sábado, 4 de agosto de 2012

Ser franco ou ser frango

Primeiramente eu disse que seguiria a ordem e que escreveria padronizado, e blablabla, mas bem, só eu leio essa porra mesmo então vou escrever o que eu acho mais apropriado para o dia e hoje eu vi a seguinte frase  no facebook: "Quando se conhece alguém por dentro, a gente sabe das falhas, conhece as fraquezas, mas gosta assim mesmo e deveria calar a boca sobre os detalhes. Mas às vezes a gente fala e arrebenta tudo. Isso é sincericídio."


E sinceramente achei ridícula. Vou explicar detalhadamente o porque daqui a pouco. Aí vai a crônica da semana.


Ser franco ou ser frango

   Num belo dia de algum final de semana qualquer estava eu na casa de uma amiga aleatória. Nessa época eu ainda vivia o tempo em que as responsabilidades se resumiam a fazer o dever de casa e pensar no curso que irá fazer para decidir qual o vestibular que você vai fazer. Ou seja responsabilidade mínima, provavelmente é por isso que a maioria dos adolescentes cresce com titica de galinha na cabeça, porque na passagem da infância para a vida adulta ele ainda é tratado como uma criança retardada, e nada de útil é ensinado a ele para efetivamente prepará-lo para a vida adulta. Como um curso de finança, ou um curso técnico para um emprego provisório para o moleque ou a garota trabalhar enquanto estuda na faculdade. Mas bem continuando, estava eu ali e a tal amiga aleatória me pergunta você acha que fazer boquete em vez de dar vai ser o suficiente para ele não tirar a minha virgindade? E eu respondo num tom mais claro e amigável possível: Acredito que sim, mas você está sendo hipócrita e vai ser a putinha dele se fizer isso, considerando que sexo oral é sexo da mesma forma e que vocês se conheceram a apenas dois dias. O resultado de eu ter dito isso? Uma desculpa esfarrapada para eu sair da casa dela e nunca mais aparecer.
   O grande problema dessa situação descrita é que ela aconteceu várias vezes na minha vida. E eu percebi ao longo do tempo que as pessoas simplesmente não estão preparadas para ouvir as verdadeiras respostas das perguntas que elas normalmente fazem. Perguntas como: Eu to gorda? Você acha que ele(a) gosta de mim? Você me acha inteligente? Você acha que fulano (normalmente alguém querido) é sem caráter? Você não acha que o partido tal é melhor do que os outros partidos. Resumindo, perguntas pessoais a respeito do favorecido ou do companheiro(a) do favorecido, perguntas vindas de fanáticos em qualquer área e perguntas utópicas feitas propositalmente com uma resposta feita. Aliás praticamente todas as pessoas fazem perguntas com uma resposta mais ou menos feita e quando recebem uma resposta oposta te ofendem ou diz algo como - você é muito polêmico.
   Bem qual é o ponto dessas perguntas e dessa situação descrita. O ponto é que eu já vivi essa situação muitas vezes. E como sempre busco uma resposta apropriada mas franca sempre perco o relacionamento em questão. E o conselho do senso comum a esse respeito é sempre o mesmo. Você precisa dizer uma mentirinha amigável de vez em quando - Não é bom falar francamente com as pessoas - Porque você não tenta falar de um jeito indireto em vez de falar claramente com as pessoas?. E minha resposta costuma ser sempre a mesma coisa, porque se uma pessoa não consegue lidar com a verdade ela não tem calibre o suficiente para ter um relacionamento comigo.
  Perdi muitos amigos, perdi alguns possíveis relacionamentos amorosos mas não me arrependo de forma alguma. E quando eu vejo frases como a citada anteriormente me pergunto até onde toda essa superficialidade vai levar essa galera. Porque sinceramente, ao menos na minha opinião, se uma pessoa não consegue conviver com os próprios defeitos e rir dos mesmos não vai conseguir conviver com os defeitos de outra pessoa. Simplesmente porque isso é essencial para dar qualquer passo na vida, saber quais são as nossas qualidades, encarar os nossos defeitos, e desenvolver ao máximo todo o potencial que podemos com as ferramentas que temos, no nosso corpo, nos nossos hábitos no nosso cérebro. E qualquer pessoa que não saiba encarar uma crítica positivamente tá fudido na vida. Me perdoem o termo, mas está sim. Porque todo relacionamento vai ser superficial, todo emprego vai ser temporário e toda experiência vai ser incompleta. E qual o segredo para não ser assim? Meio tudo? 
   Ser autêntico e encarar os próprios defeitos e os defeitos dos outros. De forma humana, respeitosa, mas sincera e franca. A não ser que a pessoa decida ser sempre o frango da situação que por falta de coragem não disse o que precisava dizer, não fez o que precisava fazer e muito menos chegou onde poderia chegar. 

  Eu prefiro ser franca, e quem não gostar, fazer o que? Já estou acostumada a seguir o meu caminho sozinha, mas sempre repleto, profundo e acima de tudo sincero. E garanto que minha felicidade ao fazer e falar o que deve ser feito é bem mais compensadora do que os desastres que eventualmente causo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sinto lhe informar, mas nao e so vc q vai ler essa porra...rs...escrve uns negocios bonitos, pra eu ler...rs...
ps: gostei da cronica