Manoel Bandeira
A tarde agoniza
Ao santo acalanto
Da noturna Brisa,
E eu, que também morro,
Morro sem consolo,
Se não vens Elisa!
Ai nem te humaniza
O pranto que tanto
Nas faces desliza
Do amante que pede
Suplicamente
Teu amor, Elisa!
Ri, desdenha, pisa!
Mas meu canto no entanto,
Mais te diviniza,
Mulher diferente,
Tão indiferente,
Desumana Elisa!
(rsss...pois é Manoel Bandeira fez p mim...apesar de ser um crápula no poema adorei...hahaha)
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