I. O Lírico. Lisboa, 1985; id., L. de Camões. II. O Épico. Lisboa, 1985;
* Camoniana Californiana. St.ª Bárbara, 1985;
* Vasco Graça Moura, Camões e a divina proporção. Lisboa, 1985; id., Os penhascos e a serpente. Lisboa, 1987;
* Fidelino de Figueiredo, A épica portuguesa do século XVI. Lisboa, 1987;
* Martim de Albuquerque, A expressão do Poder em L. de Camões. Lisboa, 1988;
* J. A. Cardoso Bernardes, O Bucolismo português. Coimbra, 1988;
* M.ª Helena Ribeiro da Cunha, A dialéctica do desejo na Lírica de Camões. Lisboa, 1989;
* A. Costa Ramalho, Camões no seu e no nosso tempo. Coimbra, 1992;
* Actas das Reuniões Internacionais de Camonistas: I (Lisboa, 1973); III (Coimbra, 1987); IV (Ponta Delgada, 1984) e V (S. Paulo, 1992);
* Revista Camoniana (S. Paulo, 10 vols publ. desde 1964).
* Grande enciclopédia do conhecimento
* Diccionario bibliographico portuguez, estudos de Innocencio Francisco da Silva, applicaveis a Portugal e ao Brasil. Lisboa, 1860. Reimpressão : Imprensa nacional - Casa da moeda 1998
Notas
1. ↑ 'Diccionario bibliographico portuguez, estudos de Innocencio Francisco da Silva
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* Instituto Camões (em português)
* Centro Virtual
* Navegações Portuguesas
* Obras de Luís Vaz de Camões na Biblioteca Nacional Digital (em português)
* Poemas de Camões na Rua da Poesia
* Poemas de Camões II (em português)
* Camões, herói humanista (em português)
* Luís de Camões, a lenda (em português)
* Os Lusíadas , audiobook disponibilizado por Librivox
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Que anda descontrolado e lento
Ele tem cansado, desliga só
O monitor quente e pesado
As conexões já não funcionam
A velocidade de internet baixa
Novos programas e aplicativos
A complexidade tem aumentado
O excesso de informação então...
O recente virou inoperante
A perfeição dos gigas da foto
Captam detalhes desconhecidos
Se modificar a placa do HD
E fizer umas melhorias
Surgem várias possibilidades
Inclusive oportunidades reais
Apesar de o virtual ser real...
Não só de design vive um PC...
Progredi no perfil, e isso...
Tantas páginas abertas, afes
Com as articulações falhas
E memória virtual fraca
Meus arquivos tem se perdido
Preciso trocar essa máquina
A vida se perde em cliques
Ou se ganha?
A realidade é o que importa
dizem os céticos
Mas e se o virtual for real?
A realidade as vezes é virtual
Ou você ainda não percebeu como a vida é uma imensa e descompassada ilusão?
Que anda descontrolado e lento
Ele tem cansado, desliga só
O monitor quente e pesado
As conexões já não funcionam
A velocidade de internet baixa
Novos programas e aplicativos
A complexidade tem aumentado
O excesso de informação então...
O recente virou inoperante
A perfeição dos gigas da foto
Captam detalhes desconhecidos
Se modificar a placa do HD
E fizer umas melhorias
Surgem várias possibilidades
Inclusive oportunidades reais
Apesar de o virtual ser real...
Não só de design vive um PC...
Progredi no perfil, e isso...
Tantas páginas abertas, afes
Com as articulações falhas
E memória virtual fraca
Meus arquivos tem se perdido
Preciso trocar essa máquina
A vida se perde em cliques
Ou se ganha?
A realidade é o que importa
dizem os céticos
Mas e se o virtual for real?
A realidade as vezes é virtual
Ou você ainda não percebeu como a vida é uma imensa e descompassada ilusão?
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